Mobilidade urbana merece debate coletivo

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A mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belém é assunto dos mais
graves. Nossas cidades precisam oferecer ao cidadão condições de se deslocar em
segurança de casa para o trabalho, do trabalho para o lazer ou para qualquer
outro local que deseje ir, sem que isso envolva risco de vida. A opção pelo uso
do transporte individual ou coletivo, a oferta de ciclovias e calçadas que
garantam acessibilidade aos deficientes físicos e visuais são temas que
precisam de um debate urgente, envolvendo todos os setores interessados.
 Os acidentes de trânsito diários – com perdas de dezenas de vidas
humanas – são sintomas do caos em que se transformou o espaço urbano de Belém e
demais cidades da RMB. Uma questão de saúde pública, o trânsito já é a segunda
causa de mortes no Estado do Pará, só perdendo para as doenças do coração. 
 
Nesse cenário de tragédia, jovens motoqueiros são hoje as principais
vítimas de um trânsito insano, irracional e sem leis. As estatísticas do
Hospital Metropolitano confirmam: 52,5% dos internados no Hospital
Metropolitano, de Ananindeua, este ano, foram vítimas de acidentes envolvendo
motocicletas. De janeiro a junho, mais de 4.000 pessoas vítimas de acidentes de
trânsito foram atendidas no hospital, sendo que mais da metade era motoqueiro.
Há muito que chamo a atenção para os problemas de mobilidade urbana de
nossa metrópole, que inclui além de um trânsito humano, transporte coletivo de
qualidade. Para isso, penso que é fundamental a Implantação do Conselho
Metropolitano do Transporte Urbano, a quebra do monopólio de algumas empresas
que operam o transporte urbano na RMB e a criação de uma tarifa única para a
RMB, nos moldes do bilhete único, já implantado com sucesso em outras
metrópoles brasileiras, como Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Nesse modelo,
também defendo a implantação do Passe Livre, uma aspiração de nossos
estudantes.
 

O bilhete único beneficiaria os usuários de transporte coletivo dos
municípios que integram a Região Metropolitana, como Ananindeua, Benevides,
Santa Bárbara, Castanhal, Santa Izabel, Mosqueiro e Outeiro. E nossa proposta é
que também Santo Antonio do Tauá passe a integrar a RMB, beneficiando-se do
bilhete único. 
É inegável que a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelas
empresas de transportes coletivos passa pela quebra do monopólio de algumas
empresas que operam há décadas no transporte urbano de Belém sem oferecer um
serviço de qualidade ao usuário. Portanto, se reeleito para um terceiro
mandato, vou focar nessa questão da mobilidade urbana e colocar meu mandato à
disposição das lutas dos moradores da RMB por mais qualidade de vida e de locomoção
para todos.

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