O deputado Bordalo (PT), protocolou na manhã desta terça-feira (05), o projeto de lei que trata sobre políticas públicas voltadas à redução dos efeitos das ilhas de calor em áreas urbanas no Estado do Pará. Os principais objetivos da pauta são a arborização urbana planejada, o estímulo a adoção de coberturas verdes, jardins verticais e telhados vegetados, sejam em espaços públicos ou privados, incentivo a criação de áreas verdes como microparques urbanos e corredores ecológicos em regiões de grande circulação populacional, estímulo à participação da sociedade e instituições de ensino e pesquisa nas ações relacionadas ao enfrentamento das ilhas de calor, entre outros.
Ilhas de calor são áreas urbanas onde a temperatura é significativamente mais alta do que nas áreas rurais. Esse fenômeno ocorre devido à concentração de construções como edifícios e estradas, que absorvem mais calor e o liberam lentamente, além da menor presença de vegetação.
Alguns efeitos são:
- Aumento do consumo de energia:
A necessidade de refrigeração em edifícios eleva o consumo de energia. - Impactos na saúde:
O calor excessivo pode causar problemas como insolação, desidratação e agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente em idosos e crianças. - Desconforto térmico:
As temperaturas mais altas tornam as condições de vida e trabalho mais desconfortáveis. - Poluição do ar:
O calor pode intensificar a poluição do ar, agravando problemas respiratórios. - Alterações no ciclo hidrológico:
Impermeabilização do solo impede a infiltração da água da chuva, podendo causar enchentes e alagamentos.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os municípios amazônicos estão entre os menos arborizados do Brasil, incluindo Belém e Manaus entre as dez piores capitais. Uma análise feita pelo portal InfoAmazonia identificou a presença generalizada de ilhas de calor urbanas nessas capitais, áreas com temperaturas significativamente mais altas do que as zonas rurais e de floresta próximas, chegando a registrar até 10°C de diferença em dezenas de pontos nas duas cidades. Em Belém 39,6% da superfície possui cobertura vegetal, as áreas que mais sofrem com o aumento das temperaturas são as áreas periféricas.
“A aprovação deste PL representa um avanço importante nas políticas públicas ambientais do Pará. Ao enfrentarmos as ilhas de calor, estamos promovendo ações de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, com foco na saúde pública, no planejamento urbano sustentável e na justiça socioambiental.”
— Deputado Bordalo


