CPI do Tráfico Humano constata a fragilidade do Estado no Marajó

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Começaram hoje os trabalhos da CPI do Tráfico Humano da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) no Marajó, mais precisamente em Breves, na Câmara Municipal, local que acontecem as audiências públicas neste primeiro dia de atividade.

Na audiência pública de hoje, a CPI recebeu relatos da Irmã Rita Raboim da Congregação de Notre Dame. Ela citou fatos muito preocupantes em acerca do tráfico humano, em especial sobre o caso de uma moça que foi assassinada em Caiena. A origem do aliciamento da citada moça é Breves, Marajó.

Também foi ouvida a delegada Vanessa, da Delegacia da Mulher, que relatou as dificuldades porque passa a polícia local em relação à falta de pessoal para proceder as investigações. Hoje à tarde prosseguem os depoimentos das vítimas e amanhã, a CPI vai a Curralinho, na Colônia de Pescadores.

A CPI do Tráfico Humano investiga denúncias de tráfico humano nestes municípios e também em Portel. Já começaram a ser ouvidas vítimas, testemunhas e acusados de envolvimento com o tráfico de mulheres, jovens e adolescentes para exploração sexual no Brasil e no exterior.

Atuação da CPI – Desde o início dos trabalhos, a CPI do Tráfico Humano ouviu 66 pessoas, dentre elas a adolescente que teria sido vítima de abuso sexual dentro da penitenciária Heleno Fragoso.

O tráfico humano movimenta atualmente mais de US$ 12 bilhões por ano, segundo dados da ONU. A atividade compete apenas com o tráfico de armas. É comprovadamente a segunda prática criminosa mais lucrativa do mundo.

Em 2008, cerca de 500 mil pessoas foram vítimas do tráfico humano na Europa. Desse total, 75 mil eram brasileiras. Na maioria dos casos são jovens e mulheres, afrodescendentes com baixa escolaridade e desempregados, que são atraídos por promessas de bons empregos e uma vida melhor. Sem passaportes, lá são escravizados para atividades sexuais ou econômicas.

A região amazônica também se insere neste mercado mundial, e é uma das que mais fornece vítimas para essas redes criminosas. Estima-se que 500 mil crianças são vítimas de tráfico para fins de exploração sexual no mundo inteiro.


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