Delegado suspeito de executar jovem empresário em Marabá. Família vai à SDDH

Familiares do jovem empresário Wellington de Oliveira, estão indo agora pela manhã à SDDH- Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, ocasião em que serão ouvidos pelo secretário geral Marcelo Costa e pelo presidente, Marco Apolo.

O jovem de 22 anos foi assassinado no sábado passado, em Marabá pelo delegado da Polícia Civil Francisco Bismark Borges Filho, durante caçada a um traficante daquele município. Relatos dão conta que o jovem empresário foi executado pelo delegado.

No governo do PT, da companheira Ana Júlia, o hoje delegado Bismark recebeu Parecer negativo no Estágio Probatório para continuar na carreira policial. O parecer foi dado pelo Conselho Superior da Polícia Civil, o Consup, processo reavaliado. Já no atual governo Jatene, foi promovido a diretor da seccional.

Agora, o delegado tem uma morte estranha nas costas pela qual vai responder. Voltarei a este assunto.

A seguir, a notícia no G1:

Ouvidoria recebe denúncia contra delegado de polícia de Marabá

Policial é suspeito de balear e matar microempresário de 22 anos.
Família levará o caso à Corregedoria em Belém
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A Ouvidoria do Sistema de Segurança Pública do Pará receberá nesta segunda-feira, 21, denúncia contra o delegado Francisco Bismarck Borges Filho, suspeito de balear o microempresário Wellington Gutemberg Pinheiro de Oliveira, de 22 anos, em Marabá, sudeste do estado, na terça-feira da semana passada. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu sábado (18) em um hospital do município.

O caso foi informado, oficialmente, à corregedoria da Polícia Civil de Marabá, mas a família tem receio de que o processo fique parado no município. Por isso, também formalizará nova denúncia na capital. Segundo o relato de testemunhas, Wellington estava dentro de um cyber café, perto da casa dele, quando foi abordado por um homem que vestia colete de mototaxista. Era o delegado Bismarck.
O microempresário Wellington Gutemberg Pinheiro de Oliveira morreu em Marabá depois de ser baleado (Foto: Reprodução/TV Liberal)O microempresário Wellington Gutemberg Pinheiro de Oliveira morreu em Marabá depois de ser baleado (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Com arma em punho, o policial pediu que o rapaz se retirasse do cyber café. Fora da loja, ainda segundo testemunhas, o delegado disparou três tiros. Dois acertaram a vítima: um no abdômen e outro na perna. Wellington, de acordo com a família, foi baleado por volta de 11h30 da manhã, mas só foi atendido duas horas depois em um hospital de Marabá, onde há o registro da entrada do paciente.
A explicação que a família da vítima recebeu na Superintendência de Polícia Civil de Marabá foi de que o delegado Francisco Bismarck participava de uma operação de combate ao tráfico de drogas na cidade e que Wellington era um elemento suspeito. A informação dada pelos policiais não convenceu e revoltou os pais do jovem. “Meu filho era trabalhador”, disse Sônia Maria Pinheiro de Oliveira, que é cabo da Polícia Militar.
Em Belém, onde o corpo de Wellington foi velado e sepultado, o clima entre os familiares e amigos era de consternação, tristeza e dor. “Deram uma descrição para ele (delegado) de um cara (traficante) alto, moreno e forte”, disse João Carlos Feio, pai adotivo de Wellington, ao falar que o delegado confundiu o filho com um suposto traficante que tinha as mesmas características da vítima.
Familiares levando o caixão com o corpo de Wellington Gutemberg para um cemitério em Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)Familiares levando o caixão com o corpo de Wellington Gutemberg para um cemitério em Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)
RevoltaO que mais intrigou a família do jovem baleado pelo delegado foi a forma como o policial abordou o rapaz. Segundo o pai, o delegado não teria pedido a identificação do filho. Wellington estava com vários documentos na carteira, que, aliás, foi perfurada pela bala que atingiu a perna do rapaz. Outro ponto intrigante foi o traje do delegado. Segundo a família, ele estaria vestindo um colete de mototaxista e não se identificou como policial.
Além do mais, o policial estaria com uma arma em punho, o que, para a família, pode ter levado a vítima a esboçar uma reação, temendo se tratar de um assalto. Para o pai, Wellington nem teve tempo de correr. Foi alvejado ali mesmo, em frente o loja onde ia passar um e-mail de negócios para Belém. “Disseram que (a operação) investigava o tráfico de drogas”, disse Carlos Feio. “Mas os suspeitos que foram presos já estão todos soltos e o meu filho está morto”.
Feio disse ainda que o superintendente da Polícia Civil de Marabá, Adalberto Oliveira, nem sabia da operação do delegado Bismarck. “Em operação, não se atua sozinho”, disse a mãe da vítima, ao afirmar que o delegado não estava acompanhado de outros policiais quando acertou o filho. “Isso não vai ficar impune. Quero que ele (delegado) pague pelo que fez”, desabafou o pai.
Sonhos
Wellington de Oliveira, de 22 anos, viveu a infância e parte da juventude no bairro de Canudos, em Belém. Há cinco anos, ele morava em Marabá, onde tinha uma pequena empresa de segurança. Filho de policiais militares, ele se preparava para voltar a capital para tentar ingressar na vida militar.
A esposa contou que o marido já estava se preparando para fazer o concurso para Polícia Militar que deve ocorreu ainda neste ano. Ele queria ser um oficial. “O sonho dele era ser policial”, disse Seci Veloso. “Sonho interrompido”.
ApoioNa manhã desta segunda-feira, depois de formalizar denúncia na Ouvidoria, a família de Wellington, com o apoio do Movimento pela Vida (Movida), que apoia familiares de vítimas mortas por policiais, vai à Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH) para pedir mais apoio. Os pais da vítima vão prestar depoimentos sobre o caso.
O secretário da SPDDH, Marcelo Costa, disse que, dependendo da situação, a entidade pode acompanhar o caso para não deixar que o crime fique impune. Há suspeita de que o delegado Francisco Bismarck não teria condições de exercer a função uma vez que foi reprovado no estágio probatório do cargo por seu superior. Mas, segundo Marcelo, a avaliação de Bismarck, que culminou na reprovação por seu superior, foi tornada sem efeito, e ele acabou permanecendo na função.
A Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado informou que aguarda registro oficial sobre o caso na Corregedoria da PC e, tão logo isso aconteça, irá acompanhar o desenrolar das investigações.

O delegado Bismark não quis falar com a imprensa sobre o assunto. Ele foi convocado a prestar depoimento nesta segunda-feira (21), na Corregedoria da Polícia Civil.
 Familiares do jovem empresário Wellington Gutemberg de Oliveira, morto a
Ao que parece o Delegado Francisco Bismarque Borges pegou a pessoas errada numa campana contra o tráfico de drogas. Mas pelos relatos no jornal ele executou a queima roupa o suposto traficante enganado.


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