SESSÃO ESPECIAL

Bordalo solicita Sessão Especial à 7° Marcha das Margaridas

Há mais de 23 anos mulheres campesinas de todo Brasil vão às ruas de Brasília para exigir mais direitos e mudança social

O deputado Bordalo (PT) apresentou na terça-feira (07), durante sessão ordinária, na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA) o requerimento n°4/2023 que solicita a realização de uma sessão especial no dia 24 de maio deste ano para a 7º Marcha das Margaridas, uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta.

A Marcha das Margaridas integra a agenda permanente do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) e de movimentos feministas e de mulheres. Realizada sempre em agosto para lembrar o mês em que Margarida Alves foi assassinada, a Marcha coloca uma diversidade de mulheres do campo e da floresta vindas de todo o Brasil em marcha nas avenidas de Brasília.

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Margarida Alves. Foto/Reprodução: Instituto Aurora

Margarida Alves foi uma dirigente sindical à frente de seu tempo que rompeu com os padrões tradicionais de poder ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, no Estado da Paraíba. Assassinada brutalmente por usineiros da Paraíba em 12 de Agosto de 1983, Margarida Alves tem em sua trajetória a luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária.

A ação é articulada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), pelas Federações e Sindicatos que se consolidou na agenda do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), além de outras organizações parceiras.

Teve seu início nos anos 2000 e tem como alguns de seus objetivos políticos fortalecer e ampliar a organização, além de promover mobilização, formação sindical e feminista das mulheres trabalhadoras rurais, como também contribuir para a democratização das relações sociais no MSTTR nos demais espaços políticos, em busca de superar as desigualdades de gênero e étnico-raciais.

Além do mais, a Marcha busca também protestar contra as causas estruturantes da insegurança alimentar e nutricional com foco em promover os direitos humanos a uma alimentação adequada e à soberania alimentar.

Como acontece a Marcha das Margaridas?

A cada edição é realizado um extenso processo de preparação da plataforma política por meio de reuniões com a coordenação ampliada da Marcha, a qual é responsável por debater nos movimentos parceiros, nas federações, sindicatos e comunidades rurais os pontos que integram sua plataforma política.

As manifestantes hospedadas na Cidade das Margaridas, com alojamento, seminários e debates, também participam da Mostra das Margaridas, um espaço de exposição de produtos diversos fabricados e trazidos pelas mulheres diretamente de suas comunidades e de seus grupos produtivos.

Como resultado do processo de mobilização e construção da Marcha, diversos materiais dão força e conteúdo a cada uma de suas edições: cartas políticas, plataforma política com a pauta de reivindicações organizada por eixos de luta, cadernos de textos, CDs, fotos, vídeos.

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Foto/ Reprodução: Portal Marcha Mundial das Mulheres

A cada edição, a Marcha das Margaridas entrega um documento político para o governo federal contendo sua plataforma política e pauta de reivindicações, que são objeto de apreciação e resposta por parte do governo, além de reuniões e negociações da pauta que fazem parte da agenda das Margaridas em Brasília.

Além de elaborar uma pauta interna dirigida ao MSTTR com pontos considerados de suma necessidade para consolidar relações mais justas, democráticas e igualitárias dentro do próprio movimento sindical.

Bordalo destaca protagonismo da Marcha das Margaridas

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Foto/Reprodução: Observatório das Margaridas

No requerimento o parlamentar destaca que a Marcha é amplamente reconhecida como a maior e mais efetiva ação das mulheres da América Latina, para dialogar sobre as condições de vida das mulheres do campo e da floresta, bem como fortalecer o diálogo e a negociação política do Movimento com o Governo Federal, Estadual e Municipal.   

Para a Sessão Especial foram convidados o Governo do Estado do Pará, a Casa Civil, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), as Federações de Trabalhadores na Agricultura (FETAGs), os Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs) de todos os municípios paraenses, os Movimentos sociais, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), universidades públicas e privadas, os Senadores, os Deputados Estaduais e Federais do Pará, secretarias, sociedade civil, entre outros.


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Notícias sobre a atuação parlamentar do Deputado Estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará.

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