Delegado da Polícia Metropolitana do Pará fica em xeque diante do exame de corpo de delito do torturado


Blog do Bordalo laudo franciney primeiro

Clique na imagem acima. É o laudo do exame de corpo de delito do advogado que teria sido torturado na seccional do Comércio por três PM’s e pelo recém-nomeado delegado da Polícia Metropolitana do Pará. (Blog da Perereca).
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Comentaristas dão seu recado no post Delegado com processo criminal por tortura assume Polícia Metropolitana do Pará . E do blog Perereca da Vizinha, leia detalhes da tortura (texto completo,logo depois do recado dos comentaristas).


O governo Jatene vai continuar fazendo de conta de que nada existe?
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Leia os comentários:

Anônimo disse…

 Deputado,
Com a nomeação desse delegado torturador, entendemos que Jatene deu a senha, para que outros agentes públicos, façam o mesmo ou seja torturem a vontade, que ganharaão um prêmio.

 ***
O culpado é o Secretário da Segurança, sou do PSDB mas não engulo este senhor acho que ele está enganando todos nós,e o que é pior enganando a população com falsas estatísticas. Já falei no Diretório sobre este Secretário, que acredito sinceramente que está fazendo a popularidade do Jatene cair pelas tabelas.
Será que ninguém enxerga?
 José Carlos de Abreu Toledo de Macedo

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 Anônimo disse…

 Deputado,
Acredito, que esse caso, tem que ser denunciado, a Secretaria de direitos humanos da presidência da Republica, a Ouvidoria do sistema de Segurança Pública, enfim, todas as entidades de Defesa dos direitos Humanos.
 ***
 Anônimo disse…
Deputado,
Será que o Deputado Edilson Moura, como presidente da comissão de Direitos Humanos, não vai fazer nada? É um absurdo.
***
E leia aqui, mais sobre o assunto, extraído do blog Perereca da Vizinha, da competente repórter e blogueira, Ana Célia Pinheiro, sob o título
 “Me deram bicuda, soco, pontapé, tudo o que você imaginar. Eu comecei a chorar”, diz advogado que teria sido torturado na Seccional do Comércio. No processo são acusados três PMs e o delegado Roberto Teixeira de Almeida, que comanda o policiamento da Região Metropolitana de Belém.

 O advogado Franciney Goes Cardoso afirmou, ontem, à Perereca da Vizinha que foi, sim, torturado dentro da Seccional do Comércio, em 1997, pelo delegado Roberto Teixeira de Almeida e pelos policiais militares Marcelo Chuvas Simonetti (na época tenente, hoje major), Ricardo da Silva Vaz Teixeira e Ricardo Nascimento da Trindade.

 “Ele (o delegado) me deu um soco na boca e eu me desequilibrei e caí da escada. Aí, quando eu estava caído lá embaixo, os PMs vieram pra cima de mim e me chutaram. Depois, eles me levaram pra uma pocilga imunda ( uma cela), para me torturar. Me deram bicuda, soco, pontapé, tudo o que você imaginar. Eu comecei a chorar”, contou.

 Roberto Teixeira de Almeida e os três PMs são réus no processo 0004029-80.2010.814.0401, que tramita na 4 Vara Criminal de Belém e tem audiência de instrução e julgamento marcada para o próximo dia 15 de fevereiro.

A acusação é de roubo e tortura.

Além de Franciney, figuram como vítimas os irmãos dele, Dener Francisco Góes Cardoso e Sandra Lúcia Góes Cardoso, e o psicólogo e advogado Marcelo Rodrigues Bastos.

 Apesar de o processo envolver acusação de tortura, Roberto Teixeira assumiu, anteontem, à Diretoria de Polícia Metropolitana (a portaria de nomeação dele para o cargo de diretor está publicada no Diário Oficial de hoje, 08).

 A Secretaria Estadual de Comunicação diz ignorar se o governador Simão Jatene tem conhecimento das acusações que pesam sobre o delegado.

Roberto Teixeira nega as acusações (Clique aqui para ler a reportagem anterior).

Outro acusado no processo, o major Marcelo Chuvas Simonetti, seria, hoje, o comandante do 21 Batalhão da Polícia Militar, em Marituba.

