“O drama do PSDB é o mesmo. Eles eram permanência quando o povo queria mudança e hoje são mudança quando o povo quer continuidade”

Blog do Bordalo Chico C
Realizando sempre um trabalho de resultados, Chico já ajudou a eleger muitos candidatos. Recentemente, em 2006 atuou como Coordenador de Estratégia nas campanhas do Partido dos Trabalhadores no Pará e em Rondônia. Aqui, ajudou a eleger a então senadora Ana Júlia Carepa governadora do Estado. Em Rondônia, com a senadora Fátima Cleide, candidata do PT, foi o responsável pela campanha de maior crescimento percentual do país para a sua legenda naquele ano. Em 2008, em São Luís do Maranhão, assumiu a campanha do candidato do PCdoB, Flávio Dino, que, partindo de 4% de intensões de voto, chegou ao 2º Turno da eleição. Em Santarém, formulou a estratégia que levou Maria do Carmo, candidata do PT, a se reeleger, partindo de uma posição onde aparecia nas pesquisas com até 30% atrás do candidato adversário.
Sócio fundador e Presidente da Vanguarda Propaganda e da V2 Vanguarda Comunicação de Varejo, Chico Cavalcante tem 30 anos de experiência profissional e atua também como consultor de empresários, políticos e administradores. Em 1992 fundou a sua primeira agência, a Vanguarda Propaganda, uma das maiores do mercado.
Premiado em certames nacionais e internacionais de propaganda, Chico Cavalcante já escreveu seis livros, sendo quatro destinados à área de comunicação e marketing. “Faça Marketing de Guerrilha” foi o primeiro livro escrito por um brasileiro sobre o tema e a mais citada referência bibliográfica de autor nacional no assunto.
Nessa entevista, Chico mostra por “A mais B” porque a governadora Ana Júlia tem todas as probabilidades de se reeler para mais quatro anos de mandato popular no Executivo paraense.

Deputado Bordalo – A partir de primeiro de janeiro, as pesquisas tem que ser registradas no TRE. O que muda, em termos de confiabilidade e perspectivas na visão de quem teve acesso aos dados “informais”?

Chico Cavalcante – Pesquisas eleitorais feitas antes do início do período de propaganda gratuita no rádio e na TV tem pouca valia real. Servem mais para avaliar o nível de conhecimento e rejeição, elementos que podem ser alterados no curso da campanha. É por isso que as pesquisas eleitorais erram tanto a não ser quando o curso dos acontecimentos é óbvio, como aconteceu com Lula em 2002. Em 1994 Almir Gabriel aparecia em terceiro lugar, tendo Jarbas Passarinho na liderança das pesquisas e o resultado foi a vitória de Almir. Em 1996, Edmilson aparecia em último lugar nas pesquisas e venceu o pleito em Belém; em 2002, Maria do Carmo, hoje prefeita de Santarém, nem aparecia nas pesquisas e foi ao segundo turno sendo derrotada por uma ninharia de votos que o PT teria obtido se compusesse com o PMDB; em 2006 Almir liderava as pesquisas e perdeu as eleições com uma margem larga para Ana Júlia. Então, nesse momento, sejam formais ou informais os dados de uma pesquisas servem para que a gente veja um simples fotograma de um filme inteiro que é o processo eleitoral.

Deputado Bordalo – A governadora aparece nas pesquisas com alto índice de rejeição. Qual a estratégia para reverter esse quadro? E especialmente na região
metropolitana?

Chico – Não conheço a pesquisa à qual você se refere; conheço apenas a repercussão dela nos blogs. Não sei se ela é real. Mas se ela for efetiva, ou seja, se houver um alto grau de rejeição agregado a Ana Júlia ele deve estar calcado no desconhecimento de seu trabalho como governadora ou apoiado no preconceito contra a mulher, que se revela em certa crítica feita em notas de jornais que atacam pessoalmente a governadora por discriminação de gênero. Não é, portanto, rejeição no sentido que a sociologia aplicada à pesquisa confere ao termo. Em pesquisa qualitativa podemos aplicar um simples formulário para conhecer esse eleitor e saber qual o argumento que lhe assegura uma mudança de posição e com isso estabelecer se essa “rejeição” é política ou produto da ignorância. Ou seja, o período de propaganda gratuita é que dará ao eleitor a oportunidade de ouvir os argumentos necessários para fazer sua escolha de maneira clara. Até lá estamos na fase do que chamo de especulação politizada.

