O pranto do Serra no fim da carreira. E Alepa não pode conceder empréstimo a Jatane sem análise criteirosa: é o futuro das gerações que está em jogo!

Bom dia e bom domingo. Carreata do Alfredo13 agora em Belém. 

  • Lula inaugura jornada eleitoral em BH e alerta PSB: As alianças preferenciais com os tucanos não serão toleradas!
  •  7,5% a menor taxa selic. Como diria o Pres. Lula: nunca antes na história p/ desgosto da oposição tucana, PIG e contrariados 

  • Em Recife a disputa se afunila p/ duas candidaturas da base de Dilma. Vida vai ficando difícil p/ oposição no Brasil
  •  Rejeição de 43% compromete viabilidade da candidatura de Serra em SP . 
  • Como antecipei em meu twitter, dois votos, um de parabéns e outro de solidariedade. O primeiro é para a companheira Ida Selene, juíza do trabalho, empossada ontem como nova Desembargadora no TJE do Pará. Parabéns!
  •  E o segundo é de solidariedade ao companheiro Apolonio Brasileiro, vítima de assalto em casa com a família. Apolônio e família foram as vítimas da falta de segurança pública em nossa cidade e em todo o Estado do Pará. Só tem é propaganda tucana dizendo que está tudo bem, mas a segurança é zero!

  •  E o outro assuto que tuitei com insistência  é o que vai custar ao povo do Pará a reeleição de Jatene em 2014: dos quase 2 bilhões que estão sendo solicitados a aprovação na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Jatene quer marge livre de remanejamento de 25%. Ou seja, em 1 bilhão, pode usar à vontade R$ 250 milhões. Em quase R$ 2 bi, são quase R$ 500 milhões.
  •  Se Alepa conceder, melhor fechar pra balanço.Alepa não pode autorizar empréstimos desta monta sem criterioso estudo da margem de endividamento futuro, pois vaio comprometer o futuro das gerações no Pará.
  •  Não deixe de ler os dois artigos abaixo sobre o fim da Era Serra nestas eleições.

No blog do Nassif:

O fim da geração das diretas

As pesquisas eleitorais da semana passada – IBOPE, DataFolha e Vox Populi – marcam definitivamente o fim de uma era na política brasileira.
Mostraram a candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo desabando em todos os níveis e, particularmente, entre eleitores do PSDB. Parte migrou para o candidato Celso Russomano, parte menor para Gabriel Chalita.
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Serra morre politicamente, mas arrasta o partido consigo. Não fosse seu estilo trator, sua incapacidade crônica de permitir o florescimento do novo, o PSDB paulistano estaria com Gabriel Chalita em boa colocação, sem um centésimo da taxa de rejeição do candidato oficial. Ou estaria com José Aníbal, tucano histórico que, em muitas oportunidades, sacrificou-se pelo bem do partido. Ou apostando em outro nome novo que, mesmo perdendo, lançasse as bases para a renovação partidária.
No entanto, percebendo o potencial político de Chalita, assim que assumiu o governo do Estado Serra iniciou um trabalho pertinaz de desconstrução da imagem do correligionário. Fez o mesmo com Aníbal e com quem mais pudesse, no futuro, despontar como liderança partidária.
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A insistência irracional de Serra em manter-se à tona, em pensar apenas no próprio umbigo, deixa o PSDB em posição difícil. E revela o derradeiro fracasso de FHC frente a Lula.
Até então, a política brasileira pós-redemocratização girava em torno dos políticos que ascenderam com a campanha das diretas. Houve dois partidos com perspectiva de poder – PSDB e PT – ambos dominados por oligarquias políticas da geração das diretas.
No caso do PSDB, houve um sopro de renovação trazido por Franco Montoro (quando governador de São Paulo pelo PMDB), mas com o partido focado em São Paulo. No caso do PT, uma base ampliada de militantes, permitindo revelar lideranças em outros estados, mas ainda assim com o centro do poder concentrado em São Paulo – dos sindicalistas e “igrejeiros” de Lula aos egressos da guerrilha, de José Dirceu.
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 Lula percebeu os novos tempos, entendeu que havia se esgotado o ciclo de Aloisio Mercadante, Martha Suplicy e, de cima para baixo, impôs a renovação: pessoas com perfil administrativo, sem a pesada carga ideológica dos velhos militantes. Lançou Dilma Rousseff para a presidência e Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo.
FHC não teve o mesmo descortino. Em 2010 bancou a candidatura pesada de Serra à presidência, abortando o voo de Aécio Neves – no único momento em que o cavalo passou encilhado para o ex-governador mineiro. Permitiu que o partido ficasse nas mãos do inexpressivo Sérgio Guerra, fechou os olhos para o potencial de um Antônio Anastasia, governador de Minas, abriu mão das políticas inovadoras do Espírito Santo, perdeu o discurso socialdemocrata.
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Com Aécio demonstrando total falta de vontade de abrir mão da vida pessoal, sem abrir espaço para outras vocações, o PSDB perde o protagonismo.
Passados os efeitos dessas eleições, haverá um rearranjo da política nacional. Encerra-se a geração das diretas, entram outros protagonistas, como o governador de Pernambuco Eduardo Campos ou o prefeito do Rio, Eduardo Paes. E o próprio Anastasia como vice de Campos, se o PSDB tiver juízo.
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Antigamente, o eleitorado conservador de São Paulo achava Maluf o máximo. Não havia um taxista que não fosse, pelo menos informalmente, seu cabo eleitoral. Quando a coisa apertava, e os argumentos contra o político parido na ditadura eram fortes demais para serem rebatidos, o motorista apelava para o velho “é, ele rouba, mas faz”.

