Guerra e paz: os dois 11 de setembro

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Bom sábado e bom final de semana. Três lembretes:

  • A CPI do Tráfico Humano estará em Marabá nos dias 15 e 16 com a pauta  de investigação de trabalho escravo, exploração de menores com fins esportivos. No dia 14, haverá um grande evento da Sociedade Paraense dos Direitos Humanos (SDDH) com lançamento, em Marabá, do Jornal Resistência e seus 34 anos de existência. A atividade acontecerá no Auditório do campus I – UFPA/Marabá, às 16 h.
  • Também o dia 15, às 18 horas é o prazo final para  a militância do PT fazer opção pelo steorial de sua preferência. Pode ser feita direto na sede do PT-Pará, ou pelo site do PT.
  • Amanhã, é 11 de setembro,  e a Carta Maior  preparou um especial  Os dois 11 de setembro. Recomendo a leitura de todos os artigos. Mais uma vez, um ótimo final de semana e voltamos aqui na segunda.

Leia agora o editorial da Carta Maior, Guerra e Paz.

Não há guerra inocente ou generosa.

Qualquer guerra evidencia o fracasso humano em ordenar as relações entre as nações e dentro de cada nação sem recorrer à coação extrema da morte em massa e da devastação selvagem.
Nesse sentido, a guerra, paradoxalmente, enseja o impulso a reconstrução. Um critério para avaliar seu papel na história é o legado que ela deixa à paz.

Observadas essas ressalvas, a reconstrução propiciada pela Segunda Grande Guerra fez do mundo, de fato, um lugar melhor para se viver. O sistema público de saúde de atendimento universal é um legado da experiência europeia de sofrimento nesse período. O SUS brasileiro é um filho em fraldas desse ideal de amparo entre iguais.

A agenda da segurança alimentar, que atribui ao Estado a obrigação de proteger os cidadãos da fome, é outro legado generoso dessa vivência. A FAO nasceu dessa percepção. O Fome Zero e o Bolsa Família são descendentes da mesma cepa. A organização sindical massiva dos trabalhadores, a liberdade de expressão, o ideário socialista de justiça e igualdade, a democracia social e a representação democrática dos conflitos sociais ganhariam proeminência a partir da relação de força consolidada na luta contra o nazismo, que mobilizou as bandeiras liberais, democráticas, humanistas, comunistas e desenvolvimentista.

Grosso modo, o PT e Lula são a síntese mais expressiva desse vertedouro entre nós.

Além da montanha desordenada de ruínas que soterrou as próprias instituições liberais norte-americanas sob os escombros do World Trade Center, do Iraque e do Afeganistão, mas também do entulho ético acumulado em Guantánamo e Ab Ghraib, o que mais se pode dizer do legado do ciclo iniciado em 11-09–2001 e que agora completa uma década? A instrumentalização do terror, por certo, alçada a doutrina de Estado, é uma herança presente. Indispensável tem sido o seu papel como amálgama de um tempo e de uma subjetividade dilacerados pela supremacia dos mercados autorreguláveis em detrimento da democracia e do livre discernimento humano.

A crise econômica mundial alinha-se, nesse sentido, ao legado do 11 de setembro em endogâmica relação com seu poder de desagregação. Significa dizer que vivemos ainda sob as ruínas da guerra. Mas, sobretudo, que é hora da reconstrução. O lembrete quem nos traz é a própria crise ao evidenciar, em seu labirinto, que nenhum automatismo econômico fará isso por nós.

Para discutir os rumos dessa difícil reconstrução, seus desafios e elos históricos com outro ato de terror, o golpe chileno de setembro de 1973, Carta Maior reuniu um denso leque de analistas no especial deste fim de semana:’Os dois 11 de setembro’. Boa leitura.


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