É gigantesca a vitória da mobilização da PM’s porque aumento salarial para a polícia não estava nos planos de Jatene

Blog do Bordalo Delegados

Ainda que seja insuficiente o reajuste salarial diante do reivindicado, já é vitoriosa a  mobilização dos praças, sargentos e oficiais da Polícia Militar, posto que arrancou uma negociação de mais de 10 horas e aumento salarial. É uma vitória gigantesca, porque não estava nos planos do governo Jatene dar aumento salarial aos PM’s e  bombeiros.

Agora, é a vez dos delegados de polícia, que têm o pior salário do Brasil. Meu mandato tem lutado para que a carreira de delegados de polícia seja reconhecida e reajustada dignamente. Há uma reunião marcada para a próxima segunda-feira, após o 12º adiamento da prometida reunião.


Mais tarde comento aqui no blog sobre as prévias do PT. Os excelentes debates terminaram ontem à noite e domingo é a eleição. Num clima pra cima e com o PT unificado e o grande vitorioso do processo.

Agora, acompanhe o noticiário sobre a greve dos PM’s:

No blog Mídias, Educação e Meio Ambiente
O Ceará não é aqui
Veja os resultados da greve e da negociação entre governo e a PM do Pará:

O governo concedeu ainda intersídio de 5% para os praças, ganho de 70% sobre a gratificação de risco de vida e ganho real de 7%. Também ficou definida a permanência da mesa de negociação com a categoria, a fim de discutir outras reivindicações dos militares do Estado, como o prazo de implantação da jornada de trabalho para 40 horas semanais; o adicional de interiorização e o auxílio fardamento para cabos e soldados, além de mais 30% na gratificação por risco de vida. Todas essas reivindicações serão discutidas na mesa de negociação, considerando sempre as condições financeiras do Estado.

Fonte: http://www.pa.gov.br/noticia_interna.asp?id_ver=92036

Veja os resultados da greve e da negociação entre governo e a PM do Ceará:

Um documento de quatro páginas foi redigido e assinado pelas partes, garantindo uma anistia a todos os policiais e bombeiros militares que participaram do movimento, livrando-os de qualquer processo disciplinar e administrativo, bem como da instauração de inquéritos por violação ao Código Penal Militar e ao Estatuto dos Militares do Ceará.

Outro ponto acertado foi a incorporação definitiva nos salários de toda a tropa da PM e dos Bombeiros da gratificação no valor atual de R$ 920,18, que vinha sendo paga somente aos PMs que trabalham no turno C (das 6 às 22 horas). Desse modo, o salário de um soldado (posto mais baixo da corporação) será de R$ 2.634,00, retroativo ao dia 1º de janeiro de 2012.

O governo do Estado também aceitou um reajuste no valor do vale-refeição para policiais e bombeiros, que será de R$ 224,00 por mês. Os ganhos vencimentais estabelecidos no acordo serão estendidos aos inativos e pensionistas das duas corporações militares.

O documento também estabelece que a jornada de trabalho será de 40 horas semanais, podendo, de acordo com a necessidade da Corporação, serem fixadas horas-extras.

Fonte: http://caboqueiroz.blogspot.com/2012/01/fim-da-greve-na-pm-do-ceara.html

Resultado final:

Salário (soldado, posto mais baixo da corporação) paraense com o aumento: R2.253,20

Salário (soldado, posto mais baixo da corporação) cearense com o aumento: R$ 2.634,00

Para ser justo com o movimento grevista da PM paraense e indicar que o resultado da negociação é fruto do modelo de governo, da sensibilidade do governante frente às reivindicações, é conveniente lembrar: PSB no Ceará e PSDB no Pará.

Para fundamentar esta perspectiva é preciso traçar uma comparação com outra greve recente, a dos professores.

Aos professores cearenses, após uma greve bastante tensa, o governador cedeu e aceitou pagar o Piso Salarial. A greve dos professores do Pará, também tensa, conseguiu como resposta do governo tucano o Plano Casa Bahia: pagamento do piso em 12 vezes.

Marcelo Carvalho
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No blog do Professor Cavalcante
Tréguas nos quartéis?
Apesar do movimento dos policiais e bombeiros ter feito o desgoverno Jatene recuar e atender parte de suas reivindicações tudo indica que as chamas nos quartéis ainda não foram apagadas.

Veja trechos de mensagens que circulam nas redes sociais, por onde os valentes Pms e Bombeiros aprenderem se mobilizar. Coronel Fontoura está descontente com a maneira como seus “representantes” negociaram e Cabo Velho prega a rebelião e conclama a corporação a esvaziar os pneus das VTR’s.

FARSA! A GREVE NÃO ACABOU!
Foi decidido pelos policiais e bombeiros uma assembleia, para 20/01, às 09h, com intuito de destituir as associações da representação e eleger novos representantes. Opinamos por greve. Não ficamos na chuva com frio e fome para aceitar essa vergonha de proposta!

