Greve na educação: professores pedem a intermediação do Parlamento

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Uma comissão de deputados, da qual
faço parte, se reuniu na manhã desta terça-feira com trabalhadores e
trabalhadoras em educação, em greve desde 25 de março. Eles buscam a intermediação do Parlamento para a reabertura do diálogo com o
governo do Estado, diante da negativa do secretário de Educação, Helenilson
Pontes.
 
Na reunião, foram apresentados aos deputados pontos
fundamentais para o fim da greve, o que deixou claro ser o desejo dos
educadores, desde que não tenham perdas nas negociações.


Ficou encaminhado que os deputados
vão elaborar uma pauta de trabalho para ser discutida, em até 48 h, com o
comando de greve, com o objetivo de ampliar o diálogo com o governo, num
encontro com o Secretário de Educação ou com o Chefe da Casa Civil.

Entre os pontos fundamentais para o
fim da greve, os educadores querem o pagamento do retroativo do piso salarial,
de janeiro, fevereiro e março, no máximo em três parcelas e exigem do governo
do Estado que o Plano de Carreira Unificado seja submetido à apreciação da
Alepa.

Eles também querem que o governo aplique as jornadas de 20,
30, ou 40h, com 1/3 de hora-atividade, garantindo a quantidade de aulas
extrapoladas no limite de 260h, sem perda da remuneração, conforme previsto em
acordo judicial no ano de 2013.

Minha grande
preocupação é justamente com essa falta de compromisso do governo do Estado ao
não assumir os acordos.  Na greve de 2013
foram firmados vários, com intermediação da justiça, e o governo não cumpriu na
sua totalidade, como Plano de Carreira Unificado.

Outros pontos importantes para o fim da greve: o secretário de Educação, Helenilson
Pontes se acha acima do bem e do mal, não dialogando com os professores. O
diálogo é fundamental. As reformas nas escolas não terminam nunca.

Na greve de 2013,
a proposta do governo fixava o salário dos professores em 4.009,00. Agora em
2105, pela proposta do governo o salário fica em como fica 3.972. Quer dizer: o
próprio governo reconhece, em suas propostas, que há uma redução salarial. E quer reduzir salário
de quem trabalha. É inaceitável.

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