VIOLÊNCIA NO CAMPO

Chacina de Pau de D’Arco, 5 anos de impunidade!

A chacina de Pau D’Arco completa cinco anos nesta terça-feira (24), um capítulo da história em que 10 sem-terra foram assassinados no acampamento situado na Fazenda Santa Lúcia em uma ação de cumprimento judicial realizada por policiais civis e militares.

O deputado Bordalo, a convite da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Xinguara e Marabá, participou no último final de semana de um evento em memória das vítimas e que reuniu movimentos sociais, lideranças sindicais e organizações de direitos humanos. 

Na época, o parlamentar realizou uma diligência para acompanhar os desdobramentos das investigações. Ouviu familiares das vítimas, testemunhas e apresentou um relatório que apontou que a “Fazenda Santa Lúcia é um exemplo da ausência do estado no contexto da prevenção dos conflitos agrários no Pará”.  

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RELEMBRE

A chacina de Pau D’Arco, como ficou conhecida, é considerada o mais brutal caso de violência no campo depois do massacre de Eldorado dos Carajás ocorrido no Pará. No dia 24 de maio de 2017, 29 policiais, 8 da polícia civil e 21 policiais militares entraram na fazenda para supostamente cumprir mandados de prisão, preventivas e temporários, de integrantes do grupo do acampamento. 17 desses policiais participaram da ação que torturou e matou Jane Júlia, liderança do acampamento, seu marido, Tonho, e mais oito pessoas no local. 

Na época, os sobreviventes relataram em depoimentos ao Ministério Público que os policiais chegaram na propriedade atirando. O laudo balístico reforçou o depoimento dos 15 sobreviventes de que houve uma chacina na fazenda. 

Os acusados pelo crime aguardam em liberdade a tramitação do processo e o julgamento ainda não possui previsão de data. O inquérito que investigava os mandantes, iniciado pela Polícia Federal, foi arquivado sem conclusões.

MAIS MORTES

Uma das principais testemunhas, Fernando Araújo, sobrevivente do massacre, foi assassinado com um tiro na nuca no noite do dia 26 de janeiro no lote onde morava no acampamento. Estava no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas, tendo saído da região por algum tempo. Optou por retornar à sua localidade

No dia do massacre Fernando viu seu namorado morrer e se fingiu de morto para escapar. Em seus depoimentos, ele narrou como a polícia rendeu, humilhou e torturou seus colegas antes de executá-los com tiros à queima roupa.

O deputado Bordalo, se manifestou sobre o caso cobrando celeridade na investigação do assassinado de Fernando.

DESPEJO

O acampamento Jane Júlia, liderança morta com 9 tiros, 5 na região abdominal e 4 nas costas, além de marcas de tortura, segundo a perícia, é ocupada por 200 famílias que vivem e possuem pequenas produções familiares. Alguns deles, familiares de vítimas e sobreviventes do massacre. A fazenda havia sido negociada para que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA a comprasse e destinasse para a reforma agrária, mas o processo não chegou a ser concretizado e atualmente as famílias correm o risco de despejo iminente.


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