Tombamento do Caminho das Pedras na comunidade quilombola do Abacatal é requerido por Bordalo

Construído por homens escravizados, o caminho servia da margem do igarapé Uriboquinha a sede da fazenda do Conde Coma de Melo
Foto: Reprodução- Site Racismo Ambiental

O Deputado Bordalo solicitou, por meio de moção, à Secretaria de Estado de Cultura (Secult), através da Diretoria do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Dphac), que realize o processo de tombamento do Patrimônio Histórico conhecido como Caminho das Pedras, situado no território da comunidade quilombola do Abacatal, em Ananindeua, na a região metropolitana de Belém, no Estado do Pará.

A comunidade nasce a partir do Caminho das Pedras. Remonta meados do século 18 e servia de via de aproximadamente 500 metros com meio de largura que liga a margem do igarapé Uriboquinha a sede da fazenda do Conde Coma de Melo. O conde mandou construir o caminho e servia como via para que o nobre pudesse acessar a casa sem sujar os pés.

De acordo com pesquisas desenvolvidas pelas professoras Rosa Acevedo e Edna Castro, o quilombo do Abacatal se forma como um quilombo de herança. O nobre doará a propriedade para suas três filhas, fruto de um relacionamento com a escrava Olímpia. Atualmente o território abriga 121 famílias, área que foi demarcada e reconhecida pelo Governador Almir Gabriel em 1999.

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“No caminho das pedras de Abacatal apresenta a experiência social de grupos negros no Pará. Este é um lugar onde se efetivaram as experiências históricas de não menos que sete gerações de famílias, identificadas na memória e que atravessam o tempo e constituem os elos entre os atuais moradores e seus antepassados”, segundo trecho do artigo publicada pelas pesquisadoras.

Atualmente a comunidade quilombola resiste ao tempo e tenta preservar seu modo de vida, memória coletiva e cultura, integrado entre o rural e o urbano. Para o deputado Bordalo o Caminho das Pedras é “parte da história do negro na Amazônia e preservar essa memoria é legado da identidade de um povo”. 

A moção n° 608/2020 foi protocolada e recebida à mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado Pará (Alepa) e seguirá para tramitação na casa legislativa.


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