Consórcio construtor de Belo Monte deve explicações sobre caso das escravas sexuais traficadas. A boate está na área da usina!

Conforme aunciei no twitter e confirmei no blog, na sessão de terça-feira próxima da ALEPA – Assembleia Legislativa do
Pará, apresentarei requerimento para diligência à obra de Belo Monte por
deputados e deputadas e posterior tomada de providências.

Diante da informação, dois leitores comentam no post O
caso das escravas sexuais traficadas do sul do país para Belo Monte põe
em xeque o controle governamental da obra. Proporei imediata diligência
à obra.




Os comentários:

  • Parabéns, deputado pela AÇÃO, já ! Afinal, se arapongas requisitados
    faziam, disse faziam, estatísticas na SSP/PA que de nada serviam, na
    prática, agora pelo menos teremos ação prática em busca de resultados a
    serem cobrados do Executivo.  
  • Deputado, precisamos fazer o controle social dessas obras,
    sabemos o quanto os grandes projetos são importantes para o
    desenvolvimento do País, mas é necessário que este desenvolvimento
    estrutural venha acompanhado de direitos humanos, de respeitos aos povos
    que residem nos locais dessas grandes obras. Soube que o delegado
    responsável ainda está verificando se o caso pode ser enquadrado como
    tráfico de pessoas, será que ainda vai se tentar buscar outra
    justificativa para se manter estas mulheres nesta boate? #DiligênciaJá



E como disse em meu twitter, o consórcio construtor de Belo Monte deve explicações nesse caso das escravas sexuais traficadas. Afinal, como disse a conselheira tutelar Lucenilda Lima, “para chegar à boate foi preciso atravessar o canteiro de Pimental, um dos principais da usina. “Foi uma burocracia na entrada para a gente conseguir passar. E lá mesmo toda hora passavam os carros e tratores de Belo Monte, então eu considero que a boate está na área da usina”.


Sobre a situação das mulheres na boate, a adolescente que se abrigou no Conselho Tutelar diz:
“Eles ligavam o ar condicionado só por uma hora. A gente tinha que trabalhar 24 horas por dia; quando tinha cliente, tinha que atender. De comida, tinha almoço e janta. Se você estava trabalhando na hora do almoço, tinha que esperar a janta. Se desse muita fome, a gente tinha que comprar um lanche. O gerente da boate dizia que a gente só poderia sair depois de pagar todas as dívidas, e que nem adiantava reclamar porque ninguém ia nos ajudar, ele era amigo da justiça e nunca ninguém ia fazer nada contra ele. Mas ele disse que se a gente falasse, eles iam atrás dos nossos filhos e parentes lá no Sul.” 


A Polícia Civil do Pará teria encontrado outro prostíbulo nas mesmas condições com mulheres escravizadas nas imediações de Belo Monte.

Por sinal, indago à Polícia: por que ainda nao prenderam o Sr. Adão Rodrigues, dono do prostíbulo, que afirma ao jornal Diário do Pará que está em casa?

Por fim, destaco ainda no noticiário do Amazônia Jornal:

Polícia Federal enfrenta dificuldades para investigar o crime

A Polícia Federal tem doze investigações em andamento no Pará relacionadas ao tráfico internacional de pessoas. A informação é do delegado da Polícia Federal Uálame Machado. Ele acrescenta que destas investigações, dez são de tráfico no Suriname e duas de tráfico para a Europa. Segundo o delegado, as pessoas traficadas no Pará e em outros estados do País são mulheres que moram na periferia, têm de 18 a 25 anos, estão desempregadas e têm baixo grau de escolaridade.

“O sul do Pará, a periferia da Região Metropolitana de Belém e a ilha do Marajó são os locais escolhidos pelos traficantes para conseguir as pessoas. Eles levam as meninas ou os travestis para o Suriname. É o que a polícia tem verificado e investigado nos últimos anos”, disse.
Ele acrescenta que a polícia encontra dificuldades quando começa a investigar o crime de tráfico humano. “Há dois tipos de vítima: a que sabe que vai se prostituir e a que não sabe. Quando vão tirar passaporte, elas sempre dizem que estão indo para os locais para trabalhar como garçonete. Quando a família faz a denúncia, querem apenas que a pessoa traficada retorne e esquecem que podem ajudar a desarticular uma rede de tráfico humano. Quando a pessoa traficada retorna, ela não vem na polícia contar o que viveu, o que passou lá, onde ficava a boate”, disse o delegado.
Ele ainda alerta para a ação desses aliciadores. “Se a pessoa oferecer emprego fácil e um dinheiro alto para você trabalhar em outro país, desconfie”.

As pessoas podem fazer denúncias de tráfico humano pelos telefones 194 (Polícia Federal) e 181 (Polícia Civil).


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