PSDB praticando a “moralidade”: fraude de licitação e condenações judiciais

Na sua edição de hoje, a Folha de São Paulo revela que soube, seis meses antes da divulgação do resultado, quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 do metrô de São Paulo.
O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas a Folha já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.
A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB), que deixou o cargo no início de abril deste ano para disputar a Presidência da República.
O resultado da licitação foi antecipado pela Folha apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado todas as empresas refazerem suas propostas.
O valor dos lotes de 2 a 8 passa de R$ 4 bilhões.
No dia 24 de agosto, a direção do Metrô publicou no “Diário Oficial” um novo edital anunciando o nome das empreiteiras qualificadas a concorrer às obras, tendo discriminado quais poderiam concorrer a quais lotes.
Na quarta-feira passada, dia 20, Goldman assinou, em cerimônia oficial, a continuidade das obras da linha 5. O nome das vencedoras foi divulgado pelo Metrô um dia depois. Eram exatamente os mesmos antecipados pela reportagem.
Esse é o PSDB praticando sua concepção de ética e moralidade com a coisa pública.

Serra e Jatene: fichas sujas

José Serra tem 17 processos nas costas, pelo menos três deles por corrupção (improbidade administrativa). O tucano já foi condenado na Justiça Federal do DF, por improbidade administrativa (Processo 96.00.01079-0 no TRF1), ao lado de outros ministros e diretores do Banco Central no governo FHC, devido ao rombo de R$ 2,975 bilhões dos cofres públicos para socorrer o Banco Econômico S.A., na época do PROER.
A sentença condenou José Serra e os outros a devolverem o prejuízo causado aos cofres públicos. Os réus entraram com uma reclamação no STF (Reclamação nº 2.186), que ficou nas mãos de Gilmar Mendes e, depois de algumas polêmicas, em breve a suprema corte do país dará seu veredito final.

Por sua vez, Jatene responde a processo antigo no TSE e, se depender da vontade do procurador-geral Eleitoral, Roberto Gurgel, o que ele vai ganhar é a condição de inelegível pelos próximos oito anos. Ele é acusado de grave violação à Lei Eleitoral (9.504/97): transferência de cerca de R$ 60 milhões, por meio de mais de 500 convênios a municípios paraenses, em 2002, dois meses antes das eleições para governador.

Detalhe

Uma das melhores partes do debate de ontem foi quando Serra quis vincular a imagem do seu vice, Índio da Costa, ao Ficha Limpa e dizer que o PT foi contra. Teve que ouvir de Dilma que o RELATOR do projeto foi do PT, o deputado José Eduardo Cardozo.


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