Quem quiser se filiar ao PT, hoje é o último dia. E aqui, o mapa eleitoral de Belém.

  • Hoje, 30 de outubro de 2012, é o último dia para se filiar no PT e ficar apto a participar do PED 2013. O PED é o Processo de Eleições Diretas do PT e só participa quem é filiado. Para isso, basta ir até o Diretório Municipal e preencher a ficha de filiação. Corra!

  • Em Belém, começa  a transição. O blog publica o mapa eleitoral de nossa cidade. Zenaldo venceu em 43 dos 59 bairros da capital. Clique na imagem para ver a votação bairro a bairro.

  • Reproduzo aqui o que disse ontem em meu twitter: Edmilson foi bravo e representou muito bem a todos os que sonham e lutam por uma Belém democrática e justa! Obrigado, camarada!
  •  No país, PT é o maior vencedor destas eleições. Em Minas, por exemplo, o PT conquistou 755 mil votos a mais que o PSDB em MG. E a mídia diz que Aécio venceu a eleição.

  • Falando em mídia, os temas  Mensalão e Apagão , que foram martelados à exaustão no período eleitoral, sumiram misteriosamente dos noticiários! 
  • A imprensa intenacional se voltou para o grande fato destas eleições:  Lula e Haddad, como informa o blog do Saraiva:

    Nos EUA, o “New York Times” e o “Washington Post” replicaram um boletim
    da agência Associated Press (AP). Segundo o texto da AP, “o candidato 
    do PT Fernando Haddad venceu facilmente a disputa pela prefeitura da
    maior cidade da América Latina”. O jornal lembra que Haddad entrou na
    disputa com índices baixíssimos nas pesquisas, mas “conseguiu o cargo às
    custas de uma forte campanha do popular ex-presidente Lula e da
    presidente Dilma Rousseff”.
     
    No “El País”, o correspondente Juan Arias disse que, em São Paulo,
    apostou  em um candidato que começou a eleição com apenas 3% das
    intenções de voto. O jornal considerou que foi vitoriosa a estratégia de
    Lula de apresentar o jovem Haddad como símbolo de renovação, diante de
    José Serra, “com 70 anos e no final de sua carreira política”.
    “Clarín” mostra derrota de Serra
     
    Para o argentino “Clarín”, o que sobressai no resultado em São Paulo não
    é a vitória de Haddad, e sim “a devastadora derrota de José Serra”.
     
    O francês “Le Monde” fez paralelo da eleição do Brasil com as eleições
    municipais no Chile, também realizadas no domingo. O jornal diz que, os
    dois eventos confirmam crescimento de partidos de centro-esquerda nos
    dois países.
     
    A  agência de notícias AFP afirmou que “vários analistas previam que
    Haddad seria derrotado por causa da repercussão do mensalão”, mas que o
    mensalão “não fez barulho nas eleições”.
     
    A emissora britânica BBC também noticiou a vitória de Haddad, e lembrou
    que, “apesar de ser o centro econômico, São Paulo é uma megacidade que
    sofre com engarrafamentos crônicos, infraestrutura inadequada e falta de
    segurança”.
  •  Uma boa terça-feira. Hoje é a primeira sessão na ALEPA – Assembleia Legislativa do Pará, após as eleições municipais! Vamos lá! E não deixe de ler o ótimo artigo de Paulo Moreira Leite, da revista Época.
Infográfico do DOL: o mapa eleitoral de Belém.

O vencedor foi Lula (2a. Parte) Paulo Moreira Leite

Desculpem mas sou obrigado a lembrar que, na contagem de votos do primeiro turno escrevi uma nota neste blogue com o titulo: “O  vencedor foi Lula.”
O óbvio ululante, como eu dizia,  confirmou-se ontem, quando o PT conseguiu o principal troféu da campanha, que foi a eleição em São Paulo.
Há  um aspecto local nesta eleição. A escolha de um prefeito envolve preferenciais politicas e fidelidade de tipo ideológico, mas não se resume a isso.
O fator municipal pesou bastante. A rejeição à gestão de Gilberto Kassab – que o destino tirou do palanque de Fernando Haddad e colocou na campanha de José Serra – contribuiu muito. Kassab estava de malas prontas para embarcar na campanha de Haddad da forma mais discreta possível até que a entrada de Serra na campanha provocou uma mudança de rumo.
Como disse Antônio  Donato à Folha, se Kassab estivesse no palanque de Haddad teria sido difícil fazer o discurso de oposição, tão útil para a vitória.
A própria rejeição a Serra, que tem a ver com a cidade e com sua decisão de abandonar a prefeitura antes do fim do mandato, também tem elementos locais.
Há outros elementos, porém. No primeiro turno de 2012 o PT foi, na soma de todos os votos do país, o partido que mais votos recebeu, que mais cresceu no número de prefeituras.
O PSDB caiu tanto que sua maior vitória foi celebrada em Manaus, o que, do ponto de vista nacional, está longe de ser uma grande façanha.
A vitória de Lula não envolve uma questão pessoal mas um dado político. Não é só um político popular que está pedindo votos.
A presença de Lula num palanque ajuda a trazer votos porque seu governo estabeleceu um novo parâmetro para as escolhas do país.
Muitos eleitores têm uma ideia do que pode vir a ser um governo com apoio de Lula sem sequer saber quem será o candidato.  Isso é que permite o lançamento de um poste que, se for capaz de mostrar virtudes e competências próprias, pode se tornar um vitorioso.
Os avanços obtidos na distribuição de renda, seja entre as pessoas, seja entre regiões,  se projetam na memória de cada brasileiro toda vez que ele toma o caminho das urnas – e isso influi na decisão.
Este processo envolve, também, os votos obtidos por legendas aliadas. O PSB foi o segundo grande vitorioso neste pleito mas é bom recordar que ele faz parte do bloco de partidos aliados de Lula. Não podem ser contados como votos de oposição, como tantos observadores sugerem. Se há uma porção nacional nesta decisão, ela faz parte do mesmo universo.
Em pleitos passados o PT abriu mão de crescer no Nordeste para favorecer uma aliança com os socialistas – que retribuíam com o apoio integral a Lula em eleições municipais.
Embora não sejam partidos idênticos e até possam vir a se separar em pleitos futuros, até o momento o PT e o PSB se apresentaram como aliados federais separados no plano local – e é assim que se apresentam para o eleitorado.  Ninguém sabe o que o futuro reserva a estes aliados.
Mas até domingo passado, os dois partidos estavam sob a projeção de Lula, o que ajuda tornar sua vitória, ontem, ainda maior do que se costuma reconhecer.

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