Blog do Bordalo Chico e LulaDeputado Bordalo – Como o povo do Pará enxerga governo Ana Júlia? É correta a déia de “governo sem obras” ou que “cuida das pessoas”?

Chico – Ana Júlia tem uma imagem de guerreira, de lutadora, de vencedora. Essa imagem está intacta. Quem se aproxima dela e percebe como a governadora consegue andar, caminhar, viajar por todo esse estado sustentada em uma perna que foi destroçada por uma fratura imobilizante, saberá do que estou falando. Ela tem fibra, tem coração e disposição para a disputa. No entanto houve, durante o primeiro ano e meio de seu governo, um ataque voraz dos adversários contra ela e isso deixa marcas. É natural. Como é natural que se cobre de quem se elegeu amparado na bandeira da mudança que as mudanças estruturais ocorram radidamente. Veja Obama. Mas a realidade não é assim. Os tucanos ficaram doze anos no poder e não fizeram nenhuma mudança estrutural; ao contrário, desmontaram a estrutura produtiva e fragilizaram a máquina pública, com consequencias sérias no campo na saúde, educação e segurança. De memória, lembro de seis obras que foram propagandeadas por eles, algumas por pura liberdade poética, como o Aeroporto de Belém, reconstruido pela Infraero e apropriada pelos amarelos locais. Ana Júlia está sendo cobrada como se estivesse
governando há décadas; poderia estar fazendo obras de fachada, mas seu governo assumiu uma tarefa grandiosa: mudar o modo como se faz política pública, dando ênfase às pessoas, fazendo apenas obras que beneficiam diretamente a população e ajudam no desenvolvimento local. Nem todas são obras grandes, como a de aproveitamento da água da chuva por comunidades ribeirinhas, embora as grandes obras existam, como é o caso do Ação Metrópole, o projeto que dará mobilidade urbana à capital, hoje estrangulada, o Bolsa Trabalho, que remunera jovens enquanto os qualifica para o mercado de trabalho ou o Navegapará, que está levando internet gratuita e com isso educação, informação e formação aos lugares mais remotos do Pará. E esse deve ser o foco de um governo popular: as pessoas primeiro.

Deputado Bordalo – Na eleição de 2002, conseguimos trazer o PSDB para o nosso campo da disputa, isto é, saimos das obras faraônicas para a área social.
Qual o nosso “campo de disputa” em 2010?

Chico – O nosso campo de disputa será sempre o social. Para a esquerda, obras só servem quando ajudam a mudar a vida das pessoas e a preservação do meio-ambiente é, antes de tudo, a preservação da vida humana. Essa é a nossa pauta em 2010 e será sempre. Nisso podemos dizer que somos totalmente previsíveis. As crises de nosso tempo podem e devem ser vistas como oportunidades revolucionárias para a esquerda, e como tal temos o dever de afirmá-las e concretizá-las sempre no sentido de dar às pessoas as condições para seu crescimento material e imaterial. As eleições são também uma oportunidade para essa disputa de idéias e pontos de vistas e não apenas um embate entre plataformas táticas.

Deputado Bordalo – Tenho insistido aqui no blog que a rejeição da governadora é menos rechaço político e mais falta de informação, a ausência de nomes e números na propaganda. Concordas comigo ou chegamos numa faixa
crítica?

