Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada

A respeitada revista inglesa Economist desta semana, na página 46, seção Américas, lamenta às lagrimas que o liberalismo economico não floresça no Brasil. E cita o pai de todos os neoliberais brasileiros, Roberto Campos, também conhecido, lembra a Economist, como Bob Fields.
Bob escreveu em todos os PiG brasileiros.
Militou em todas as causas anti-nacionais.
Jamais defendeu uma idéia que já não tivesse sido formulada, antes, em ingles.
Fez mestrado em Columbia e a Provincia o tinha como genio.
É dele a frase “ser liberal no Brasil é tão chocante quanto fazer sexo em público”, lembra a Economist.
O interessante é que Bob fracassou em todas as atividades privatistas que exerceu.
Sempre viveu de salário do Estado.

A Economist conclui que o neoliberalismo não faz praça no Brasil porque o voto é obrigatório. E o pobre, que quase não paga impostos (ao contário: é quem mais paga imposto, como já demonstrou o IPEA), e depende das políticas assistencialistas, obriga os partidos politicos a defender o Estado.
Como o voto é orbigatorio – o que é contra a religião do Economist – todo mundo gosta do Estado.
O Economist pode entender muito de neoliberalismo mas não entende nada de Brasil. E diz que o José Serra tem a mesma inclinação estatizante do Lula e da Dilma.
Ledo engano.
Serra é mais privatizante que o FHC. Serra privatizou a água do rio Tietê e, segundo o testemunho insuspeito do Farol de Alexandria, foi quem defendeu com mais vigor a privatização – a preço de banana – da Vale do Rio Doce.
Quem também não gosta de democracia é o Otavinho da Folha – ele detesta a “democracia de massas”. Democracia boa é a “sem-massas”. Tão bom quanto fazer sexo em público.

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