Cuba é uma ditadura?

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Blog do Bordalo raulc

“Na tradição do liberalismo, base teórica da democracia ocidental, a identificação e a quantificação da democracia estão associadas ao grau de liberdade existente. Quanto mais direitos legais, mais democrático seria o sistema de governo. No fundo, democracia e liberdade seriam apenas denominações diferentes para o mesmo processo social.

Pouco importa que o exercício dessas liberdades seja arbitrado pelo poder econômico. As disputas eleitorais e a criação de veículos de comunicação, por exemplo, são determinadas em larga escala pelos recursos financeiros de que dispõem os distintos setores políticos e sociais.

No modelo democrático-liberal, afinal, os direitos formais permitem o acesso irrestrito das classes proprietárias ao poder de Estado, que podem usar amplamente sua riqueza para mercantilizar a política e seus instrumentos, especialmente a mídia. Basta acompanhar o noticiário político para se dar conta do caráter cada vez mais censitário da democracia representativa.

A revolução cubana ousou ter entre suas bandeiras a criação de outro tipo de modelo político, no qual a democracia é concebida essencialmente como participação popular. Ao longo de cinco décadas, mesmo com as dificuldades provocadas pelo bloqueio norte-americano, forjou uma rede de organismos que mobilizam parcelas expressivas de sua população.

A maioria dos cubanos participa de reuniões de células partidárias, do comitê de defesa da revolução de sua quadra, dos sindicatos de sua categoria, além de outras organizações sociais que fazem parte do mecanismo decisório da ilha. Não são somente eleitores que delegam a seus representantes a tarefa de legislar e governar, ainda que também votem para deputados – o regime cubano é uma forma de parlamentarismo. Esse tipo de participação talvez explique porque Cuba, mesmo enfrentando enormes privações, não seguiu o mesmo curso de seus antigos parceiros socialistas”

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Leia a íntegra do artigo Cuba é uma ditadura? de Breno Altman, jornalista e editor do portal Opera Mundi. Uma boa contribuição para os debates da nossa época.


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  1. Isso deputado, mostre a verdade ao povo, assim como faz a Ilha da Utopia com a sua gente.
    Viva o socialismo!

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  3. Acredito que com o nível de adesão popular do regime, a melhor saída seria a convocação de eleições, garantindo uma consagradora vitória do PCC e a legitimação da constituição e da economia socialista.

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  4. Quem ataca Cuba esquece que os emigrados de Miami eram os antigos mafiosos muito bem retratados no filme O Poderoso Chefão. São esses caras que os "democratas" de plantão querem ver de volta ao poder? Porque é isso que os americanos querem.

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  5. Tô com Fidel: "não existem presos políticos em Cuba, existem contra-revolucionários a serviço do colonialismo e da máfia exilada em Miami".
    Agora tão com esse papo de que tem tortura em Cuba. Isso nem a Anistia Internacional ousou falar.

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  6. Bordalo, sem seu blog, teríamos a ditadura do pensamento único na blogesfera parauara.

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  7. Cuba é uma ditadura ?
    Bordalo, é sim, das piores sem direitos nem liberdades individuais.
    É uma ditadura sanguinária e violenta.
    É um lugar de miséria e de falta de esperança.
    Um lugar onde não se sonha, não se projeta e onde o futuro só será possível com o fim dos irmãos Castro.
    Esse papo de que "os cubanos tem representação via sindicatos, partido e blá blá blá" é só isso, blá blá blá, conversa pra boi dormir.
    Esse papo de que "A revolução cubana ousou ter entre suas bandeiras a criação de outro tipo de modelo político, no qual a democracia é concebida essencialmente como participação popular" , me faz querer saber, que participação popular ?
    É mais ou menos assim, se você faz parte dos 5% que conseguem estar no partido, maravilha, se não, cala-te ou morre.
    Votei em Lula a minha vida toda, mas esse negócio dele se negar a receber o cubano que morreu é um absurdo. Esse negócio de levar ao céu Fidel é outro absurdo.
    Lula e a esquerda brasileira adoram Cuba e os Castro. Só eles.
    Lá o ódio aos irmãos é enorme, é a maioria.
    Eles tiveram sim o apoio de população a 52 anos para tirar do poder um ladrão, mas não disseram que iriam colocar no lugar uma ditadura, e de lá pra cá esse apoio da população acabou, hoje se não se tem revolta contra o regime é por conta do medo, pessoas são mortas, somem, famílias são dilaceradas, tudo para manter o poder dos Castro.
    Lá ninguém pode ir a uma Asembléia, a uma praça, a um canal de televisão discordar do Governo. Sequer discordar.
    Vá ser contra o partido pra ver o que te acontece.
    Mas dirão que em Cuba tem educação, tem saúde. Tem.
    Você consegue ser pobre e se tornar médico se tiver boas notas, gratuitamente. Mas aí você vai ganhar igual a um atendente de supermercado.
    Então, ser médico só vale por ideal, não como possibilidade de ascensão social.
    Na saúde se tem hospitais pra tudo, com tecnologia de 52 anos atrás.
    E só.
    Nada mais se tem em Cuba. Além do belo mar, é claro.
    Mas não se vive só de mar…
    Lá o povo não elege, lá o povo não escolhe, lá não se tem judiciário nem imprensa.
    Lá sequer o povo tem o direito de errar escolhendo errado seus representantes.
    Lá mandam em sua vida, no que você deve comer, dizem onde pode e não ir, o que se pode e não apoiar, o que é permitido ou não, o que se pode ou não comprar.
    Cuba é uma ditadura com D maiúsculo, onde uma parcela mínima da população ligada ao regime e ao partido tem privilégios e a massa sofre a mais brutal e violenta forma de humilhar um ser humano, impedir que ele sonhe, cresça, evolua, procure realizar seus desejos, seus anseios.
    Os Castro castram.
    E vão continuar assim enquanto vivos.
    Mas os dinossauros morrem amigo.
    Um dia.

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Notícias sobre a atuação parlamentar do Deputado Estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará.

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Contato comunicação: bordalo13@gmail.com
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