Chico – A comunicação do governo está ajustada, mas a capacidade de mídia do governo não é tão grande quanto foi nos governos passados, que tinham mais verba e eram mais permissivos com os veículos de comunicação. Então, se essa rejeição existe na dimensão como se fala, ela se deve à falta de informação. Mas não pensemos que informação e propaganda são simétricos ou que a propaganda pode dar toda a informação que as pessoas precisam para formar opinião. Você pode fazer toda propaganda do mundo e não obter o resultado necessário porque com o tempo os agentes sociais se tornam impermeáveis à propaganda, questionando sua veracidade. Então, nesse momento, é preciso sobretudo fazer comunicação a partir dos elementos sociais de base. A propaganda na TV e no rádio, o combate de guerrilha na internet são úteis, mas não são suficientes. É preciso levar essa infromação aos multiplicadores de opinião, como os centros comunitários, os sindicatos, as associações
de moradores, às igrejas de base popular. Comunicação de mídia é ataque aéreo; bombardeia os pontos-chaves, bloqueia o avanço do inimigo, neutraliza parcialmente a contrapropaganda, mas não toma o território. Para isso precisamos de infantaria. Ali, no chão, essa informação se multiplica, se fortalece na voz de interlocutores que possuem prestígio social nas categorias, nos locais de moradia, etc.

Deputado Bordalo – Qual deve sera diferença entre a propaganda petista e tucana? Qual sua avaliação dessa área em nossa gestão?

Chico – A propaganda amarela é a propaganda do confronto aberto e que põe ênfase na obra em si, se baseando na mecânica da repetição. A Alça Viária, que já foi inaugurada esburacada e com sinalização precária, era mostrada na TV como se fosse o Burj Al Arab, de Dubai, uma das maiores obras da engenharia moderna. A propaganda petista se quer verdadeira, não busca o confronto pelo confronto e revela o caráter humano que precisa ser a base de toda ação pública de um governo popular. Avalio que a comunicação do governo do Pará passou por várias fases até se ajustar, tendo cada secretário que passou pela pasta seu papel nessa construção coletiva. O conceito “a maior obra é cuidar, ou melhorar, a vida das pessoas”, que criei no início de 2009, é o conceito chave hoje em toda a comunicação do governo e pode ser o norte de nossa estratégia na campanha.

Deputado Bordalo – As pesquisas tem mostrado um certo empate técnico na liderança da corrida eleitoral entre Ana Júlia, Jáder e Jatene, os dois primeiros
mais à frente. Qual a viabilidade real de cada um? E para o Senado, tem mais viabilidade Valéria, Jáder ou Paulo Rocha?

Chico – Ana Júlia é a governadora e mesmo que aparecesse empatada ou atrás teria um poder de arranque que os demais não possuem. Acredito que o PSDB facilitou as coisas para o PT ao optar por Jatene em detrimento a Almir e não creio que Jader seja candidato a governador, embora essa hipótese exista. Assim, a não ser que surja um elemento novo, a disputa real será entre Ana e Jatene. O povo vai escolher entre avançar nas mudanças estruturais ou retroceder à política do estado mínimo, que gerou o caos na saúde e na segurança pública que Ana Júlia herdou. Esse será o debate central em 2010: avançar ou retroceder. O drama do PSDB, aqui e nacionalmente, é o mesmo. Eles eram permanência quando o povo queria mudança e hoje são mudança quando o povo quer continuidade. Como engatar a marcha-ré quando se está avançando? Os amarelosterão que provar que não avançamos, que não são a marcha-ré e nós provaremos, com números e mais números, que avançamos sim e que
retroceder coloca a perder as posições que alcançamos.

Deputado Bordalo – Há uma tese segundo a qual o eleitorado petista não vota no PMDB, razão de uma certa perda de tempo numa aliança assim, principalmente
na contrapartida ao Senado, caso Jáder seja candidato. Isso é verdade?

