A cidade e o estado tem discutido intensamente política, nesses últimos dias, em virtude da sentença de cassação do prefeito Duciomar Costa, já mantido no cargo pela aceitação de uma ação cautelar. Tenho tratado o tema com cuidado, pois como não sou jornalista e sim político, este blog se propõe a fazer análises e não a dar “furos” e “offs”. Contudo, podemos já descrever algumas hipóteses e esclarcer fatos.

Se o TSE confirmar a cassação, é o fim das pretensões autônomas do bloco PTB/PR em 2010. Com o PMDB, é claro que não se coligarão. Com o PSDB, Duciomar fica fora do palanque da ministra Dilma e do presidente Lula. Nunca foi ingênuo a ponto de cometer um erro desses, sendo atualmente da base governista. Restará, pelos sinais de hoje, a contra gosto, compor com o PT. Não sabemos é se haverá margem para isso entre os petistas. Mas, não há dúvida de que motivo da cassação do mandato do prefeito é um fato e condenável: abuso do poder econômico durante a eleição de 2008.

Se o ex-deputado Priante for confirmado no cargo, ele tem toda a legitimidade, pois, no segundo turno, contou com o apoio oficial do PT e do PPS, que tiveram 27% e 17% dos votos, respectivamente. Além da lei. O PT apóia a posse do candidato do PMDB na prefeitura, porque os peemdebistas são nossos aliados nacionais, da governabilidade do presidente Lula e nós queremos estar com eles em 2010, na disputa pela reeleição da governadora Ana Júlia.

A hipótese da um terceiro turno entre Mário Cardoso e José Priante é um “manjar” para o PSDB, Demos e tucanos peemedebistas. Só que, na prática, uma hipótese política e jurídica (porque todo jurídico é político) remota. Caso prevaleça, é assunto para uma avaliação posterior.

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