É preciso barrar a truculência da atual direção do Banpará

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No final do ano passado, reunião na Alepa entre parlamentares e dirigentes sindicais bancários e urbanitários. A pauta era o PL 210/2011 -PPP’s – Projeto das Parcerias Público Privadas. Foto: David Alves

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Ontem, na Alepa, a reunião entre parlamentares  e dirigentes sindicais: relato da crítica situação de atentado aos direitos trabalhistas e  à democracia, atos praticado pela atual diretoria do Banpará. Foto Blog Afbepa.

Dirigentes sindicais bancários me procuraram ontem pela manhã, durante sessão no plenário da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), para que intermediasse uma conversa com líderes dos demais partidos.

Era grande a preocupação das dirigentes sindicais sobre o que acontece hoje na atual direção do Banpará: demissão sumária, truculência, descomissionamentos, retaliações aos que divergem, não-pagamento de horas extras, fechamento dos caixas eletrônicos das agências da capital, nos finais de semana, enfim, uma série de medidas atropeladas e que atentam contra a democracia e os direitos dos trabalhadores, direitos esses conquistados com muita luta e há décadas.

Na condição de vice-líder do PT, encaminhei o assunto ao líder da nossa bancada na Alepa, companheiro Zé Maria que, juntamente com o nosso candidato a prefeito de Belém e deputado do PT, Alfredo Costa, estiveram na audiência com as dirigentes Kátia Furtado (da Associação dos Funcionários do Banpará e Vera Paoloni (da direção da Federação dos Bancários). Junto com o PT,  o líder do PSOL, Edmilson Rodrigues e o líder do governo, Márcio Miranda, ouviram atentamente o relato das sindicalistas. O deputado Márcio Miranda solicitou um prazo para conversar com a direção do Banpará.

Banco forte – O Banpará, que tinha um lucro pequeno, de apenas R$ 6 milhões quando a companheira Ana Júlia, do PT, assumiu o governo, em 2007. Já no 1º ano de governo, esse lucro saltou de 6 para 36 milhões e foi crescendo sempre, tanto que o lucro hoje é de quase R$125 milhões.

O governo do PT fortaleceu o banco para que ele cumprisse um papel de indutor do desenvolvimento do Estado e não para que atacasse direitos de bancários, de clientes e da democracia.
 
Que ética?  – Pelo que ouvi ontem das dirigentes sindicais, ao demitir um trabalhador sumariamente, descomissionar e ter práticas antissindicais, a atual diretoria do Banpará está ferindo o próprio Código Ética que diz cumprir, pelo menos na formalidade, como a registrada no site.

Dois trechos do Código de Ética do Banpará que a atual diretoria vem descumprindo:
 
3.6. NAS RELAÇÕES COM ASSOCIAÇÕES E ENTIDADES DE CLASSE:• reconhecimento do importante papel das associações e entidades de classe;
• solução de conflitos, por meio do diálogo e dos canais de negociação;

3.7. NAS RELAÇÕES NO AMBIENTE DE TRABALHO:

• oferecimento de um ambiente de trabalho seguro e saudável, respeito à liberdade de expressão, à
integridade, privacidade e dignidade das pessoas;
• repúdio ao assédio moral;
• cumprimento da legislação pertinente;
· respeito, urbanidade e cortesia no relacionamento entre chefias e empregados.

A Alepa vai intermediar esse conflito propositalemte instalado pela diretoria do Banpará. O governo Jatene tem o dever de barrar essa truculência.

A pergunta que faço é: o governo Jatene tomará que atitude?

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