Chico – Política e álgebra são duas esferas distintas do conhecimento humano. Álgebra é o ramo que estuda as generalizações dos conceitos e operações de aritmética. Hoje em dia o termo é bastante abrangente e pode se referir a várias áreas da matemática. Na verdade tão abrangente que tem gente que faz política assim, fazendo operações algébricas, como se fossem números inertes e não agentes políticos vivos. Felizmente a política é o império da dialética e não da lógica formal. O eleitor petista, cerca de 27% do eleitorado, pode votar sim em Jader se ele considerar que essa é a melhor saída para derrotar o PSDB e reeleger Ana Júlia.

Deputado Bordalo – Pelo seu conhecimento histórico do perfil do eleitorado, nossa base prefere um acordo com Duciomar ou Jáder? Existindo rejeição a
ambos, qual a estratégia para alterar essa tendência?

Chico – Nossa base prefere chapa pura. Ana Júlia governadora e Paulo Rocha vice. Como preferiu Edmilson prefeito e Ana Júlia vice e, depois, com Valdir Ganzer nessa posição. Mas isso não está em questão. A realidade mudou muito. Hoje não se faz grande política sem a adição de elementos na composição que tornem essa frente maior que a soma das partes. Duciomar ou Jader são elementos ativos na política local e capitaneadores de votos, mas são estranhos ao PT e à sua tradição, por isso admitir um deles ou ambos na chapa não será tranqüilo para a base partidária. Creio que a pragmática prevalecerá embora a engenharia política nem sempre exija que estejamos com os elementos aliados numa mesma chapa. Há variáveis e essas estão sendo consideradas pelos responsáveis pela engenharia política de Ana Julia.

Deputado Bordalo – Lúcio Flávio Pinto escreveu um artigo recente dizendo que, pelos nomes postos, não há renovação de liderança na política paraense entre
Jáder, Ana e Jatene. O que você acha?

Chico – Lúcio tem razão em um sentido: esses elementos estão postos no quadro eleitoral ou político desde a década de 80. Jatene, por exemplo, já era homem-chave no governo Jader de 1983, quando Ana Júlia ainda fazia política estudantil. Ana Júlia, contudo, permanece representando o novo na medida em que é a porta-voz de um modelo de gestão e de desenvolvimento que supera os modelos anteriores e dá ênfase aos aspectos aspectos humanos, que se preocupa com o desenvolvimento regional, buscando integrar e não segregar as regiões mais distantes e suas populações. A renovação que Lúcio reivindica virá a partir das chapas proporcionais, que apresentarão nomes que indicam esse caminho.

Blog do Bordalo Chico+e+Dilma
Deputado Bordalo – Mudando um pouco de assunto, muitos analistas dizem (ou torcem) que o presidente Lula não transfere votos para Dilma. Baseado nos números recentes, nas campanhas anteriores como a de 2008, podemos concordar com essa assertiva?

Chico – Os analistas de direita acham que somos todos estúpidos. Consideram que eles detém um conhecimento mágico que não temos. Que podem prever o tempo e nós não. Quando falam em dificuldade de transferência de votos estão falando de um fenômeno amplamente conhecido, mas cujos pressupostos são lidos de acordo com a conveniência. No caso deles,como torcedores de Serra. Eu diria que Lula está em processo de transferência de votos, mas que Dilma superará essa expectativa porque ela tem uma capacidade própria que ainda não está revelada e só o será no decorrer na campanha. Ou dito de outro modo: Dilma precisa de Lula para fazer a disputa, precisa do PT para fazer a disputa, mas vencerá as eleições por seus próprios méritos. Ela é inteligente, preparada, aguerrida e aceitou a responsabilidade de ser a sucessora do presidente mais popular da história do país. Ela superará Serra porque é maior que ele e não porque Lula a ungiu.

Deputado Bordalo – Qual a receita para um candidato petista e de esquerda se eleger deputado federal e estadual? Tens algum palpite sobre o tamanho das nossas futuras bancadas na ALEPA e Câmara Federal?

