Dia 6, ato em solidariedade a Lúcio Flávio Pinto

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Hoje pela manhã, na Praça da República, em Belém,a partir das 9 horas, haverá mobilização e coleta de assinaturas em solidariedade ao jornalista Lúcio Flávio Pinto. E na Banca do Alvino, também na praça da República, o dossiê que conta o atentado que sofre o jornalista.

E na terça-feira, dia 6, às 18 horas, haverá um ato de solidariedade
ao jornalista Lúcio Flávio Pinto, que vem sofrendo pressões, ameaças e processos judiciais
por conta do seu ofício de informar, defender o direito à informação do cidadão e denunciar
as investidas dos poderosos contra o patrimônio da Amazônia.

O evento será realizado no
auditório do Ministério Público Federal e contará com a presença de representantes de diversas
entidades e personalidades comprometidas com a luta pela democracia e liberdade de expressão.

 Farão parte da mesa de debate a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, Sheila
Faro; o presidente da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Marco Apolo; o
procurador da República, Felício Pontes; o professor e vice-coordenador do Programa de Pós-
Graduação do Instituto de Ciências Jurídicas da UFPA, Jeronimo Treccani; a pesquisadora do
Museu Paraense Emílio Goeldi, Ima Vieira; e a jornalista e professora do curso de Comunicação
Social da UFPA, Rosaly Britto.

 Está sendo produzido um vídeo, que mostra a participação de Lúcio Flávio Pinto em
diversos programas e documentários sobre a sua atividade profissional. Programado, também
para o evento, a venda de exemplares do Jornal Pessoal e livros produzidos pelo jornalista.

Antes do encerramento do ato serão discutidos os rumos da campanha de solidariedade a LFP.

A perseguição política contra Lúcio Flávio Pinto já soma 20 anos desde o primeiro
processo, em 1992. No total, são 33 processos judiciais cíveis e penais contra o jornalista,
que tem se dedicado a sua função de investigar, checar informações e denunciar ações ilegais,
corrupção, crimes contra o interesse e o patrimônio público, além de irregularidades no
exercício da função pública.

Em 1999, o Jornal Pessoal denunciou Cecílio Rego de Almeida, dono da construtora
C.R. Almeida*. O empresário grilou uma área de 4,7 milhões de hectares de terras públicas,
no Pará. O conhecido “pirata fundiário” processou o jornalista por suposta “ofensa moral”.

O Tribunal de Justiça do Pará aceitou a queixa e condenou Lúcio à indenização de R$ 8 mil;
ele recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, mas no último dia 7 de fevereiro o STJ negou
seguimento ao recurso, arquivando-o, sob alegação de “erros formais”.

O ato de solidariedade a Lúcio Flávio Pinto faz parte da campanha “Liberdade para
Lúcio Flávio Pinto, que já conta com o blog somostodoslucioflaviopinto.wordpress.com e um
grupo do Facebook (Pessoal do Lúcio Flavio Pinto), que além de denunciar as perseguições ao
jornalista, visa também contribuir para arrecadar recursos para pagamento da sentença movida
por Cecílio Rego de Almeida e seus herdeiros, que está inicialmente orçada em R$ 30 mil,
considerando a atualização do valor fixado como indenização.

A conta da campanha de contribuição está no Banco do Brasil, Agência 3024-4, Conta
Poupança, variação 1, número 22.108-2, CPF do titular: 212.046.162-72, Titular da conta: Pedro
Carlos de Faria Pinto, irmão do jornalista

*Mande uma mensagem de repúdio para a empresa de Cecílio Rego de Almeida, no seguinte endereço
eletrônico: http://www.cralmeida.com.br). 

No blog somostodoslucioflaviopinto.wordpress.com, o próprio Lúcio Flávio Pinto informa que não há mais necessidade de contribuições financeiras, mas reafirma a necessidade de continuarem as demais contribuições. Continuemos, poris, divulgando, participando e lutando para que se restabeleça a justiça.


A carta do Lúcio Flávio:

Caríssimos amigos,
É com a alma lavada e enxaguada em lágrimas, como diria Odorico Paraguassu, patrono da mixórdia nacional, que lhes comunico: 
a campanha de arrecadação de fundos, aberta para cumprir a ordem da justiça do Pará, de pagar ao grileiro indenização pela audácia de chamá-lo de “pirata fundiário”, já ultrapassou os 22 mil reais estimados como maior valor atualizado. É uma façanha, a ser creditada aos cidadãos de fé e força deste nosso país querido e maltratado. É dinheiro que sai espontaneamente das economias de pessoas comuns, como eu e vocês. Pessoas dignas, decentes e positivas. Gente pela qual se justifica e se eleva o trabalho que temos feito. Um generoso e emocionante exemplo de solidariedade e consciência, que tão profundamente toca meu coração e rejuvenesce minha consciência.
Obrigado a todos vocês. Esta etapa foi realizada. Quem vai pagar pela decisão aviltante do Tribunal de Justiça do Estado do Pará será o contribuinte, o cidadão, a pessoa, que, no dia da execução da sentença absurda, comparecerá ao Palácio da Justiça para testemunhar o ato desonroso. Dessa roda não participaram as instituições. Praticamente todas elas se calaram, se omitiram ou se acovardaram. Inclusive as que prometeram fazer alguma coisa – e, por dever de ofício, deviam fazê-lo. A bandeira que tremula, como na famosa tela de Delacroix sobre a revolução francesa, é a da liberdade, que conduz o povo para a sua história. Como todos sabemos, não há história que valha a pena sem a companhia dessa senhora, patrona e guardiã dos nossos melhores sonhos.
Muito obrigado.
Lúcio Flávio Pinto
PS – Peço que cessem de vez as contribuições financeiras. Permanecem as contribuições de todas as outras naturezas.

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