O deputado Bordalo (PT), apresentou nesta terça-feira (05), na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA) um Projeto de Lei (PL) que reconhece a Abertura da Pesca do Mapará, em Igarapé-Miri, como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial no Pará.
A proposta busca valorizar não apenas a celebração de uma prática tradicional, mas também a preservação da identidade e história das comunidades ribeirinhas paraenses.
O evento, promovido anualmente pela Colônia de Pescadores Z15, se tornou um marco cultural que reúne 36 comunidades ribeirinhas de diversas localidades. Segundo relatos, a colônia completa este ano seu centenário, sendo um momento de orgulho e celebração para os envolvidos.
Com cerca de 6.500 pescadores e pescadoras participantes, a Abertura da Pesca do Mapará é mais do que uma simples atividade econômica. É um momento de conexão com a natureza, fortalecimento dos laços comunitários e celebração da cultura local.
Desde a madrugada até o entardecer, barcos, lanchas e outras embarcações percorrem as águas, comemorando a fartura do peixe que alimenta as famílias do Estado do Pará.
Bordalo aponta valorização
A festa, que une tradição, sustentabilidade e alegria, destaca o mapará como símbolo regional, essencial na culinária e na vida das comunidades ribeirinhas. A pesca artesanal, além de garantir o sustento, mantém viva uma herança cultural que é transmitida de geração em geração.
Bordalo registra na proposição que o reconhecimento oficial da Abertura da Pesca do Mapará como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial no Pará não apenas valoriza a história e a identidade das pessoas envolvidas, mas também reforça a importância da preservação e promoção das práticas culturais que enriquecem o patrimônio do estado.


