Joaquim Barbosa nomeia amigo para presidir milionário fundo de pensão do judiciário. E finalmente são soltos os presos políticos do governo Jatene

  • Hoje é 19 de abril, Dia do Índio. No Pará há mais de 38 mil indígenas e ontem houve sessão especial na Alepa – Assembleia Legislativa do Pará, requerida pelo deputado Edmilson Rodrigues (PSOL).
  • E após 28 dias encarcerados por se expressarem em redes sociais, foram soltos os policiais militares, os presos políticos do governo Jatene.
  • Hoje, às 19 horas, no Hotel Regente em Belém, o companheiro Zé Dirceu fala sobre os 10 anos que mudaram o Brasil, sob a liderança do PT e aliados.
  • Antes, Zé Dirceu tem uma conversa no Sinpro – Sindicato de Profesores da Rede Particular de Ensino, sindicato coordenado pelo companheiro Ribamar Barro, recém-eleito.   
  • E a notícia de hoje, já tuitada por mim, é que o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa nomeou amigo dele para presidir o Funpresp-Jud, milionário fundo de previdência complementar do judiciário. A decisão foi duramente criticada pelos sindicatos de trabalhadores do Poder Judiciário. Endosso as críticas.
  • Saiba mais sobre o assunto nos artigos abaixo. Boa sexta-feira! 

A notícia no blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim:


WELLINGTON SILVA, O BIÓGRAFO DE JOAQUIM BARBOSA




Colegas de Wellington informam que ele jamais foi diretor de coisa alguma.

Na Previ ele era gerente de comunicação – nome técnico para assessor de imprensa.  Por isso mesmo, estranharam a indicação para um cargo técnico relevante, na Funpresp.
 

Assessor de imprensa do Ministro Joaquim Barbosa, seu biógrafo oficial, Wellington Geraldo Silva foi indicado para presidente do Conselho Deliberativo do Funpresp-Jud – o fundo de previdência dos servidores do Judiciário.

Wellington foi diretor de comunicação da Previ. Nessa condição, esteve na linha de frente das disputas do fundo com o Banco Opportunity, de Daniel Dantas. Depois, assumiu um cargo relevante na Brasil Telecom. Depois, na Oi.

Enquanto na Previ, a então diretoria teve  papel central para preservar os interesses do fundo contra as jogadas do banqueiro. 

Desde as primeiras escaramuças, entendi a seriedade da gestão e apoiei sua luta, pagando um preço elevado. Por ir contra os interesses de Dantas, fui alvejado pela revista Veja – em duas edições, cada qual contendo um suplemento de  8 páginas de publicidade de empresas de telefonia regional controladas pelo banqueiro.

Welllington acompanhou tudo.

Quando iniciei a série sobre a Veja, pela Internet, meu blog estava hospedado no iG. Wellington estava na comunicação da Brasil Telecom.

Nessa condição, foi testemunha ocular das pressões da revista contra mim. O presidente da Brasil Telecom foi diretamente ameaçado de represálias, caso continuasse a patrocinar o Projeto Brasil – de discussões de políticas públicas – que eu tocava. Tirou o apoio. Depois, houve a ameaça de romper o contrato com a Dinheiro Vivo, caso persistisse na série. 
O próprio Caio Túlio, diretor do iG, comunicou-me as ameaças. E foi digno, quando lhe disse que não recuaria.

A tudo Wellington testemunhou, conforme me relataram assessores diretamente envolvidos com a comunicação da empresa.

Daí minha surpresa quando, em um dos processos movidos pela revista – a do colunista Lauro Jardim -, Wellington apareceu como testemunha de acusação, sustentando que a série tinha afetado a imagem do acusador.

Nem Sidney Basile – assessor especial de Roberto Civita – ousou afirmar, em juízo, que qualquer dos jornalistas mirados na série teve sua carreira prejudicada. 

Mas o bravo Wellington, sim.

Seu testemunho foi tão sabujo que, em pleno depoimento  olhei espantado para ele, que baixou os olhos.

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Do Estadão

ASSESSOR E BIÓGRAFO DE BARBOSA VAI GERIR FUNDO MILIONÁRIO DO JUDICIÁRIO



Wellington Geraldo Silva, que não é servidor do Judiciário, é nomeado para presidir conselho deliberativo do Funpresp-Jud
16 de abril de 2013 | 22h 06
Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Assessor de imprensa e biógrafo do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, o jornalista Wellington Geraldo Silva foi nomeado conselheiro e presidente do conselho deliberativo do milionário fundo de previdência dos servidores do Judiciário – Funpresp-Jud.

Silva não é servidor do Judiciário, mas funcionário do Banco do Brasil. Antes de chegar ao tribunal, ele foi assessor da Previ, fundo de previdência do BB. E, conforme informações de outros tribunais, deverá ser o BB Previdência responsável por gerir os recursos depositados pelos servidores do Judiciário e do Ministério Público nos primeiros anos.

Caberá ao conselho deliberativo definir as políticas de administração do fundo. E, como presidente do órgão, Wellington Silva terá direito a voto e, em caso de empates, caberá a ele o voto de qualidade, desempatando a questão. A lei que cria o regime de previdência complementar para os servidores públicos federais não veda a indicação de pessoas de fora do Judiciário para o conselho. E prevê que o cargo de conselheiro será remunerado – valor limitado a 10% da remuneração dos membros da diretoria executiva. Esses valores ainda não foram definidos pelo fundo.

A portaria com os nomes dos integrantes do conselho foi assinada pelo presidente do Supremo e publicada na segunda-feira no Diário Oficial. Servidor de carreira e um dos principais responsáveis pela montagem do fundo, Amarildo Vieira de Oliveira será o suplente.

Os membros do Conselho Deliberativo, conforme a proposta de estatuto, terão mandato de quatro anos. Como deve deixar a Corte com a saída de Joaquim Barbosa da presidência, Wellington Silva não poderá cumprir integralmente o mandato. Assim que deixar o cargo de secretário de Comunicação, deverá ser substituído pelo suplente.

Os valores que serão administrados pelo fundo ainda não estão fechados. Os tribunais ainda estão fazendo cálculos para saber quantos servidores contribuirão e com quanto para o fundo. De acordo com a lei que criou o regime de previdência complementar, somente a União deverá aportar inicialmente R$ 25 milhões ao fundo.

Silva afirmou ter sido gerente de Comunicação e Marketing da Previ por 9 anos. “Nessa condição, fui integrante da Comissão de Comunicação da Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Privada. Participei de diversos congressos de Fundos de Pensão, além de seminários sobre o setor”, afirmou. Acrescentou ter sido conselheiro de empresas, como Bunge Alimentos, Randon, Sadia e Inepar. Na Previ, Silva trabalhou, por exemplo, com Sérgio Rosa, cuja gestão foi alvo inclusive da CPI dos Correios, investigada pelo Tribunal de Contas da União e espionada pela Kroll.

Mensalão. Entidades de classe, como Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), foram contrárias à criação do fundo. Elas contestam a aprovação da reforma da Previdência, que abriu caminho para a criação de fundos de previdência complementar dos servidores públicos. As entidades argumentam que as votações foram contaminadas pelo esquema mensalão.

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