A oposição brasileira insiste em usar o termo “apagão” para o blecaute da semana passada. Parece a história do caboclo que voltou da França dizendo para o amigoque comeu “uma coisa que a gente tá vendo que é queijo e eles te dizem que é Roquefort”. O que existe, de fato, é um “apagão” de idéias e propostas (leia nota acima).
No governo do nada saudoso FHC, o Brasil viveu racionamento de energia, com prejuízo de milhões de dólares para a nossa economia, principalmente dos investimentos (leia nota abaixo). A população foi obrigada a consumir menos do que sua necessidade, senão pagava multa. O Pará, que nem precisava entrar nesse regime, foi “entrado” na marra, pela submissão do governador Almir Gabriel ao seu cacique nacional, pois temos hidrelétricas e água em abundância.
O problema do verdadeiro apagão foi a privatização das nossas empresas de energia que, sob mãos particulares, se voltaram a outros interesses que não os de atender a nossa demanda interna. Foram oito meses de penúria para nossa população e economia por pura falta de planejamento do governo.
Querer comparar essa “treva” com algumas horas de falta de energia é o cúmulo do desespero eleitoral do PSDB/DEM. Usam o nome do que fizeram contra o país – “apagão” – para tentar obter algum dividendo eleitoral, embora o presidente Lula já tenha mandado fazer toda a investigação necessária. Eu rezo para que não aconteça nesse caso o que houve no “escândalo” no ENEM, quando foram descobertos indícios de sabotagem.

