PT, Banpará e A Privataria Tucana hoje em Belém

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(Foto da militância petista que lotou a Associação Nipo-Brasileira, em Belém, ontem à noite, no debate entre Alfredo x Puty).

No PT em Belém, encerrados os debates, agora é campanha até domingo, dia das prévias em segundo turno. Vou de Alfredo Costa.

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No sistema de rodízio, o novo líder da bancada do PT  na Assembleia Legislativa é o companheiro Zé Maria (da tendência Unidade na Luta). Parabéns ao companheiro Zé Maria e estaremos juntos na oposição e fiscalização ao governo Jatene.

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Hoje tem um excelente debate no Sindicato dos Urbanitários (Duque, entre Lomas e Enéas Pinheiro, bairro do Marco), a partir das 18 horas, com a presença do autor do livro “A Privataria Tucana” e o deputado federal Protógenes Queiroz. Programa imperdível para quem quiser conhecer o que foi a sabotagem da soberania do país e dos sonhos das famílias a privatização do período tucano de FHC-Serra. Desse período foram privatizados no Pará a Vale, a Celpa, a Telepará.
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E sobre ameaças de privatização de patrimônios públicos do Pará, leia aqui o artigo das sindicalistas bancárias Vera Paoloni e Heidiany Katrine Moreno, publicado hoje no Jornal O Liberal, pág 6, caderno Atualidades, jornal do leitor:

Venda do Banpará?: Não passarão!
Em 2008, o Brasil celebrou os 200 anos da chegada da corte portuguesa e a criação, por Dom João VI, da primeira instituição de crédito do país: o Banco do Brasil. Em outubro de 2011, o Pará celebrou os 50 anos do Banpará, uma das cinco instituições de crédito públicas estaduais remanescentes da privatização de 22 dos 27 bancos públicos do País na década de 90.

A história do Banpará é a crônica do sobressalto e da incerteza, mas atesta sobretudo a resistência de seus funcionários e a disposição de luta do povo do Pará para manter uma instituição que cumpre um papel importante para garantir crédito aos pequenos empreendedores e financiar o desenvolvimento do Estado, com forte atuação no microcrédito em todo o Pará, embora com pouca divulgação dessa importante atividade sócio-econômica.

O Banpará já enfrentou intervenção do Banco Central em 1987 e ameaça de privatização ou liquidação em 1998. Nessa última turbulência, o funcionalismo do banco abriu mão de 20% do salário durante um ano para assegurar que o banco se mantivesse público e sob controle do estado do Pará.

Sindicato dos Bancários e Associação dos Funcionários do Banpará, com o apoio da sociedade civil organizada, tiveram de ser engenhosos para livrar o Banpará da metralhadora giratória de FHC. Foi um tempo de desemprego e desespero para milhares de famílias bancárias. Tempo doloroso e cruel, mas as entidades sindicais bancárias, o funcionalismo e a sociedade resistiu e derrotamos no Pará o projeto neoliberal de FHC para os bancos públicos.

Mal começa 2012 e os jornais informam que o Banco do Brasil tem interesse em comprar o nosso Banpará. Pior! Dizem também que o governo do Pará está disposto a aceitar entre 600, 800 e 900 milhões de reais, uma bagatela por um patrimônio público capitalizado e forte, uma  alavanca à disposição da sociedade para financiar a produção e assegurar crédito para quem produz e gera emprego e renda. Dispensável lembrar o papel que as instituições públicas de crédito cumpriram no País para que pudéssemos mitigar os efeitos de crise financeira internacional em 1999, também no período FHC.

O fortalecimento do Banpará foi acentuado no governo do PT (2007 a 2010), mantendo-se em crescimento no ano passado e com muitas boas perspectivas para 2012, incluindo expansão da rede de agências e novos produtos à sociedade paraense. O interesse do BB nessa nova performance do Banpará é uma evidência desse sucesso. Faz parte da estratégia do  BB a incorporação de bancos, sobretudo os saudáveis, como já aconteceu com a Nossa Caixa, Nosso Banco, de São Paulo e o Besc, Banco do Estado de Santa Catarina.

Embora à primeira vista possa parecer um bom negócio, a incorporação do Banpará por um banco público, na real, é privatização, porque diminui o papel do estado em um setor estratégico e porque o Banco do Brasil, embora público, tem uma política de banco privado em que a meta de negócios é uma obsessão adoecedora, o que transforma o BB em dos campeões de assédio moral no sistema financeiro do país.

Não há razões técnicas ou administrativas que justifiquem a venda do Banpará. Desfazer-se de uma empresa lucrativa, que é um instrumento de crédito e desenvolvimento do povo do Pará, lembra em muito o que houve com a Celpa, que o estado repassou à iniciativa privada e hoje temos, no Pará, um dos piores sistemas de fornecimento de energia, apesar de contribuirmos com mais de 60% das receitas da empresa que explora o que era um serviço público. É o mesmo modelo que os que defendem privatizações querem para a Cosanpa, a companhia estadual responsável por água e saneamento no Pará. Temas que estão na pauta e na ordem o dia para o movimento sindical bancário e dos que compõem a Frente contra a Privatização do Pará.
 
Vender o Banpará, seja para banco público ou banco privado, é uma atitude de lesa-sociedade, um atentado à soberania e um desrespeito ao povo do Pará, que disse sim no plebiscito para que o estado permanecesse grande e com capacidade de investimento, o que inclui uma instituição pública de crédito forte, enraizada e capitalizada para tocar o desenvolvimento do estado. O funcionalismo do banco e a sociedade paraense manterão a luta e a resistência a toda e qualquer atentado contra um patrimônio público do povo do Pará

Nessa nova ameaça à existência do Banpará, resistir e resistir é o nosso lema.

Venda do Banpará, privatização do estado? Não passarão!
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Vera Paoloni e Heidiany Katrine Moreno
 verapaoloni@gmail.com e heidiany.katrine08@gmail.com


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