Chico – Um erro clássico da esquerda em disputas proporcionais é tentar se apresentar como representante de todo mundo em todo lugar. Isso é um fator de fragmentação de votos e de encarecimento de campanha. Proporcional é foco, sempre que possível foco regional. Definir uma área geográfica e fazer a disputa de infantaria ali. A Vanguarda, minha agência, está abrindo um setor de assessoria para essas campanhas proporcionais e que tem como método primário a definição de foco e a partir daí o desenho de um posicionamento básico para as ações de campanha. Para aumentar a nossa bancada, dobrando nossa representação, precisaríamos pacificar os candidatos proporcionais com relação ao tempo de TV, “confiscando” metade desse tempo para chamar voto na legenda. Nada explica que um partido que elege a governadora e tem 27% de preferência do eleitorado faça uma bancada tão raquítica a não ser o fato de que a legenda é nosso principal cabo eleitoral e a usamos mal. É simples assim: mais votos na legenda e elege-se quem puder fazer a melhor campanha de infataria, rateando os votos capitaneados pelo 13.

Deputado Bordalo – A imprensa tem registrado, por episódios recentes, como a votação da LOA, a eleição da mesa da ALEPA, entregas de cargos, entre outras, um “desembarque” do PMDB do governo e uma quase impossibilidade de aliança entre PT e PMDB. Como você avalia esses movimentos do partido de Jáder? Eleitoralmente,o que é mais vantajoso para eles? PMDB ainda é decisivo na disputa ou está certa a jornalista Ana Célia, quando relativiza isso apontando a força do bloco PTB/PR?

Chico – Jader é uma daquelas lideranças políticas que podemos temer, odiar ou combater, mas devemos respeitar. Ele não sobreviveu tanto tempo por sorte ou por acaso. Tem os seus méritos. Sabe sobreviver, sabe se movimentar, sabe dialogar, sabe fazer o jogo subterrâneo e emergir quando necessário, mas tem controle absoluto de seus próprios movimentos. Oa movimentos que ele está fazendo agora são típicos movimentos de tropas de quem quer deixar para o último minuto a cartada final, que, na opinião dele deve ser dada por ele e não pelos supostos aliados. Se for o desejo da governadora, se for de sua conveniência, se for do interesse do PT nacional e se tivermos sabedoria na negociação, podemos atrai-lo para uma composição de chapa ou para uma frente unica anti-PSDB, em que marchemos separados para golpear juntos. Pelo menos até agora sempre jogando num xadrex onde ele move a primeira pedra. É pedagógico. Podemos aprender com isso.


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  1. Já li coisas escritas por Chico Cavalcante em seu blog e tive a oportunidade de ler seu livro sobre marketing de guerrilha. E sempre me surpreende a fluência dele, o domínio não apenas lógico do tema, mas a riqueza da linguagem, dos exemplos. É muito bom que um profissional como ele tenha optado por permanecer aqui no Pará, trabalhando e formando pessoas quando, com essa capacidade, poderia estar trabalhando em qualquer lugar. Parabéns, ao deputado, pela entrevista.

    Jaqueline Mascarenhas, estudante

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  2. Meu caro chico calvalcante
    Bem se ve que vc não conhece o perfil arrogante e rancoroso da governadora

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  3. O Chico esqueceu de dizer que ela também não cumpre os acordos que faz com seus próprios companheiros, imagine com os aliados.

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  4. O índice de rejeição esta em cada esquina quando conversamos com as pessoas, nas escolas com os professores, nas secretarias com os servidores, etc…, vc precisa se informar mais e conversar mais com as pessoas meu caro chico

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  5. Chico não consigo imaginar esse estado que vcs falam? tem certeza que é aqui no Pará?

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  6. Bela entrevista.
    Porém a única certeza que temos é que teremos as melhores mãos do marketing político paraense trabalhando nas eleições.
    O PT com Glauco e Chiquinho.
    O PSDB com Orly.
    Se o PMDB vir para Governo deve vir com o anselmo. Mas talvez vá buscar a Verve em Fortaleza para o trabalho.
    Pra quem gosta, será um prato cheio.

