Volto a falar do Encontro da Juventude do Nordeste Paraense, evento realizado no município de São Domingos do Capim nos dias 28 e 29 de maio. Estive acompanhado de uma grande caravana de lideranças do PT e de lideranças da Federação dos Trabalhadores na Agricultura.
Ao chegar ao ginásio fiquei extremamente emocionado ao ver mais de 1.200 jovens reunidos para discutir a realidade da juventude do nordeste do Pará, e para discutir propostas, projetos no sentido de enfrentar essa realidade. Jovens que vinham de Paragominas, Aurora do Pará, Mãe do Rio, Viseu, entre outros municípios.
Participei do debate sobre políticas públicas para a juventude. Disse aos jovens que nos últimos sete anos começamos a viver uma etapa de efetivas políticas públicas para a juventude no plano nacional e no plano estadual. Até então, o que se conhecia eram projetos muito pequenos, situados geograficamente num bairro, numa comunidade, ou seja, envolvendo pouca gente, mas que não eram entendidos como uma ampla política de inclusão maciça da juventude brasileira, ou da juventude paraense.
Pontuava com os jovens que, felizmente, o Brasil nos últimos sete anos começou a experimentar o enfrentamento real dessas carências e exclusões. Até o final do Governo Lula serão entregues 13 novas universidades no Brasil, uma delas será a Universidade do Oeste do Pará. Também nesse período serão mais de 230 escolas técnicas. O Governo do Presidente Lula, de uma forma inteligente, criou o PROUNI, já são mais de 600 mil jovens brasileiros que estão sendo atendidos pelas políticas de inclusão educacionais no plano superior do Governo Federal. Além disso, também criou-se o PROJOVEM que está buscando recuperar a escolaridade daqueles que por algum motivo tiveram que abandonar as escolas.
No Pará, a governadora Ana Júlia, além de adotar e levar em frente esses projetos, criou o primeiro programa que enfrenta o problema da exclusão produtiva do jovem paraense, que é o Bolsa Trabalho. Estamos atendendo mais de 60 mil jovens no Pará, nos aproximando rapidamente dos 80 mil. Desses, mais de 40 mil já recebem ou receberam algum tipo de apoio para a qualificação profissional. Desses, mais de 16 mil já estão com carteira assinada, já estão trabalhando.
Portanto, precisamos fazer que esses programas se interiorizem, cheguem mais ao jovem rural para combater o envelhecimento do campo. Tenho um projeto tramitando na Assembleia Legislativa que enfrenta essa questão, dando ao jovem filho de trabalhador rural, que ele possa ter lugar nas contratações, para assistência técnica e extensão rural de programas que possam ser desenvolvidos no setor rural do nosso Estado.
Outro projeto reserva 30% das vagas nos concursos públicos para jovens entre 18 e 29 anos. Nesta faixa etária está a maior dificuldade para o acesso no mercado de trabalho, porque dizem que o jovem não tem experiência.
Quero parabenizar o Presidente Lula e a Governadora Ana Júlia por terem iniciado essa nova geração de políticas para a juventude no Brasil e para a juventude no Pará. Espero que daqui pra frente possamos ampliar essas políticas, torná-las mais universalizadas, interiorizá-las e atender o maior número possível de jovens do Pará, para que o jovem do meu estado tenha um futuro e uma perspectiva para criar as suas famílias, os seus filhos com dignidade e dentro do padrão razoável de vivência social e econômica.

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