No blog Perereca da vizinha, da jornalista e blogueira Ana Célia Pinheiro:
 
 
Raras vezes se viu algo assim no Brasil e muito menos em países desenvolvidos: a Assessoria Especial do governador do Pará, Simão Jatene, do PSDB, inclui pelo menos dois cidadãos condenados a devolver dinheiro aos cofres públicos, além de uma profusão de parentes de integrantes de instituições que têm a obrigação legal de fiscalizar o Governo.
A checagem que está sendo realizada nome a nome pela Perereca da Vizinha ainda nem chegou à metade. Mas o resultado já é impressionante – e assustador.
Há indícios da existência de parentes de pelo menos SETE DESEMBARGADORES (uma já aposentada) na Assessoria Especial de Jatene.
São eles: João José da Silva Maroja, Ricardo Nunes (presidente do Tribunal Regional Eleitoral), Romulo Nunes (ex-presidente do TJE), Constantino Guerreiro, Vânia Lúcia Silveira Azevedo e Silva, Cláudio Montalvão das Neves e Sônia Parente – essa última se aposentou em 2009 ou 2010. 
Como são 30 os desembargadores do TJ, e seis os magistrados da ativa que teriam parentes empregados na assessoria direta do governador, isso corresponde a 20% do Desembargo – e apenas na parte da listagem já checada pelo blog, vale salientar.
Na Assembléia Legislativa do Pará, onde há 41 deputados, pelo menos cinco teriam parentes diretos na Assessoria Especial do governador. 
São eles: Antonio Rocha  e Josefina do Carmo, ambos do PMDB; Haroldo Martins e Silva, do DEM; Raimundo Santos, do PR; Pio X Sampaio Leite, do PDT. Mas o deputado Hilton Aguiar, do PSC, também possui um assessor entre os assessores especiais de Jatene.
Ou seja, até onde a pesquisa do blog já chegou, as assessorias especiais do governador atingem em torno de 15% do Legislativo Estadual, o Poder que fiscaliza o Executivo.
No Senado Federal, dos três senadores do Pará, pelo menos dois – Fernando Flexa Ribeiro e Mário Couto Filho – têm familiares diretos na Assessoria Especial do governador.
No Tribunal de Contas do Estado (TCE), que é responsável por recomendar ou não a aprovação das contas do Governo à Assembléia Legislativa, há pelo menos um conselheiro (André Dias) com familiares empregados na Assessoria Especial de Jatene.
E no Tribunal de Contas dos Municípios, encarregado de recomendar ou não às Câmaras Municipais a aprovação das contas das prefeituras, dos sete conselheiros pelo menos um – Aloísio Augusto Lopes Chaves – também teria um irmão na Assessoria do governador.
A extensão da teia montada por Jatene, que só agora se começa a conhecer de fato, é extremamente preocupante por significar, no mínimo, um sério obstáculo ao livre funcionamento das instituições.
E é especialmente grave em se tratando do Tribunal de Justiça do Estado e da “empregabilidade”, no coração do Governo, de pessoas condenadas por malversação de recursos públicos.

Clique aqui para ler toda a reportagem.

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