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| Decisão foi tomada durante audiência na Alepa |
Os policiais civis Marcelo Serra Rocha (investigador) e Jorge Tadeu do
Espírito Santo Guilhon (escrivão), acusados de estuprar a jovem T.S.P,
de 17 anos, dentro de uma delegacia e em um hotel de Marabá, sudeste do Pará, serão
afastados de suas funções.
Também foram
indiciados o delegado Renildo Marques Junior, que presidiu o inquérito do latrocínio em que a menor teria envolvimento
com seu namorado, e o escrivão Rodrigo
Paiva Barros, acusado de extorsão à vítima. Mas, pela falta de provas, Barros não
responderá pelo crime.
indiciados o delegado Renildo Marques Junior, que presidiu o inquérito do latrocínio em que a menor teria envolvimento
com seu namorado, e o escrivão Rodrigo
Paiva Barros, acusado de extorsão à vítima. Mas, pela falta de provas, Barros não
responderá pelo crime.
A decisão deve ser
publicada ainda nesta quinta-feira, 10.04, no Diário Oficial do Estado como Processo
Administrativo Disciplinar (PAD), acompanhado de uma medida administrativa de afastamento,
segundo informou a corregedora de policia civil, delegada Nilma Lima.
Ela esteve acompanhada
na tarde desta quinta-feira, 09.04, da delegada-geral adjunta do Estado,
Christiane Lobato, durante audiência à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia
Legislativa do Pará – Alepa.
na tarde desta quinta-feira, 09.04, da delegada-geral adjunta do Estado,
Christiane Lobato, durante audiência à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia
Legislativa do Pará – Alepa.
“É triste, vergonhoso,
não podemos compactuar com atitudes como estas”, disse a delegada Christiane
Lobato.
não podemos compactuar com atitudes como estas”, disse a delegada Christiane
Lobato.
Segundo a corregedora Nilma Lima,
há indícios suficientes nos autos do inquérito que
comprovam a participação dos policiais no crime. “Além de provas testemunhais,
há, por exemplo, a constatação de que os policias estiveram no local onde aconteceu
o estupro. Isto foi facilmente comprovado por meio do rastreamento do GPS”, reforçou
Lima. O inquérito está sendo presidido pela delegada de Crimes Funcionais (Decrif),
Dinilda Ferreira da Costa, e se encontra em fase final.
há indícios suficientes nos autos do inquérito que
comprovam a participação dos policiais no crime. “Além de provas testemunhais,
há, por exemplo, a constatação de que os policias estiveram no local onde aconteceu
o estupro. Isto foi facilmente comprovado por meio do rastreamento do GPS”, reforçou
Lima. O inquérito está sendo presidido pela delegada de Crimes Funcionais (Decrif),
Dinilda Ferreira da Costa, e se encontra em fase final.
“Tive conhecimento do
fato através dos jornais e fiquei impactado. Não é a primeira vez que situações graves
envolvendo policiais acontecem no Estado. Tivemos um caso parecido em 2007, em
Abaetetuba. Vamos acompanhar de perto esta situação até o desfecho do caso”, afirmou Bordalo.
fato através dos jornais e fiquei impactado. Não é a primeira vez que situações graves
envolvendo policiais acontecem no Estado. Tivemos um caso parecido em 2007, em
Abaetetuba. Vamos acompanhar de perto esta situação até o desfecho do caso”, afirmou Bordalo.
Barbárie
Segundo
denúncia da adolescente, o primeiro estupro aconteceu no banheiro da delegacia.
O escrivão Espírito Santo pediu para que a jovem entrasse no local enquanto
aguardava pela chegada dos parentes. Depois de ser violentada, ela teria sido
conduzida para a viatura por Rocha, para levá-la para sua cidade natal,
Redenção.
denúncia da adolescente, o primeiro estupro aconteceu no banheiro da delegacia.
O escrivão Espírito Santo pediu para que a jovem entrasse no local enquanto
aguardava pela chegada dos parentes. Depois de ser violentada, ela teria sido
conduzida para a viatura por Rocha, para levá-la para sua cidade natal,
Redenção.
No
caminho, o investigador fez uma parada no hotel e a estuprou pela segunda vez,
diz a jovem. Outro investigador, de nome Nelson, estava na viatura, mas não
teve participação no abuso, segundo investigação policial. Antes da viagem, um
quarto policial, Rodrigo Paiva Barros, ainda pediu R$ 5 mil a um tio da jovem
para liberá-la. Em
nenhum momento os policiais civis que efetuaram a prisão da menor acionaram o
Conselho Tutelar e a Promotoria da Infância e Juventude do município sobre a
prisão da garota.
caminho, o investigador fez uma parada no hotel e a estuprou pela segunda vez,
diz a jovem. Outro investigador, de nome Nelson, estava na viatura, mas não
teve participação no abuso, segundo investigação policial. Antes da viagem, um
quarto policial, Rodrigo Paiva Barros, ainda pediu R$ 5 mil a um tio da jovem
para liberá-la. Em
nenhum momento os policiais civis que efetuaram a prisão da menor acionaram o
Conselho Tutelar e a Promotoria da Infância e Juventude do município sobre a
prisão da garota.
Abaetetuba
Em 2007, após ser detida por furto,
L.A.B, com 15 anos, foi presa em uma cela da delegacia de Abaetetuba, no Pará,
superlotada por 20 homens. Durante 26 dias, a menina foi estuprada dezenas de
vezes, além de torturada com isqueiros e pontas de cigarro acesas. A prisão foi
assinada por uma juíza, Clarice Maria de Andrade, após pedido da delegada
Flávia Pereira. Após divulgação do caso, os responsáveis foram afastados, mas
parte já retornou ao trabalho.
L.A.B, com 15 anos, foi presa em uma cela da delegacia de Abaetetuba, no Pará,
superlotada por 20 homens. Durante 26 dias, a menina foi estuprada dezenas de
vezes, além de torturada com isqueiros e pontas de cigarro acesas. A prisão foi
assinada por uma juíza, Clarice Maria de Andrade, após pedido da delegada
Flávia Pereira. Após divulgação do caso, os responsáveis foram afastados, mas
parte já retornou ao trabalho.
Fonte: Blog do Bordalo com informações do Estadão.