Hematomas de coturnos e laudo “guardado” no IML

Franciney garante que pediu a anexação ao processo do laudo do exame de corpo de delito, no qual teriam sido constatados hematomas causados por coturnos (botas usadas por militares), por todo o corpo dele: braços, peito, costas, pernas.

 E que, ainda em 1997, denunciou o caso às corregedorias das polícias civil e militar e ao Procurador Geral de Justiça. Mas, segundo ele, até para obter esse laudo do Instituto Médico Legal foi um parto: passaram-se seis meses e o documento só lhe teria sido entregue após a interferência de dois deputados.

 “Naquela época (1997), o diretor do IML era o doutor Malcher e ele era amigo do deputado estadual Haroldo Martins. E quando ele (Malcher) trouxe o laudo, ele disse que havia uma ordem da cúpula da polícia para que aquele laudo não fosse enviado à polícia. Isso, é claro, para que não chegasse à Justiça. Só consegui o documento porque procurei um deputado federal e pedi para que ele falasse com o Haroldo Martins”, relata.

 No Ministério Público, a denúncia também caminhou a passos lentos: o promotor que denunciou os policiais à Justiça, Franklin Lobato Prado, disse que o procedimento chegou às mãos dele apenas em 2010 – ou seja, 13 anos depois da denúncia de Franciney.

 “Eu recebi esse procedimento da Procuradoria Geral de Justiça em 2010 e fiz logo a denúncia. Se bem me lembro, levei apenas cinco dias para isso. Ao que parece, estava faltando um documento, mas eu telefonei ao advogado, ele juntou o documento e eu apresentei a denúncia”, contou o promotor.

Franklin Prado ressaltou que não pode falar sobre o que aconteceu antes de o procedimento chegar à mesa dele. Mas não descarta a possibilidade de que tenha sido “engavetado” na polícia.

 Ontem, a Perereca não conseguiu obter esclarecimentos do procurador geral de Justiça, Antonio Barletta, para que se saiba, afinal, onde o procedimento ficou parado – na polícia ou no Ministério Público.

A Assessoria de Comunicação do MPE disse que não conseguiu falar com Barletta, que tinha um compromisso externo.

Hoje, a informação foi a de que esse posicionamento oficial só sairá, possivelmente, na segunda-feira, devido à necessidade de levantar a tramitação processual.

“Só não matei esses bandidos depois porque tinha filhos pra criar”.

F

Franciney Goes Cardoso também negou que estivesse bêbado, naquela madrugada de 22 de novembro de 1997, quando teria sido torturado na Seccional do Comércio.

 “Não tenho o hábito da bebida e duvido que alguém já tenha me visto bêbado”, afirma.

Por telefone, ele deu a sua versão dos fatos.

Segundo seu relato, ele estava com a família num camarote que havia comprado para o Carnabelém, na avenida Doca de Souza Franco, quando retirou do pulso um relógio de ouro que ganhara de presente de um grupo de garimpeiros para os quais advogava.

O irmão, Dener, viu o relógio em cima da mesa, colocou no pulso e começou a brincar com ele. Franciney então lhe disse que levasse a jóia e a devolvesse só no dia seguinte. Mais tarde, o rapaz foi-se embora para casa, em companhia da irmã.

Pouco depois, porém, o advogado recebeu um telefonema dos irmãos dando conta de que haviam se metido numa confusão, num estacionamento, e que estavam presos na Seccional do Comércio.

E mais: que o relógio de ouro, que havia sido retirado do pulso de Dener para a colocação das algemas, estaria na posse do então tenente Chuvas Simonetti.

Franciney se dirigiu, então, à Seccional e foi falar com o delegado Roberto Teixeira. “Me identifiquei, mostrei-lhe a carteira de advogado, que ele (o delegado) meteu no bolso, o que não é correto. Disse a ele que os PMs estavam com o meu relógio. Aí, ele mandou que eu descesse e esperasse lá embaixo. Então, eu disse que ele me respeitasse e devolvesse a minha carteira. Aí, ele se virou e me deu um soco na boca”, relata.

 O soco teria feito com que perdesse o equilíbrio e caísse da escada. Depois, teria sido espancado a chutes pelos policiais militares e levado para uma cela, onde teria sido torturado.

A violência só teria cessado ao amanhecer, após a chegada de conselheiros da OAB e, especialmente, de repórteres dos jornais locais, acionados pela esposa dele.