O tempo passou, o país mudou, e até os reacionários, quem diria, viram que não dava mais para apoiar incondicionalmente o modo de governar de Maluf e sua turma, esse que põe no mesmo balaio, ou melhor, no mesmo cofre, o dinheiro público e o privado. 

Maluf foi, aos poucos, escanteado, trocado por gente mais “moderna”, como os tucanos pareciam ser: afinal, nasceram como uma dissidência mais à esquerda do PMDB.
José Serra, esse mesmo candidato a prefeito que quase a metade dos eleitores paulistanos diz que não votaria de jeito nenhum, foi um dos políticos mais beneficiados com o ocaso de Maluf.
Herdou grande parte de seu eleitorado.

Virou a consciência e a voz da direita que se julga civilizada – como se isso existisse…
 
Conseguiu ser senador, prefeito e governador e até mesmo concorrer, duas vezes, à presidência, mas seus métodos de fazer política, que ignoram as mais básicas noções de ética, a sua arrogância, o seu distanciamento do povo, a sua megalomania, todo esse conjunto de fatores deletérios, foram minando a sua imagem entre seus próprios companheiros e entre o seu eleitorado.
 
O resultado é isso o que se vê hoje: os marqueteiros de Serra chegaram ao cúmulo de fazer uma campanha em que o candidato é substituído por bonecos, tal é o medo que a sua imagem possa tirar ainda mais votos dele.

Serra vive hoje o mesmo processo de erosão experimentado por Maluf.

Ninguém mais aguenta sequer ouvir a sua voz repetindo meia dúzia de bordões como se fossem verdades inquestionáveis, descobertas sociológicas e econômicas impressionantes.

Ninguém comenta mais os artigos que escreve para o Estadão – a Folha, que o acolheu durante anos e anos, parece ter percebido já há algum tempo que ele não dava mais audiência.

Tudo indica que esta campanha eleitoral será o réquiem de Serra, o seu enterro político, o seu fim.
 

Os partidos que sempre se opuseram a ele e à sua maneira de fazer política, especialmente o PT, poderão, finalmente, cantar vitória por ter conseguido tirar tal personagem de cena.

Resta saber quem o substituirá, já que mesmo os seus velhos correligionários não mais o suportam e tampouco fazem a menor questão de ajudá-lo neste momento.

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