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  7. Chico fala da posição onde se encontra. Será, ao lado do gaúcho, o responsável pela estratégia de comunicação da campanha governista enquanto o Glauco ficará com a parte publicitária da campanha. Concordo: é um ótimo time. E tem que ser mesmo. Porque a rejeição existe, sim. Mas ela existia maior para Duciomar, aliás, bem maior. Às vésperas do pleito, Duciomar perderia a eleição para qualquer um. E venceu. Ou seja, rejeição de véspera não perde eleição. Embora todo mundo diga que está fazendo pesquisa, ela agora só serve para aumentar ou diminuir o leque de apoio. Mesmo os petistas que estão aqui xingando, estarão fazendo campanha para o PT. Ou não?

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  8. O Anônimo que diz que o marqueiro Chico Cavalcanti "precisa se informar mais e conversar mais com as pessoas" talvez não conheça nem conheça o cara, justamente um dos publicitários mais discretos que eu conheço. Ele não badala. Não está na festa, não Ele está nos lugares, conversa, ouve. Você viu aqui ele dizer que esse é o melhor governo do mundo? Não disse. Mas disse que esse governo com 3,5 anos não pode ser cobrado como se tivesse governado 12 anos. E isso é correto. Disse que a opção do povo será dar mais anos para poder confirmar ou voltar atrás e entregar o Pará aos mesmos que estavam aí desde sempre e nada fizeram. Disse que o governo anterior foi privatista, que desmontou a máquina de saúde e educação. Ele está certo. Certíssimo. O que se sabe é que há uma infiltração esquerdista pesada entre servidores do Estado, que detonam com o governo em todo lugar, inclusive na sala de aula; mas esses esquerdistas que querem que Ana Júlia faça a revolução ficaram calados nos 12 anos de arrocho salarial de Jatene e sua turma. Não tem revolução, não. O que o Pará precisa é que o PT continue e aprofunde as mudanças, melhorando o Pará para todos os que aqui vivem e trabalham.

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  9. Chico, parabéns. Até que enfim Ana Julia achou um defensor que dignifica esse governo fraquinho e centrista. O modo como Chico constrói os argumentos é muito persuasivo. Imagine isso virando peça de TV de uma candidata que terá o dobro do tempo de TV do adversário. Será o massacre da serra elétrica!

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  10. Para mim a frase genial é a seguinte: "O drama do PSDB, aqui e nacionalmente, é o mesmo. Eles eram permanência quando o povo queria mudança e hoje são mudança quando o povo quer continuidade". Muito, muito perfeita! Vejam o país, o cenário nacional. Quem vai querer quebrar essa estabilidade e voltar aos tempos de Serra e FHC? Esse tempo passou. Agora é PT!

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  11. Belíssima entrevista. Faz a gente pensar.

