Ideli: “Aquilo que representar anistia (aos desmatadores) não terá apoio”

No site do PT nacional:

Blog do Bordalo idelisalvatti
A ministra das relações institucionais, Ideli Salvatti, afirmou que qualquer medida do texto que anistia desmatadores contraria o governo, que pretendia maior rigor. O que foi aprovado atende principalmente às reivindicações da bancada ruralista no Congresso.

“Por conta do seguinte, o Senado produziu um texto com equilíbrio, buscando aproximar e equacionar divergências entre a produção e a preservação, por isso que a gente de alguma forma, lamenta este esforço do qual inclusive os deputados federais, participaram porque em várias reuniões e muitas das tratativas aqui no Senado, nós tivemos a participação de deputados federais, então na nossa opinião, por que o governo estava defendendo o projeto aprovado pelo Senado? Exatamente porque foi uma construção de bom senso, uma construção de maior harmonia, uma construção que buscava atender os interesses tanto dos ruralistas, quanto dos ambientalistas. Agora a Câmara deliberou de forma diferente, obviamente que tem que ser respeitada e a presidenta Dilma vai avaliar com toda a serenidade para a sanção do projeto”.

Sobre os possíveis pontos de veto:

 “O que a presidenta fará, ela vai avaliar agora nos próximos dias, eu tenho apenas a convicção de que a presidenta, até porque ela já manifestou isto inúmeras vezes, que aquilo que representar anistia não terá apoio, não terá respaldo do governo, esta posição ela já manifestou inúmeras vezes então, qualquer questão que possa ser interpretada ou na prática signifique anistia eu acredito que isto tem grandes chances de sofrer o veto, porque ela já havia anteriormente, antes mesmo da própria votação na Câmara, ela já tinha anunciado, então nós vamos ter que aguardar porque obviamente a decisão é soberana dela”.

Rio+20: 

“Nós temos a convicção de que o que saiu do Senado daria uma tranquilidade maior, até porque foi isto mesmo, foi uma construção de um equilíbrio maior entre a produção e a preservação, como não foi isto que prevaleceu na votação da Câmara, então nós vamos ter que aguardar a decisão, porque a decisão da presidenta poderá ter também uma modificação no cenário de como é que vai ser tratado este assunto na Rio+20”.

Articulação política: 

“Nós fizemos muita reuniões, muitas, inclusive a reunião feita no 4º andar, lá na minha secretaria, nós fizemos todo um apelo aos líderes de todos os partidos que compõe a base, no sentido de que era mais adequado, era mais próximo de um entendimento, tinha um grau de bom senso, de harmonia maior , o que foi aprovado no Senado, mas é apelo, as bancadas se posicionaram, então o que está ao nosso alcance em termos de convencimento de apoiamento para o acordo já produzido, que era um patamar que nós entendíamos melhor, inclusive porque também havia uma compreensão de que o texto do Senado não era perfeito, mas era já um avanço, então nós vamos ter que agora, trabalhar, eu queria dizer sinceridade, que eu acho que este é o sentimento de que poderíamos ter avançado mais, poderíamos ter saído desta votação com algo um pouco a frente desta disputa que não leva ao melhor para o Brasil, você disputar o meio ambiente contra a produção, isto não é benéfico para o país,  é melhor você harmonizar aquilo que garanta a produção, e garanta a preservação, e sobre este aspecto o texto do Senado era mais adequado, por isso que nós enquanto governo estávamos apoiando”.

 Se a aprovação do projeto poder ser considerado um retrocesso:

 “Nós temos um entendimento claro de que você preserva e permite a produção, você tem que fazer as duas coisas harmonicamente, inclusive porque quando você não harmoniza a produção, ela acaba se prejudicando também pelas questões dos ataques ambientais, então precisa ter harmonia”.

Se o Governo estuda apresentar um novo projeto no Congresso: 

“Como disse a presidenta outro dia, ‘cada dia sua agonia’, vamos agora administrar o texto que foi aprovado, ver o que que a presidenta vai sancionar, se ela vai vetar, o que vai vetar, ou não, então vamos com calma, porque tem prazo legal, a partir do momento que saia aqui do Congresso e chegue, tem 15 dias, portanto eu acredito que nós não vamos ultrapassar o mês de maio”.

(Ronaldo Berwanger e Adriano Lozado – RádioPT)


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