A importância das alianças

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VERMELHO – Como serão resolvidas as questões regionais que têm provocado grandes polêmicas e até casos graves como o da greve de fome dos petistas do Maranhão contrários à intervenção nacional nas decisões estaduais?

DUTRA – A aliança com o PMDB é considerada aliança estratégica, porque o PMDB é um grande partido brasileiro, tem capilaridade, muitos prefeitos, além do tempo de televisão, o que é muito importante, principalmente quando você é governo, porque a oposição só bate, mas governo tem que mostrar aquilo que fez. Nós consideramos estratégica e trabalhamos no sentido de garantir a aliança com o PMDB. Isso obrigou PT a entender que nós tínhamos que superar a fase de lançar candidatos em todos os estados. A história mostrou que lançar mais candidatos não significa eleger mais candidatos. O PT vai lançar 11 candidatos em todo país. Em comparação com outras eleições, houve uma redução significativa. Não significa que vamos eleger menos candidatos porque os nossos candidatos são mais competitivos. Na eleição passada, lançamos 20 e elegemos cinco e nessa eleição estamos lançando 11 e temos chances de eleger mais de cinco. E trabalhamos no sentido de que candidatos de outros partidos mais competitivos do que os nossos devem ter o nosso apoio. É o caso do Piauí. Nós governávamos o estado e estamos apoiando o nome do PSB. Com relação ao PMDB, não havia ilusão de que podia unificar o PT e PMDB em alguns estados. Em Pernambuco, o PMDB é liderado pelo senador Jarbas Vasconcelos que é uma das principais lideranças de oposição no Senado. No RS, nós temos uma disputa histórica do PT com o PMDB, mas já temos compromisso do PMDB do Rio Grande do Sul de que eles não apoiarão o Serra.

VERMELHO – Os dois palanques irão para Dilma?

DUTRA – Não há definição de que o palanque do Fogaça será da Dilma ou não. Já temos garantido que não será pro Serra, o que é um avanço significativo. Uma coisa é a idealização da realidade outra coisa é a realidade. São problemas localizados, conseguimos construir a aliança nacional que era nosso objetivo.

VERMELHO – O Sr. não fez referência ao caso do Maranhão. Eu gostaria de saber como o Partido vai resolver essa questão que ganhou repercussão com a greve de fome do deputado Domingos Dutra? O Manoel da Conceição suspendeu hoje a greve de fome.

DUTRA – Historicamente, o PT do Maranhão é um partido dividido. Não é fato que o Diretório Nacional tomou posição contra o PT do Maranhão. O que há de fato é um partido absolutamente dividido, em que o encontro estadual deliberou o apoio a Flávio Dino por dois votos e o diretório estadual deliberou por maioria também participar do governo da Roseana Sarney. São duas posições antagônicas. O Diretório Nacional teve toda legitimidade para tomar a posição que tomou, mesmo porque foi respaldado pelo Congresso Nacional do PT, que decidiu que o Diretório Nacional deliberaria sobre a posição do Maranhão. Mas sem qualquer ilusão de que vamos unificar o Partido no Maranhão. Nós sabemos que aquelas pessoas que defendiam o apoio ao Flávio Dino, vão continuar defendendo o Flávio Dino. Na eleição para prefeito, o PT se coligou com o PCdoB, apoiou o Flávio Dino, e o Domingos Dutra apoiou o João Castelo, do PSDB, numa demonstração clara de que no Maranhão não há, de um lado guardiões da ética e, do outro, os que querem solapar essa ética. O deputado Domingos Dutra é useiro e vezeiro em não respeitar a posição do PT do Maranhão. O que não significa que a candidata Dilma não reconheça que a candidatura de Flávio Dino também seja palanque dela. Eu, ontem, na convenção nacional do PCdoB, deixei isso claro, a partir do momento que a gente fechar as coligações todas, o conselho político que já existe, formado por representantes de todos os partidos políticos, vai se debruçar sobre o mapa do Brasil e a posição que o PT vai levar e eu como coordenador da campanha vou levar é que a Dilma tem que considerar como palanque dela todos os palanques dos estados que se propuserem a defendê-la, independente do PT estar no palanque ou não. Mesmo porque, existe exemplo de vários outros estados. No RJ, o PT está coligado com o PMDB, mas tem o palanque do Garotinho que vai apoiar a Dilma. Na Bahia, o PT tem candidato e o PMDB tem outro e a candidatura da Dilma vai ser apoiada pelos dois…

Esse é um trecho da entrevista dada pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, ao Portal Vermelho, que serve para refletirmos sobre a questão das alianças políticas. Recomendo a todas e todos a leitura para nosso debate.


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  1. Isso deputado, essa é a posição certa. O PMDB tb é duro pra assegurar os acordos.

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