Um prédio não cai sozinho

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Blog do Bordalo 7BE08D87E1
Aproveito a retomada dos trabalhos leegislativos, com a nova mesa e os novos parlamentares, para prestar minha integral solidariedade às vítimas do trágico desabamento do prédio em construção na travessa 3 de Maio, próximo à avenida Magalhães Barata.

O acidente me indigna também pela mais completa falta de cuidado com um empreendimento – a construção civil – que cresce enormemente em Belém, com dezenas de prédios de 15, 20 andares (como este que “implodiu”). Hoje temos na capital prédios com até 39 andares! Será que todos realmente estão dentro das normas previstas pelo CREA e pela SEURB?

Na verdade, temos um problema estrutural: a construção civil cresce a todo vapor, a Câmara Municipal autorizou a ampliação do gabarito (altura) e isso rende muitos pedidos de autorização de obras, portanto aumento vertiginoso de taxas de lincenciamento (as famosas ARTs) e, no entanto, existe apenas a Secretaria Municipal de Urbananismo (SEURB) para fazer a vistoria das obras. Basta olhar o orçamento do órgão para constatarmos que ele opera em condições precárias ante a demanda.

Então, ocorre aquele pacto: uns fingem que fiscalizam, outros fingem que são fiscalizados e ainda outros se preocupam mais com o “puxadinho” do “seu joãozinho” na periferias, construídos sem autorização, do que em averiguar as condições das grandes construções já em andamento, do que se certificar de que o material usado na obra é o mesmo indicado na planta, por exemplo.

Para piorar, temos especialistas muito qualificados, que há décadas estudam o solo de Belém para fazerem os estudos dessa natureza, fundamentais para qualquer obra de grande porte, mas, certas construtoras resolvem “inovar”, abrindo oportunidades para recém-chegados ao mercado realizarem esse trabalho, que pode custar a vida de pessoas inocentes.

Por isso, mais absurdo ainda foi ver parcela da imprensa querendo ajudar a salvar os óbvios verdadeiros responsáveis, culpando a chuva, um raio ou “defeitos geológicos”, que foram pelo menos três justificativas imediatamente levantadas por TVs e jornais…Se havia falha sísmica, por que será que só este prédio da 3 de Maio foi ao chão?

Vamos esperar todo o trabalho de perícia para apontar responsabilidades e consequências, mas para evitar erros se repetindo, proponho que alguém tome a iniciativa que vingou em Vitória (ES), onde toda obra, no mínimo, tem que expor o número do processo que a autorizou, para que toda a população, interessada ou não no imóvel, possa conhecer seus detalhes e responsáveis.


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  1. Deputadfo Bordalo,
    Ana,

    Temos dois três problemas muito sérios a enfrentar:

    1. A musculatura do mercado imobiliário vertical em Belém está tomando esteróides.

    ou seja, prédios que antes se conrtuia em 5 anos estão sendo entregues em 3, sem que se tenha ampliado também a carga de fiscalização.

    Isto seria muito bom, mostraria eficiência no processo produtivo, mas a coisa não é bem assim;

    2. Temos um órgão de classe o CREA que se limita a forncer as ART's e não fiscaliza "patavinas".

    Preocupa-se sim em averiguar se o Raimundo da periferia está fazendo uma reforma na sua velha casa, quando "COSNTATADO O ILÍCITO" o órgão encaminha todo um arsenal de multas FEDERAIS (e ai vale a força da Lei) para ferrar o probre coitado.

    Mas fiscalização que seria uma função mínima não se vê.

    3. Pelo lado do Município, a Dona SEURB, que deveria fiscalizar, paralelamente, o caminhar da obra, preocupa-se em prender cadeiras as 23h dos bares e restaurantes da cidade, achando que a POSTURA da cidade somente está da terra para cima, quando o desabamento aconteceu da terra para baixo.

    Os poucos e indisponíveis engenheiros não dão conta dos ESTERÓIDES de 39 andares que são importados do sul do País e que são as meninas dos olhos dos investidores latifundiários do sul e sudeste do Pará.

    Acho que o prefeito Duciomar deveria criar a Secretaria de Catastrofes e teria como primeira tarefas cuidar da própria prefeitura que está um Caos.

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  2. Do Fábio Castro:

    Ainda a respeito da absurda queda do prédio de 34 andares: Não se trata de perguntar de quem foi a "culpa" ou se houve uma "culpa". Isso é absolutamente irrelevante. "Culpa" é uma noção moral sem validade objetiva. Trata-se de perguntar de quem é a responsabilidade pelo ocorrido. E a responsabilidade é da construtora, em primeiríssimo plano, mas também do poder público (da prefeitura de Belém, da Câmara Municipal e o Ministério Públio Estadual) que não regulamentam, que não racionalizam, a ocupação do espaço na cidade. Essas duas parcelas de responsabilidades devem ser apuradas detalhadamente e cobradas

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  3. Bordalo,
    Ontem, mataram uma liderança de Trabalhadores Rurais, em Marabá, e com certeza, os latifundiários que apoiaram o Jatene,devem está por trás dessa morte.
    João Costa

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