Obras do campus de Medicina estão paradas

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Quando foi
anunciado no final do ano de 2012 que Marabá finalmente teria um curso
superior de Medicina, a comunidade docente e discente comemorou: seria a
primeira oportunidade de uma cidade do sudeste paraense começar a ser o
celeiro produtivo de novos médicos para atender essa região e até
mesmo exportar mão de obra para outras cidades do país. O sonho começou
a ser acalentado ainda no dia 6 de março de 2012, quando a prefeitura
de Marabá, em uma cerimônia oficial, doou um terreno de 1.600 m² para o
governo do Estado construir o tão esperado bloco para abrigar o curso
de Medicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa).
Oito meses depois, o governo estadual
colocou uma placa no terreno doado pela prefeitura, sinalizando o
início das obras de reforma de blocos, salas de aulas e laboratório.
Era o mês de novembro de 2012. O prazo para a conclusão das obras,
dizia a placa, era de 120 dias, mas nenhum vislumbre ou notícia sobre
as obras para o curso de Medicina vieram até agora.
A Uepa, nesse período, anunciou também
vagas para os cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção e
Tecnologia de Alimentos. Todos com previsão de iniciar no dia quatro de
março de 2013. Fato que não aconteceu, sendo adiada para o dia 18 e
depois 25 de março de 2013. Os cursos de Biomedicina, Engenharia
Florestal e Medicina seriam ofertados apenas no segundo semestre, com
início das aulas previsto para o dia 5 de agosto, já indicando
problemas de cronograma e entrega das obras a tempo para os acadêmicos.
Para surpresa de todos os alunos, a Uepa
anunciou que alguns cursos, inclusive o de Medicina, seriam
ministrados em salas alugadas de uma faculdade particular de Marabá.
Era apenas o começo de um dilema que transformaria o sonho de se formar médicos em Marabá em uma via crucis complicada.
Quando o governador Simão Jatene esteve
em Marabá, em 20 de agosto de 2013, para proferir a aula inaugural da
primeira turma do curso de Medicina da Uepa, ao lado do secretário
adjunto de Obras, Marcelo Nagano, ele prometeu que em junho de 2014 o
novo bloco estaria pronto para receber os futuros médicos. O problema é
que as obras estão longe (mas muito longe) de ficarem prontas. O
cronograma “furou”.

DESÂNIMO
O que se vê no local das obras é que
muita coisa ainda precisa ser feita para a conclusão dos blocos. Há
ainda indícios de construção, mas a aparência já é de abandono.
Estruturas de madeiras seguram os pilares de concreto e muito mato já
toma conta do local. Há apenas um porteiro vigiando o lugar.
Desde que as aulas de Medicina
começaram, os estudantes do curso estão em sala alugada numa
universidade particular. Isso causa desconforto aos estudantes, porque o
mês de agosto já está batendo às portas e a construção das salas
parece longe do fim.
Wellington Dias, vice-presidente
estadual da União Geral dos Estudantes de Marabá, UGE, diz que a
situação começa a ficar preocupante. Segundo ele, já são quase três
anos de espera. “O curso de medicina é importante para a região porque é
o primeiro de Marabá. É melhor desistir do curso do que formar médicos
com uma estrutura ‘meia-boca’, ou sem estrutura nenhuma”, criticou.
“Fazer um curso de cinco anos com quase três já passados sem
laboratório e sem estrutura é complicado”, declarou ele.
Segundo Wellington Dias, o mais
preocupante é que por conta disso praticamente metade dos alunos do
curso de Medicina já desistiram do curso.
“O curso começou praticamente com 20
alunos e oito alunos já desistiram, metade do curso praticamente. Fazer
um curso de cinco ou seis anos, como é o de Medicina, estudando de
manhã e de tarde, sem estrutura alguma, desanima o aluno”, explicou o
representante da UGE.
Wellington Dias revela ainda que
conversou com assessores do governo, logo após a inauguração da Escola
Anísio Teixeira, em maio de 2014. Deles diz que ouviu garantias de que
as obras de conclusão do local para o curso de Medicina seria
prioridade.
“Eles acham que a gente aqui da região é
idiota. Vem mais um período de eleição onde virão pedir votos, mas sem
fazer nada nem para a população, nem para os estudantes”, ponderou
Dias.
REUNIÕES NÃO AVANÇAM. SEOP SE CALA.
O DIÁRIO apurou que em abril deste ano o
reitor da Uepa, Juarez Quaresma, reuniu com os estudantes dos cursos
de Biomedicina e Medicina em Marabá, junto com Ilma Pastana, diretora
do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Uepa, para ouvir as
necessidades e opiniões dos alunos sobre o processo de construção do
novo prédio da universidade.
Mas a reunião não mudou em nada o
andamento das obras, que são de responsabilidade do governo. A Uepa diz
que o campus da Uepa de Marabá tem recebido equipamentos para os
laboratórios de Habilidade Médica e de Pesquisa Cirúrgica.
Profissionais de assessoria pedagógica para o curso de Medicina e
funcionários para o secretariado da saúde também já chegaram.
O que falta mesmo é inaugurar as
instalações, o que parece longe de ocorrer. No local há uma placa
citando a “Construção do bloco de saúde no Campus VIII da Uepa”, com
valor total da obra em R$ 5.503.606,60 e com prazo de 270 dias corridos
para o término das obras, sem citar, contudo, o início dela.
O DIÁRIO tentou contato com a Secretaria
de Estado de Obras Públicas (SEOP) durante toda esta sexta-feira, para
saber o motivo do atraso e qual o novo cronograma para inauguração.
Porém, as ligações caem sempre que as telefonistas do gabinete da
secretaria tentam transferir os telefonemas para o setor responsável,
que é a Diretoria de Obras.
Fonte: Diário do Pará

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