O deputado Bordalo (PT), apresentou nesta terça-feira (12), uma moção que solicita ao Governo do Estado celeridade nas investigações sobre o incêndio que assolou o Acampamento Terra e Liberdade, do Movimento Sem Terra (MST) em Parauapebas, sudeste do Pará, no último sábado (09).

Nove indivíduos perderam a vida durante o incêndio. A tragédia ocorreu quando uma antena de internet, sendo instalada por trabalhadores da empresa de telecomunicação G5, caiu sobre os fios de alta tensão. 

A descarga elétrica atingiu as pessoas presentes no local e desencadeou um incêndio. O Instituto Médico Legal (IML) relatou seis óbitos entre os acampados e três entre os trabalhadores da empresa.

Sete indivíduos feridos, com queimaduras leves, receberam atendimento hospitalar, sendo todos já liberados. Apenas um permanece internado devido a queimaduras de segundo grau, mas seu estado de saúde é estável.

A moção foi encaminhada por meio da  Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, ao Ministério Público do Estado, ao Ministério Público do Trabalho, à Defensoria Pública e demais órgãos competentes, solicitando uma investigação minuciosa sobre o acidente que resultou em perdas irreparáveis para a comunidade.

Segundo relatos, uma equipe da empresa G5 Internet, de Parauapebas, realizava a instalação de uma antena mesmo diante das condições inadequadas alertadas pelos moradores devido ao horário avançado, os operadores prosseguiram com a instalação, resultando em um contato direto da antena com a rede elétrica de alta tensão.

Moradores afirmam que os trabalhadores não possuíam equipamentos de proteção individual (EPI) adequados, e denunciam a precarização do trabalho, que se estendeu durante a noite.

Até o momento, a empresa G5 Internet não entrou em contato ou prestou qualquer auxílio às famílias das vítimas ou aos assentados, que classificaram o episódio como uma tragédia. O assentamento encontra-se sem energia elétrica após o ocorrido.

O Movimento Sem Terra de Parauapebas destaca que no acampamento existem 1.000 famílias cadastradas, totalizando cerca de 2.500 acampados, incluindo grupos vulneráveis como mulheres, crianças e idosos. 

Bordalo destaca necessidade de celeridade às famílias

O deputado Bordalo também registra na moção que a comunidade espera que as autoridades atuem com diligência para esclarecer as circunstâncias do incidente e garantir justiça às vítimas e seus familiares, bem como medidas preventivas para evitar que tragédias como essa se repitam.

A proposição também exige a responsabilização da empresa G5 Internet, que, segundo relatos, agiu com omissão diante do serviço prestado à comunidade. 

A moção será levada ao conhecimento do Prefeito do Município de Parauapebas, Ministério Público Estadual e Federal, Defensoria Pública Estadual e Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (SEASTER), Procuradoria Geral do Estado (PGE-PA), Movimento Sem Terra Parauapebas (MST),Delegado Geral do Estado, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e da Ouvidoria do Estado do Pará.

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