“Paraense quando quer não tem Rei nem tem Senhor Imperador”

Blog do Bordalo cabanagem
Hoje é a data cívica mais importante do Pará, a confluência do levante de Guaimiaba Tuxaua Tupinambá, líder guerreiro que comandou a tentativa de libertar Belém dos colonizadores portugueses logo após a fundação da cidade, e o marco issurrecional da Revolução Cabana, a mais autêntica da História brasileira.

Nela, índios, ribeirinhos, pescadores, pequenos agricultores, escravos, trabalhadores do comércio, clérigos e setores dos fazendeiros, com uma larga participação de jovens em cada segmento deste, pegaram em armas para derrotar a representação monárquica em nossa terra. Os ” de baixo”, pela vonta de por fim à escravidão, pela república ou, como era o lema Cabano, “contra o despotismo, a tirania, pela liberdade”. Os “de cima” que participaram da revolução, mais pelos interesses econômicos que os opunham aos portugueses, que controlavam a economia local em detrimento dos “nativos”.

A queda de Félix Malcher pelas mãos dos setores populares revolucionários determinou a união das elites para derrotar o povo. Recompostas as classes possuidoras e reforçadas pelo apoio colonial anglo-lusitano, a Cabanagem caiu, mas seu legado e herança permanecem ainda hoje nas lides de quem luta por uma sociedade justa, fraterna e socialista.

O Governo Popular elaborou programação cultural na Praça das Mercês, Forte do Castelo e Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) para lembra dessa data tão especial para nosso povo. E eu indico a leitura, no blog da Edilza, da Entrevista de Magda Ricci sobre a Cabanagem . No blog do Espaço Aberto, a postagem Um dia para o paraense sentir orgulho de ser paraense .

O título da postagem é poesia de Rui Guilherme Paranatinga Barata.


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  1. Muito bem lembrado, deputado, quando falas na repactuação das elites, que se aliaram às forças coloniais e derrotaram a Cabanagem.
    Qualquer semelhança com o que acontece no Pará hoje não é mera coincidência.
    Um dos elementos que fez Ana Júlia vencer Almir foi porque as elites locais estavam divididas, PSDB para um lado, PMDB para o outro. Agora, esta-se permitindo a recomposição deles.
    O Jáder, nesse caso, é ala fazendeira da Cabanagem.
    Pense bem governadora, se os mais extremistas da ala popular cabana que a senhora lidera não está pondo tudo a perder!

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  2. Parabéns Bordalo por tratar a Cabanagem como ela merece: REVOLUÇÃO. Aliás "cabanagem" é um termo dos vencedores.
    A luta cabana segue!

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  3. Pode ser Bordalo, entendi tua analogia, mas o setor cabano da esquerda hoje não é o (des) governo da Ana Júlia.
    Essa nem aí tá para o simbolismo histórico-popular da revolução.
    Nem revolucionária é.

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  4. Ana Júlia é o entreguista conciliador comandante Cabano Antonio Vinagre, que pos tudo a perder em 1835.

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  5. Uma vergonha inaudível o site do governo do estado falar da revolução cabana e do levante tupinambá como "resistência".
    Cade os catedráticos desse governo?

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