O relatório de Andrea concluiu que a licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda, entre julho de 2005 e junho de 2006, realizada pela Secretaria Municipal de Administração e pela Secretaria Municipal de Educação, no valor de R$ 75.204.984,02, causaram prejuízo aos cofres públicos. 99% do fornecimento ficaram concentrados numa única empresa, a Comercial Milano, que apresentou uma engenhosa combinação de preços em suas propostas. A licitação ocorreu num único dia, mas foi dividida 10 coordenadorias de educação (CREs). O “curioso” foi que esta empresa ofertou preços diferentes para o mesmo alimento. O preço do frango da proposta da Milano, por exemplo, para Santa Cruz, era cerca de 30 % mais caro do que o preço ofertado para Campo Grande. Detalhe: em Santa Cruz a Milano não teve concorrentes e em Campo Grande sim. Como ela soube da falta de concorrentes, um mistério. E a Prefeitura aceitou isso! Pagou à mesma empresa, pela mesma mercadoria, preços muito diferentes. Essa foi a característica geral dessa licitação: uma combinação de preços que otimizaram os ganhos de uma única empresa fornecedora em prejuízo dos cofres públicos.

Sabem quem era o secretário municipal de administração? Ele! Índio da Costa, que se apresenta como um bom moço relator, na Câmara Federal, do Ficha Limpa (já na fase que o projeto da sociedade civil foi trocado pelo chamado “acordão”).

Índio, esse ilustre desconhecido da nação, é bem conhecido dos cariocas, depois que foi alvo desta CPI acima relatada. E a relatora da CPI era uma vereadora tucana!

Quer conhecer toda a história? Então clique aqui e vá ao blog do Luis Nassiff.

6 comentários em “Um “Índio” muito conhecido…por ser suspeito de corrupção”

  1. Essa anta já disse que era melhor o Brasil não explorar o pré-sal, pra "salvar a humanidade" ele preferia o Brasil pobre; e queria cobrar multa de quem dá esmola no Rio.

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