“Por causa disso, passei um tempo desiludido, porque aquilo é um covil de bandidos que não têm respeito por ninguém. E só não matei esses bandidos depois, um por um, porque tinha filhos pra criar, tal o ódio que passei a nutrir por esses vagabundos”, recorda.

“Eu fui torturado. Tirem a foto, para que eles nunca mais façam isso a outra pessoa”

 O advogado nega ter agredido Roberto Teixeira com um soco, e a delegada Nilma de Almeida com um chute, como afirma o delegado.

Argumenta que seria até contra as leis da Física que, ao dar um soco no delegado, acabasse caindo da escada: “Se eu desse um soco nele, o que é que me faria cair da escada?

Quando se dá um soco em alguém, a tendência é que o corpo vá pra frente, não para trás”.

E prossegue: “Mas vamos supor que, contrariando todas as leis da Física, eu tivesse dado um soco nele e caído da escada: o que é, qual seria o móvel, que me levaria a chutar, e ainda no chão, uma pessoa que eu nem conhecia, e ainda por cima uma mulher? Entra na sua mente isso?”

Segundo ele, a delegada nem estava metida na confusão: “Ela estava dormindo numa sala e, quando foi de manhã, o delegado Fernando Flávio (hoje presidente da Adepol), resolveu fazer o flagrante contra mim e mandou chamá-la, para ser vítima também”.

 E comenta: “você imagina uma ficção dessas? Como é que um advogado criminal com dez anos de profissão, como eu tinha na época, não ia saber chegar numa delegacia? Como, mesmo a pessoa mais simples do mundo, vai acreditar numa coisa dessas?”

Ademais, observa, mesmo que estivesse bêbado e drogado, “nada disso justificaria o que passei. Se eu estivesse bêbado, ele (o delegado) deveria ter me prendido, me colocado numa cela especial e até chamado a imprensa, para mostrar o que a OAB estava permitindo que acontecesse – um advogado bêbado. Mas quem chamou a imprensa foi a minha esposa. Os repórteres, que eu conhecia, até me disseram: tire isso por menos, para o bem do senhor. Mas eu respondi: eu fui torturado. Tirem a foto, para que eles nunca mais façam isso a outra pessoa”.

 Franciney afirma que a Corregedoria de Polícia Civil abafou o caso e que, se a demora na tramitação da denúncia que fez ao MP tiver ocorrido dentro do próprio MP, é porque, certamente, “houve tráfico de influência”.

 Ele nunca recuperou seu relógio de ouro, que teria desaparecido nas mãos dos policiais.

Pelas provas que existiriam no processo, diz que “não tem como”o delegado e os três PMs não serem condenados. Mas, reflete, “nada disso retira as porradas que peguei e a tortura que sofri”.

“Eles não estão pagando esse crime pra mim, mas, para a sociedade. Isso o que eles fizeram comigo, tá sujeito fazerem com o filho de todo mundo. E ele (o delegado) para mim não é um cidadão: é um criminoso que ainda não pagou esse crime para a sociedade”, ressalta.

“Aqui dentro termina os teus direitos”, teria dito o delegado Roberto Teixeira ao advogado.

 “Não satisfeitos com a violência, ao colocarem o ofendido FRANCINEY dentro da cela, o Delegado acusado disse a citada vítima: “aqui dentro termina os teus direitos” (textuais). Aplicou outra surra no referido ofendido, espancando-o com chutes e socos por todo o corpo, juntamente com seus comandados e os PMs supracitados, causando-lhe intenso sofrimento físico e mental.

Após muitas agressões e humilhações, a vítima FRANCINEY alegou que tinha filhos para criar e pediu para que não o espancassem mais, razão pela qual finalmente pararam.

O ofendido já estava quase desfalecido. Colocava muito sangue pela boca e sujou toda a sua camisa”.

Os trechos acima foram retirados da denúncia do promotor Franklin Prado contra o delegado e os três PMs. A cópia dela (na verdade, o modelo que o promotor conseguiu localizar em seu computador) você lê clicando aqui.

 Há pouco, Franklin Prado também confirmou à Perereca que no laudo do exame de corpo de delito de Franciney constam hematomas que teriam sido provocados por coturnos.


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