O deputado Bordalo (PT) apresentou na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), uma proposição que declara como de Utilidade Pública Estadual a Associação Regional das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu do Sudeste do Pará (AMISU). A solicitação é de autoria do parlamentar e reconhece a relevância social da entidade na promoção do desenvolvimento sustentável e na defesa dos direitos de mulheres trabalhadoras rurais.
Fundada em 24 de setembro de 2024, a AMISU é uma entidade civil sem fins lucrativos, com sede no município de São Domingos do Araguaia e atuação em toda a região sudeste do Pará. A associação reúne mulheres quebradeiras de coco babaçu, agricultoras familiares, extrativistas e ribeirinhas, organizadas de forma democrática e com atuação voltada ao fortalecimento das comunidades tradicionais.
Além de São Domingos do Araguaia, a AMISU desenvolve atividades nos municípios de Brejo Grande do Araguaia, Itupiranga, Palestina do Pará e São João do Araguaia, promovendo a integração regional e o fortalecimento das práticas produtivas sustentáveis.
“Reconhecer a AMISU como entidade de Utilidade Pública é valorizar o trabalho histórico das mulheres quebradeiras de coco babaçu, que sustentam suas famílias e preservam saberes tradicionais fundamentais para a Amazônia”, afirmou Bordalo. “Essa iniciativa contribui para ampliar o acesso a políticas públicas e fortalecer a organização dessas mulheres em seus territórios.”
Entre as principais finalidades da associação estão o fortalecimento da atuação das mulheres extrativistas, a promoção da agroecologia e da sustentabilidade, a defesa dos direitos humanos especialmente das mulheres e o incentivo à educação, saúde e qualidade de vida. A entidade também atua na formação e capacitação de suas associadas, além de articular parcerias com órgãos públicos e privados para viabilizar projetos e captar recursos.
Para o deputado, o reconhecimento institucional permitirá à AMISU expandir suas ações e consolidar ainda mais seu papel social na região. “Estamos falando de uma organização que promove inclusão produtiva, geração de renda e preservação ambiental. Dar esse reconhecimento é garantir mais oportunidades para essas mulheres e para o desenvolvimento sustentável do sudeste paraense”, destacou.
A proposta segue em tramitação e, se aprovada, permitirá que a associação acesse benefícios legais destinados a entidades de Utilidade Pública, fortalecendo sua atuação junto às comunidades atendidas.


