Dirigentes sindicais bancários me procuraram ontem pela manhã, durante sessão no plenário da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), para que intermediasse uma conversa com líderes dos demais partidos.
Era grande a preocupação das dirigentes sindicais sobre o que acontece hoje na atual direção do Banpará: demissão sumária, truculência, descomissionamentos, retaliações aos que divergem, não-pagamento de horas extras, fechamento dos caixas eletrônicos das agências da capital, nos finais de semana, enfim, uma série de medidas atropeladas e que atentam contra a democracia e os direitos dos trabalhadores, direitos esses conquistados com muita luta e há décadas.
Na condição de vice-líder do PT, encaminhei o assunto ao líder da nossa bancada na Alepa, companheiro Zé Maria que, juntamente com o nosso candidato a prefeito de Belém e deputado do PT, Alfredo Costa, estiveram na audiência com as dirigentes Kátia Furtado (da Associação dos Funcionários do Banpará e Vera Paoloni (da direção da Federação dos Bancários). Junto com o PT, o líder do PSOL, Edmilson Rodrigues e o líder do governo, Márcio Miranda, ouviram atentamente o relato das sindicalistas. O deputado Márcio Miranda solicitou um prazo para conversar com a direção do Banpará.
Banco forte – O Banpará, que tinha um lucro pequeno, de apenas R$ 6 milhões quando a companheira Ana Júlia, do PT, assumiu o governo, em 2007. Já no 1º ano de governo, esse lucro saltou de 6 para 36 milhões e foi crescendo sempre, tanto que o lucro hoje é de quase R$125 milhões.
O governo do PT fortaleceu o banco para que ele cumprisse um papel de indutor do desenvolvimento do Estado e não para que atacasse direitos de bancários, de clientes e da democracia.
Que ética? – Pelo que ouvi ontem das dirigentes sindicais, ao demitir um trabalhador sumariamente, descomissionar e ter práticas antissindicais, a atual diretoria do Banpará está ferindo o próprio Código Ética que diz cumprir, pelo menos na formalidade, como a registrada no site.
Dois trechos do Código de Ética do Banpará que a atual diretoria vem descumprindo:
3.6. NAS RELAÇÕES COM ASSOCIAÇÕES E ENTIDADES DE CLASSE:• reconhecimento do importante papel das associações e entidades de classe;
• solução de conflitos, por meio do diálogo e dos canais de negociação;
3.7. NAS RELAÇÕES NO AMBIENTE DE TRABALHO:
• oferecimento de um ambiente de trabalho seguro e saudável, respeito à liberdade de expressão, à
integridade, privacidade e dignidade das pessoas;
• repúdio ao assédio moral;
• cumprimento da legislação pertinente;
· respeito, urbanidade e cortesia no relacionamento entre chefias e empregados.
A Alepa vai intermediar esse conflito propositalemte instalado pela diretoria do Banpará. O governo Jatene tem o dever de barrar essa truculência.
A pergunta que faço é: o governo Jatene tomará que atitude?
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