O deputado Bordalo, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Alepa, presta solidariedade à Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn. Nesta quinta-feira (25) a sede da associação sofreu ataque de garimpeiros ilegais e uma minoria indígena, que apoia a mineração, no município de Jacareacanga, no sudoeste do Pará. A fachada e móveis do prédio foram depredados e os criminosos colocaram fogo em documentos e outros materiais da associação. 

Sede da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn

O Ministério Público Federal (MPF-PA) abriu apuração sobre o caso e informa desde o dia 14 há uma tensão na área, causada pela chegada de grande número de equipamentos de uso dos garimpeiros na região do igarapé Baunilha, uma das principais bacias que garantem a subsistência do povo Munduruku.

 A região é marcada por conflitos. O garimpo ilegal tem causado grandes impactos socioambientais, uma ameaça à vida dos povos e comunidades locais. Em 2020 um estudo realizado pela Fiocruz e WWF-Brasil apontou que todos os 200 indígenas avaliados de três das sete aldeias da TI Sawré Muybu, apresentam traços de mercúrio no organismo, metal utilizado no garimpo, e que em 57 indígenas, 9% estão com níveis de contaminação acima dos limites considerados seguros. 

O deputado Bordalo repudia este ataque criminoso à Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn e acompanhará, por meio da Comissão de Direitos Humanos da Alepa, as investigações do MPF sobre o caso.

Baixe o documento de representação que a associação enviou ao MPF: clique aqui

Com informações: MPF , Greenpeace e WWF-Brasil

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