CPI do Tráfico Humano – investigação prossegue firme

Blog do Bordalo
No dia 13/07, novos depoimentos foram prestados, durante Oitiva da CPI do Tráfico Humano, na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). 
A empresária Paulista Daiane Flávia Silva e o presidente Antônio Sérgio Araújo (Sérgio Ventania), proprietário do Clube Vila Rica  foram ouvidos durante audiências públicas. A delegada Vanessa Pinto Araújo, titular da delegacia de Bragança, prestou depoimento em sigilo.
Daiane Flávia possui a guarda provisória de seis garotos paraenses, que em ocasião anterior foram apreendidos pelo Conselho Tutelar de Praia Grande (SP),  em situação irregular e vivendo em condições insalubres em uma casa deste município localizado na baixada santista. 
Daiane explicou que no momento em que o Conselho Tutelar foi à casa, estava tendo reforma da parte elétrica,  “então não estava tudo organizadinho,  tudo arrumado”. Disse ainda que “os meninos são bem alimentados”. Ela esteve acompanhada do advogado Luiz Ursini.
Um dos problemas identificados no caso de Daiane é que ela só regularizou a situação dos meninos em maio, dois meses depois deles terem sido entregues pelos pais para a responsabilidade dela. No depoimento,  Daiane também informou que é proprietária de uma empresa de segurança patrimonial. E que apenas quatro garotos continuam na casa em Praia Grande, sendo que neste mês estão passando as férias com seus pais.
Os garotos treinam na Portuguesa Santista em Santos,  com idades entre 14 e 16 anos, estão estudando e sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar e pelo Ministério Público e continuam morando em Praia Grande, com um adulto pago por Daiane Silva, para dar suporte a eles.
Ainda acredito que existem evidências sobre irregularidades no trabalho dos agenciadores, o que pode ser identificado na ausência de documentação exigida para levar os adolescentes para outro Estado e na falta de garantias que ele terá para se manter em uma cidade longe de sua residência. 
Queremos descobrir se há fatos mais graves, como a ocorrência de tráfico humano, envolvendo trabalho irregular e se estes adolescentes foram iludidos com a falsa promessa e se são submetidos a condições inadequadas de permanência. E mais: se são obrigados a fazer pagamentos aos olheiros sem que isso tenha sido acertado com os familiares. 

Vamos continuar nossas investigações, colhendo depoimentos até fechar todo o processo e conseguir acabar com a rede de tráfico humano. Aguardem as novas audiências públicas.


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