Convocarei o delegado Bismarck a prestar esclarecimentos na Alepa sobre morte do jovem empresário de Marabá

Hoje, na sessão da Alepa – Assembleia
Legislativa do Pará-, falarei sobre o assassinato do jovem empresário de
Marabá, morto sábado passado e que mostra o despreparo e o descontrole do
delegado Bismarck.  

Blog do Bordalo homem atirando

E apresentarei requerimento para o delegado Bismarck seja  convocado pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor para prestar esclarecimento a respeito da morte do
microempresário Wellington Gutemberg Pinheiro de Oliveira, na cidade de Marabá. Afinal, a operação que o delegado comandava, sequer dela sabia o superintendente da Polícia Civil em Marabá.



Governo Jatene tem que responder por mais essa morte!

Confira a íntegra do requerimento:

Senhor Presidente,
Senhoras Deputadas,
Senhores Deputados,

O jovem empresário de 22 anos, Wellington Gutemberg Pinheiro de Oliveira, há cinco anos, morava em Marabá, onde tinha uma pequena empresa de segurança. Filho de policiais militares, ele se preparava para voltar a capital para tentar ingressar na vida militar.

No sábado passado, dia 19 de maio, foi morto, em Marabá pelo delegado da Polícia Civil Francisco Bismark Borges Filho, durante caçada a um traficante daquele município. Relatos dão conta que o jovem empresário foi executado pelo delegado.

O caso foi informado, oficialmente, à corregedoria da Polícia Civil de Marabá, mas a família tem receio de que o processo fique parado no município. Por isso, também formalizará nova denúncia na capital. Segundo o relato de testemunhas, Wellington estava dentro de um cyber café, perto da casa dele, quando foi abordado por um homem que vestia colete de mototaxista. Segundo as testemunhas ouvidas, era o delegado Bismarck.

Já fora da loja, ainda segundo testemunhas, o delegado disparou três tiros. Dois acertaram a vítima: um no abdômen e outro na perna. Wellington, de acordo com a família, foi baleado por volta de 11h30 da manhã, mas só foi atendido duas horas depois em um hospital de Marabá, onde há o registro da entrada do paciente.

A explicação que a família da vítima recebeu na Superintendência dePolícia Civil de Marabá foi de que o delegado Francisco Bismarck participava de uma operação de combate ao tráfico de drogas na cidade e que Wellington era um elemento suspeito. A informação dada pelos policiais não convenceu e revoltou os pais do jovem. “Meu filho era trabalhador”, disse Sônia Maria Pinheiro de Oliveira, que
é cabo da Polícia Militar.

Segundo o pai, o delegado não teria pedido a identificação do filho, que estava com vários documentos na carteira, que, aliás, foi perfurada pela bala que atingiu a perna do rapaz. Outro ponto intrigante foi o traje do delegado. Segundo a família, ele estaria vestindo um colete de mototaxista e não se identificou como policial, Wellington nem teve tempo de correr. Foi alvejado ali mesmo, em frente o loja onde ia passar um e-mail de negócios para Belém.

O superintendente da Polícia Civil de Marabá, Adalberto Oliveira, nem sabia da operação do delegado Bismarck. “Em operação, não se atua sozinho”, disse a mãe da vítima, ao afirmar que o delegado não estava acompanhado de outros policiais quando acertou o filho.

O delegado Francisco Bismarck não teria condições de exercer a função uma vez que foi considerado inapto no estágio probatório. No governo passado, o hoje delegado Bismark recebeu Parecer negativo no Estágio Probatório para continuar na carreira policial. O parecer foi dado pelo Conselho Superior da Polícia Civil, o Consup, processo reavaliado. Já no atual governo Jatene, foi promovido a diretor da seccional.

Diante do exposto, REQUEIRO, com base no art. 180 do Regimento Interno, providências deste Poder Legislativo, para que seja convocado o Delegado de Policia Civil Francisco Bismarck Borges Filho pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor para prestar esclarecimento a respeito da morte do microempresário Wellington Gutemberg Pinheiro de Oliveira, na cidade de Marabá, sudeste do Pará. 

Que da decisão seja dado conhecimento a Comissão de Direitos Humanos da OAB/Pa, SPDDH – Sociedade Paraense de Defesa de Direitos Humanos e CNBB Norte2.

Palácio Cabanagem, 22 de maio de 2012.

Deputado Bordalo
Partido dos Trabalhadores – PT 


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