Tráfico Humano precisa ser conhecido e combatido firmemente. Relatório será lido hoje em sessão plenária da ALEPA!

Hoje, em sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), a apresentação do  relatório da CPI do Tráfico Humano, trabalho desenvolvido pela ALEPA e que tive honra de relatar. O Tráfico de Pessoas movimentou ano passado 31 bilhões de dólares em todo o mundo segundo estimativas da ONU! Aqui no Pará, encerra-se a CPI, mas a luta pela dignidade e os direitos da pessoa humana continuam. Esta causa não se esgota!
O trabalho da CPI conseguiu identificar, além do tráfico internacional
de mulheres  para exploração sexual, outras quatro redes de atuação no
Estado, pela natureza, características e tipificação das formas de
atuação criminosa.
Foram
apuradas denúncias sobre aliciamento de mulheres para tráfico dentro do
próprio estado, aliciamento de jovens atletas e de garotos para
exploração sexual em outros estados. O futebol atrai meninos e a rota é sul/sudeste do Pará. Mais ou menos 30 meninos já foram levados. A exploração sexual tem dois grandes troncos = 1) travestis e  2) tráfico nacional e internacional de mulheres. A rota de travestis é São Paulo e de tráfico de mulheres é Nordeste do Brasil, Suriname.
No Pará, os locais de maior
incidência do crime são: a região do Marajó, principalmente
Breves; Vila do Conde, em Barcarena; a região em torno do porto de
Bragança e em Belém, onde a rede de recrutamento costuma agir
fortemente nos bairros do Jurunas e da Cremação.

Também somos receptores desse macabro negócio ilegal para trabalho escravo em fazendas e exploração sexual em grandes obras! O quarto estado brasileiro na identificação de redes de aliciamento, recrutamento, transporte de seres humanos! 


Homens e mulheres paraenses atraídas por “promessas ilusórias” descobrem dramaticamente no destino que foram enganadas! A novela “Salve Jorge”, da Rede Globo, mostra um pouco da rede de tráfico humano, a partir da cooptação de jovens modelos que são traficadas para a rede de exploração sexual. Parabéns à autora da novela por levar o debate a público, através da novela!

O tráfico humano e seus desdobramentos precisa ser conhecido e combatido Não é simples, não é fácil e precisa de todo mundo engajado. Foi o que vi no período de diligências, audiências e coleta de dados.


Uma das muitas sessões da CPI do Tráfico Humano/Alepa.
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Debate na Igreja AnglicanaOntem, participei de Mesa de Debates sobre Tráfico Humano no Estado do Pará na Igreja Anglicana, uma iImportante iniciativa, como destaquei em meu twitter. Parabenizo a Igreja Anglicana pela iniciativa de chamar atenção para o Tráfico de Pessoas. Aliás, o tema de Tráfico Humano será o tema da Campanha da Fraternidade da CNBB em 2014.
Entidades paraenses reuniram-se ontem para discutir o tráfico de pessoas, que vitimou quase 500 pessoas no Brasil nos últimos seis anos A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos  (Sejudh), o Ministério Público Estadual, o relator da CPI do Tráfico Humano no Pará, deputado Carlos Bordalo (PT) e o presidente da CPI do Tráfico de Pessoas na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) participaram da mesa-redonda promovida pela Igreja Anglicana com objetivo de esclarecer a sociedade sobre essa atividade criminosa, que tem como uma das principais rotas de atuação o estado do Pará.
 
“Hoje o Estado do Pará é um fornecedor dessa atividade que coisifica os seres humanos”, afirmou o deputado Arnaldo Jordy. Segundo informações da CPI nacional, foram descobertas, somente em são Paulo, onze organizações de exploração sexual envolvendo recrutadores paraenses. O tráfico de pessoas com fins para o trabalho análogo à escravidão também tem forte incidências no Estado, até mesmo por causa das grandes obras de hidrelétricas no Pará, ressaltou o parlamentar
 
Para o promotor Aldir Jorge Viana da Silva, do MPE, existe um pacto perverso de coerção à vítima, devido principalmente a situação de vulnerabilidade financeira e psicológica das pessoas capturadas, por isso o Estado, em suas instâncias formais, tem dificuldade de interferir no combate ao crime.
O deputado Carlos Bordalo ressaltou outras dificuldades em enfrentar o crime, o fato de o mesmo ser considerado como “invisível” aos olhos da sociedade, tanto porque as pessoas não reconhecem
a
proximidade do crime no seu dia a dia, quanto porque não há denúncias
registradas. 

O relator da CPI paraense revelou que os locais de maior
incidência do crime no Pará são: a região do Marajó, principalmente
Breves; Vila do Conde, em Barcarena; a região em torno do porto de
Bragança; e em Belém, onde a rede de recrutamento costuma agir
fortemente nos bairros do Jurunas e da Cremação
.
 

Existem
três caminhos para fortalecer o enfrentamento a este crime, apontou o
deputado Arnaldo Jordy: “o mais importante é repercutir o tema,
esclarecer a sociedade,
como faz a Igreja Anglicana nesta iniciativa.
Precisamos também aparelhar o Estado, tanto para o enfrentamento ao
crime, quanto para assistir às vítimas do tráfico de pessoas
. E é
necessária a atualização da Legislação Brasileira, inclusive a CPI da
Câmara tem trabalhado junto a diversos órgãos para criar uma legislação
específica contra o tráfico humano”, finalizou Jordy.

Fonte: Blog Espaço Aberto


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