Divisão só traria prejuízos ao Pará

Blog do Bordalo lutfala
Por Lutfala Bitar, publicado neste domingo em O Liberal

A divisão territorial do Pará pode varrer do mapa a força política e econômica do principal estado da região Norte do País. Dividido em três unidades federativas, cada um dos estados terá um peso no cenário nacional nada representativo – e ao contrário do tão sonhado desenvolvimento, os estados terão que administrar uma enorme gama de problemas. Esta é a conclusão do engenheiro Lutfala Bitar, vice-presidente da Associação Comercial do Pará (ACP). Para Bitar, a criação dos estados de Carajás e do Tapajós a partir da divisão do Pará trará prejuízos principalmente de ordem financeira.

Segundo o engenheiro, atualmente, as regiões Sul e Sudeste do País participam com cerca de 75% da riqueza territorial brasileira. Os outros 25%, lembra Bitar, estão distribuídos entre as regiões Centro-oeste, Norte e Nordeste, ou seja, apenas um quarto da riqueza nacional se apresenta do meio para cima no mapa do País. “É um número díspar, se levarmos em conta que dois terços do território brasileiro é composto pela Amazônia”, comenta.

Bitar destaca que mesmo vasta territorialmente, a Amazônia detém apenas 8% da riqueza nacional. “O Pará tem um PIB (Produto Interno Bruto) que contribui com apenas 1,7% na soma das riquezas do País. Mesmo assim, moramos no Estado mais importante do Norte, pois tem o maior PIB da região”, explica.

Com a divisão, a participação do Pará no PIB nacional ficará abaixo de 1%. “É, sem dúvida, uma participação inexpressiva, que vai atrapalhar inclusive no campo político”, comenta. O engenheiro lembra que os estudos que viabilizam a divisão não foram concluídos e, por isso, não há como avaliar os benefícios da separação.

“Nem o plebiscito deve acontecer, sem estudos de viabilidade fechados e sem a conscientização da população. Quem vai decidir se deve ou não haver o separatismo é o povo – mas a escolha depende do esclarecimento. A informação é o principal aliado do eleitor na hora de fazer a sua escolha. Sem ela, fica muito difícil votar”, acrescenta Bitar. O vice-presidente da ACP lembra que os estados de Minas Gerais, Paraná e Bahia já cogitaram a possibilidade de separação territorial. No entanto, a ideia não foi adiante.

“Em Minas Gerais tentou-se dividir o Triângulo Mineiro, porém, o assunto não chegou sequer às urnas. Nem foi preciso realizar plebiscito, pois o povo entendeu que era prejudicial. Da mesma forma aconteceu no Paraná e na Bahia. O separatismo foi barrado pelos estudos técnicos de viabilidade, que comprovadamente mostraram os grandes prejuízos que acarretariam”, revela.

Prejuízos

Com a divisão, a população do Pará, que hoje é de 7,4 milhões de habitantes, passaria a ser de 4,7 milhões. A extensão territorial seria reduzida de 1.253.164,5 km² para 244.830 km². Além disso, o Pará deixaria de ser composto por 144 municípios, passando a ter apenas 78 prefeituras. A unidade federativa que possui duas hidrelétricas em operação e uma prestes a se tornar a terceira maior do mundo teria de importar energia de outros estados. O PIB também cairia à quase a metade, retraindo de R$ 50 bilhões para R$ 29 bilhões – volume que deixaria o Pará atrás do Amazonas e do Maranhão. O retalhamento faria o Pará perder 80% dos municípios com as maiores rendas per capita do Estado e 60% dos municípios com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O volume de área desflorestada do Estado cresceria de 17,5% para 30,7%. O “novo” Pará também perderia 6 das suas 13 bacias hidrográficas.


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  1. Agora o Lutfala é referencial pro PT se posicionar hahahahahahahaha fim da História

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  2. Bordalo esse é o X da questão. Com o Pará unificado basta teros políticos sérios dispotos a inverter prioridades e dividir os investimentos pelas regiões. Com a divisão, só resta Vale, a Alcoa e os políticos que na prática sçao funcionário dessa gente. Em Belém e demais regiões, pobreza e atraso sem fim.

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  3. Lufala certinho. Os entreguistas que se mudem!!!! Viva o Pará!

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  4. deputado carlos bordalo, o prejuízo que o "velho pará" terá é da seara das suas riquezas reais. Os novos estados não tem culpa de serem prosperos, mas sua inatvidade político os fazem assim subdesenvolvdos. Agora isso vao acabar ou algem vai propor por acaso unir SP e Piaui só pq 1 é rico e o outro pobre?

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  5. É um imbecil!!!!!!!!!!

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