Pessoal o movimento continua! não fomos nós que aceitamos. Foram eles que imporam. Ontem rolou uma carreata pelas ruas rumo aos bpm’s, onde foi reafirmada a continuidade da mobilização. Informem-se e confirme que algumas zpol’s continuam paradas. Vamos escolher novos representantes. As associações estão eliminadas.

Em outro trecho:
Vamos mobilizar a queda da presidência das principais associações. Hoje, às 9h em frente ao SIG. Todos lá! Agora somos nós que vamos escrever nossa historia! Vamos fazer valer a pena cada pingo de chuva que pegamos ontem. Nos fizeram de palhaços. É a nossa obrigação tornar esta revolta em revolução!!!

Um lembrete. O blogueiro já se prepara para divulgar a greve da Polícia Civil, que não tem patrono ou divisas. Não tem em suas fileiras um Coronel Fontoura ou um indignado Cabo Velho. Mas quem sabe o recém convertido ao petismo delegado Moraes faça jus a tradição do partido e comande os seus pares e os polícias civis na luta contra o descaso e arrocho salarial que os tucanos instalaram no Pará.

Mas, a fila anda e pelo jeito o desgovernador tucano talvez volte do Canadá, como fez a agora famosa Luiza que não tem nada a ver com a história.

Aliás, Luiza é apenas uma menina que ainda não se acostumou com a ideia de ter se tornado celebridade instantâneo na internet.

Tenham todos um excelente final de semana e fiquem com Luiza de Chico Buarque:
Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
  —-
 No jornal Diário do Pará:

Mesmo com informações da movimentação nos quartéis, o estado de greve de parte da Polícia Militar do Pará surpreendeu o governo que apostava num acordo logo após apresentar a proposta de reajuste. A aposta no sucesso da negociação vinha não apenas da confiança de que os números apresentados seriam convincentes, mas das dificuldades que os policiais encontram para se mobilizar e para realizar uma greve, já que o código de conduta da categoria é severo e prevê penas disciplinares e penais em caso de paralisação. A última greve da PM no Estado ocorreu em 1997, durante o governo de Almir Gabriel.

Ontem, o governo de Simão Jatene respirou aliviado porque conseguiu afastar o maior pesadelo que seria uma greve dos praças que poderia dividir ainda mais os oficiais, já que parte vinha demonstrando a disposição de apoiar, mesmo veladamente, o movimento.

A preocupação do governo não era por acaso. Os oficiais da PM do Pará estão divididos. Um grupo quer aceitar a proposta de reajuste salarial apenas a partir de março, com a apresentação de um projeto de lei propondo os novos valores. Os reajustes podem chegar a 100%. Boa parte dos oficiais, contudo, quer receber o mesmo reajuste que será dado aos praças e imediatamente. O argumento do governo é de que por uma questão de hierarquia, é preciso distanciar o salário dos oficiais dos praças que estão quase no mesmo patamar. Nos últimos anos, com o aumento do mínimo, as remunerações atreladas ao piso nacional foram crescendo enquanto aquelas que não têm relação com o salário mínimo foram encolhendo. Hoje, a diferença entre o que recebe um subtenente para o salário do tenente pode chegar a menos de 100 reais.

NEGOCIAÇÕES

A proposta de esperar aumento maior para março tem apoio dos oficiais que comandam as negociações com o governo, entre eles o chefe da Casa Militar do Palácio dos Despachos, tenente coronel Fernando Noura, o chefe da Casa Militar da Assembleia Legislativa do Pará, tenente coronel Osmar Nascimento, e o comandante do Clube de Oficiais da PM, tenente coronel Hilton Benigno. O grupo, contudo, enfrenta a desconfiança de parte dos oficiais. “Eles têm interesse em mostrar serviço ao governo porque querem promoção”, disse um oficial ouvido ontem pelo DIÁRIO. Para parte dos oficiais, o ideal é que o comando da negociação estivesse nas mãos de um coronel. “São 25 coronéis. Por que não tem nenhum na mesa de negociação, além do coronel Daniel, que é o comandante? Um tenente coronel tem limitações que um coronel não teria”.

A divisão nos quartéis se revelou ontem pela manhã, quando os praças interditaram a Avenida Nazaré para chamar atenção para a paralisação. Os pneus dos carros do Batalhão de Choque foram esvaziados; alguns oficiais tentaram cumprir a ordem de deixar o comando para conter a manifestação, mas um grupo questionou e houve discussão acalorada.

FALTOU COMANDO

Entre assessores próximos ao governador, também há a avaliação de que faltou comando junto aos oficiais para trazê-los desde o início para o lado do governo, o que ajudaria a enfraquecer o movimento dos praças, caso a paralisação se concretizasse. (Diário do Pará)


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