Direitos humanos: requeri informações sobre tratamento psiquiátrico do Complexo de Americano

Com base no artigo 180, do Regimento Interno da ALEPA – Assembleia Legislativa do Pará,  apresentei requerimento ontem, solicitando informações ao Superintendente da SUSIPE a respeito do tratamento desumano dispensado aos pacientes recolhida para tratamento psiquiátrico no Hospital de Custódia e no Centro de Reeducação Feminina. Solicitei também, que a Comissão de Direitos Humanos possa acompanhar o desenrolar da denúncia que o MPF apresentou.


Clique nas imagens abaixo para ver o teor do requerimento e conheça mais sobre este assunto, originalmente denunciado no Blog Perereca da Vizinha, e repercutido neste blog.

Blog do Bordalo 1bord

Blog do Bordalo 2bord

O blog Perereca da Vizinha , da jornalista Ana Célia Pinheiro, tem um farto material sobre esse tema. Leia um deles logo mais abaixo:

Uma Corrente de Cidadania contra um campo de concentração existente no estado do Pará
A quem serve o silêncio da imprensa? À sociedade? Aos cidadãos? Aos que sofrem? Ou apenas e tão somente às violências que se cometem contra o nosso povo?
 
Que é de um povo, de um estado, de um país, sem liberdade de imprensa?

E desde quando o dinheiro dos cidadãos pode ser usado para amordaçar a imprensa, a ferir de morte o princípio constitucional da Publicidade?

O silêncio ensurdecedor da imprensa paraense em relação ao crime bárbaro cometido contra os pacientes do hospital de custódia do Complexo Penitenciário de Americano é algo que aterroriza e atordoa (leia a postagem anterior).

Aquele hospital é nada mais nada menos do que um campo de concentração, um campo de tortura.

Sim, tortura.

Porque aqueles doentes, entregues à própria sorte, sem acompanhamento médico, sem um tratamento adequado e até a receber remédios com a validade vencida – vejam só! – devem experimentar uma dor atroz. Tanto que alguns chegam até a se matar.

E como não recebem um tratamento adequado, nunca poderão deixar aquele inferno. São, talvez, os únicos presos em prisão perpétua do Brasil.

É por isso que este blog quer fazer um pedido aos leitores, das profundezas do coração desta blogueira: vamos formar uma grande corrente, uma Corrente de Cidadania, para obrigar o Governo do Estado a agir; para obrigar o desmonte daquele campo de concentração.

Ontem e hoje, enviei emails denunciando o fato à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, à rede Conecta de direitos humanos, às comissões de Direitos Humanos e de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, à Associação Brasileira de Psiquiatria, à Pastoral Carcerária, à Corregedoria do CNJ, à SDDH, à Comissão de Direitos Humanos da Alepa, à  Avaaz e à Comissão ou Departamento (não me lembro) de Direitos Humanos da ONU.

O CNJ respondeu que encaminhou o caso ao Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e das Medidas Socioeducativas ( DMF), para análise e resposta.

A Avaaz, que realiza abaixo assinados mundo afora, ficou de encaminhá-lo, como sugestão, apesar da agenda apertada, à equipe responsável pelas campanhas da entidade.

Mas é preciso que você, leitor, também se mobilize: pegue a cópia desse relatório de inspeção (o link está no blog e creio que também no site do MPF) e encaminhe esse documento para todas as pessoas, entidades e autoridades que você conheça.

Não precisa citar a Perereca, não: encaminhe o documento. E peça que essas pessoas, entidades e autoridades ajudem como puderem a pressionar o Governo do Estado a fazer cessar tamanha brutalidade.

É preciso romper a muralha de silêncio erguida pelos milhões da propaganda em torno desse crime.

Mas só vamos conseguir isso juntos – você e eu; os cidadãos, a sociedade.

Você, leitor, é fundamental nessa batalha contra aquele horror.

Doe dez minutos de seu tempo, para informar, por email, todas as pessoas que você conhece.

Seja a voz daqueles cidadãos que não têm como reivindicar o direito a um tratamento digno, humano.

Sei que nem deveria agir assim, já que sou jornalista. Mas não vou me omitir simplesmente por causa de uma profissão.

Nenhum de nós pode se omitir, leitor. Nenhum de nós.

É isso aí. 


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