Campanha de enfrentamento da “Crise Humanitária do Aurá” ganha força com a ação de parceiros

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A Comissão
de Direitos Humanos da Alepa organizou nesta quinta-feira uma nova reunião de
trabalho com os parceiros que estão engajados no combate a “Crise Humanitária
do Aurá”. O encontro, realizado na Assembleia Legislativa, serviu para debater
os encaminhamentos das reuniões setorizadas realizadas na semana passada e dar
um prosseguimento nas ações.

É um novo passo da campanha,
iniciada após nossa visita ao lixão para conhecer de perto a realidade das mais
de duas mil pessoas que ficaram sem trabalho, sem renda e sem perspectiva.

Novamente
sentaram a mesma mesa a Comissão de Direitos Humanos, Basa, Senac, Senai,
Senar, Seaster, IFPA, UFPA, Ong no Olhar, Eletronorte e os catadores, para
delinear os passos seguintes da campanha, que
consistem na qualificação dos catadores, por meio de cursos profissionalizantes
e a captação de recursos para projetos.

Foi uma reunião de trabalho
objetiva, dinâmica, onde foi amarrado um novo planejamento das ações para cada
grupo de trabalho. No grupo liderado pelo Senai, de qualificação, por exemplo, estão
fechados os cursos de construção civil para mulheres, costura básica e
eletricista, com 20 vagas para cada curso, e inicio já em setembro. Até o final
do ano, a expectativa é que o número de vagas chegue a 175.

A boa notícia é que o Senai
deve viabilizar os cursos na própria comunidade em suas unidades móveis. Na
próxima segunda-feira, técnicos do órgão vão à comunidade para encontrar um
local adequado na área.

O grupo que vai desenvolver o
projeto de agricultura familiar já esteve na comunidade e relatou que o local
tem um potencial muito grande para várias atividades. Cerca de 30 famílias de
ex-catadores estão encaminhadas para essa atividade e em setembro iniciam a
capacitação, que será feita pelo Senar. Em seguida, iniciam as fases de
produção e comercialização, sempre acompanhadas por assistência técnica. O Basa
ofereceu a linha de crédito para a produção.

Mais de duas mil pessoas
viviam da coleta no Aurá. Apesar do fechamento do lixão, muitas famílias querem
permanecer na atividade. Na reunião de hoje foi criado um novo grupo de apoio a
essas famílias, que será liderado pela UFPA. A universidade se prontificou na reestruturação do trabalho de coleta de materiais recicláveis.

Os grupos de trabalho voltam
a se reunir semana que vem e no dia 24 de setembro vamos dirigir uma nova
reunião geral para um balanço das atividades. Vou destinar 100 mil reais,
através de emenda orçamentária a que tenho direito no parlamento, para o
custeio de mobilidade dos catadores durante a realização dos cursos.


Eu quero aqui agradecer o
apoio dos parceiros e dizer que a Comissão de Direitos Humanos da Alepa está
aberta para todos que querem se engajar nessa luta. Eu apelo também às
prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba, que venham somar. A união de
forças é importante nesse momento. A Comissão de Direitos Humanos da Alepa, da qual sou o presidente, também esteve representada na reunião pelos deputados Lélio Costa, 
Pastor Divino e Sidney Rosa.

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