O deputado Bordalo (PT), apresentou na terça-feira (20), na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA) o Projeto de Indicação que solicita a criação do Programa “+ Exames da Melhor Idade” para pessoas idosas no Pará.
A proposta foi encaminhada ao Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA). O Programa permitirá que este público possa realizar avaliações de saúde regulares, permitindo a detecção precoce de doenças e de condições de saúde, favorecendo intervenções preventivas eficazes em tempo hábil.
O que amplia o contato da pessoa idosa com os serviços de atenção primária, criando oportunidades de promoção da saúde. Dentre as propostas do projeto estão a conscientização sobre a necessidade de realização de exames periódicos a cada 6 (seis) meses.
Outros serviços incluem a disponibilização de verificação da pressão arterial de maneira acessível; a promoção de ações educativas sobre a importância da atividade física regular e orientação nutricional.
Há também a realização de exames sugeridos estão hemograma, glicemia em jejum, colesterol e triglicerídeos, ureia e creatinina, TGO(AST) e TGP(ALT), TSH e T4 LIVRE, ácido úrico, exame de urina, eletrocardiograma, dentre outros.
Fica estabelecido que está assegurado aos pacientes do SUS, no âmbito do Estado do Pará, a garantia de desjejum após exames médicos que exijam jejum acima de seis horas.
Programa e suporte em saúde mental
O Projeto também orienta que o Poder Público possa oferecer atendimento psicológico para idosos que demonstrarem indícios de depressão ou ansiedade no processo de triagem.
Dados divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNADC- do IBGE, em 2023, a população nacional está apresentando um constante envelhecimento. Em dez anos, o número de pessoas com 60 anos ou mais passou de 11,3% para 14,7% da população — dado que revela uma importante mudança na estrutura etária da nação brasileira.
O deputado Bordalo, autor da proposição, registra no projeto que com essa realidade de crescimento da população idosa, é fundamental que o Brasil se prepare para lidar com essa nova realidade, como feito por países como o Japão que dos seus 125 milhões de habitantes, 29,1%, têm 65 anos ou mais.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Populacional e Seguridade Social, estima-se que, em 2040 no Japão, a comunidade idosa represente 34,8% da população.
Diante dessa nova realidade o Projeto aponta a necessidade de ações capazes de monitorar a saúde e prevenir doenças nessa população, garantindo um envelhecimento mais saudável e ativo, são necessárias e urgentes, sendo esses os motivos que justificam a presente proposição.