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  12. Fiquei estarrecido com a entrevista deste cidadão que dizem que é um bom marqueteiro, hahahaaah, pra mim piada de quinta categoria, na verdade este senhor está a serviço do PT e exclusivamente da despreparada Governadora Ana Julia, e com suas colocações totalmente fora da realidade em que hoje nós encontramos, Sr. Chico quando V.Sa diz que não conhece nenhuma pesquisa oficial, fale a verdade, pois ao longo de todo o governo de sua governadora o que ela vez de mais importante foi realizar pesquisa por todo Pará avaliando seu governo Pífio, no entanto é valido dizer que não falo aqui como partidário de A ou B, falo com conhecimento e causa e sei que este governo foi o mais despreparado que este estado já teve, aliás, opinião de todos os que acompanham um pouco de política e sabem discernir o joio do trigo ou seja, o certo ou errado. V.Sa, falta com a verdade e usa subterfúgio para tentar mascarar um governo sem Obras, sem Rumo, sem Comando, aonde tem facções de divisões, onde A não Gosta de B, aonde a comadre da governadora não gosta C, enfim, um governo fadado no descaso da incompetência, e no despreparo com a coisa pública, entre neste blog e enumere as obras deste governo, diga!! Estou querendo saber, eu e todo Estado do Pará, não existe Sr, engano seu, não se trata de preconceito contra a mulher até porque este tempo já passou, hoje as grande empresas bem conceituadas e com grande destaque no país são comandada por mulheres, essa não cola, arrume outro motivo pra justificar tanta incompetência marca registrada deste Governo. Cabe a Impressa divulgar o que é certo ou errado, mas ela não pode omitir-se de falar a verdade, pois o que o povo vê e conhece se torna fatos, realidade e contra fatos não argumentos, daí V.Sa chama esse desconhecimento de especulação Politizada, seja honesto com suas palavras, não posso deixar de dizer aqui que Sua Excelência Governadora não foi guerreira, lutadora na sua trajetória política, mas quando se pega um estado solido como ela pegou, não justifica o atraso a morosidade com um estado rico e pujante como o nosso, o tempo urgir e a mudança que queríamos era o trabalho e o desenvolvimento rápido e eficaz no nosso estado. Não faça comparação do governo de sua Governadora com o Governo Federal, onde hoje quem não é de seu partido elogia da mesma forma o Governo LULA, com uma aprovação jamais vista no País. O Deputado Bordalo em seus discurso na Assembléia Legislativa sempre roda esta mesma fita, e que o V.Sa está fazendo o mesmo, que o Governo atual da ênfase às pessoas, V.Sa sabe que isso é um dever e não um favor, arrume outra desculpa, o povo não é besta e essa tática não cola mais, V.Sa não fala a verdade quando diz que o Governo do PSDB, em 12 Anos não fez nada pelo Pará, se fosse enumerar as obras do Governo passado e comparar com esse, seria uma descrecência. Basta dizer que a Alça Viária está se acabando e a mercê dos bandidos pois só é buraco e seu Governo de obras como V.Sa diz, por pura picuinha política, está deixando acabar em tempo recorde. Enfim fica aqui meu repudio e aminha discordância total, para esta entrevista do Sr. Chico Cavalcante, onde ele falta com a verdade ao povo do Pará.

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  13. Propaganda, propaganda e mais propaganda pra iludir, enganar, mentir… e só. No real, é tudo bem diferente.

    Em tempo: não há possibilidade de comparação entre Edmilson em 1996 e Ana Júlia em 2010. Poupe-me.

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  14. É surpreendente a clareza, como Chico Cavalcante analiza o embate e suas pré-expectativas. Gostei muito da entrevista, parabéns ao deputado Bordalo.

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  15. A reeleição poderá ser a mais fácil dos últimos tempos: basta acabar com a plutocracia e trabalhar de forma vinculada com os órgãos federais no Estado como a infantaria citada por Chico Cavalcante.

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  16. Acho que o Serginho é cego de nascença, dizer que não tem obra do Governo petista! É um recalcado tucano sem perspectiva nenhuma na vida. Pobre coitado. Minhas condolências ave abatida.

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  17. Deputado Bordalo,

    Fiquei ao largo desse debate porque acho que é assim mesmo que as coisas devem se processar: as opiniões divergentes devem colidir. É desse embate que surge a verdade. Contudo, a alcunha de "mentiroso" não me pode ser imputada sem resposta. Não sei quem é "Serginho", mas ele mente ao dizer que comparativamente, o governo tucano tucano fez em 3 anos e meio (o tempo de mandato de Ana Júlia) mais do que o governo atual está fazendo. Apenas na área de segurança pública, destruída pelo governo anterior, Ana Júlia fez em menos de um terço do tempo pelo menos cinco vezes mais em termos de recomposição do quadro, atualização de frota, armamento e melhoria salarial. Acho que "Serginho" está, na verdade, fazendo declaração de voto e torcendo para Ana Júlia perder. terá que fazer mais que vociferar para ver suas mentiras se transformarem em votos.

    Um abraço,
    Chico.

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Notícias sobre a atuação parlamentar do Deputado Estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará.

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