Bordalo solicita celeridade no caso de Fernando Araújo, testemunha do massacre de Pau D’arco

Sobrevivente da chacina de trabalhadores rurais, Fernando estava no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas
Foto/Divulgação: Ozeas Santos

Na última quarta-feira (03) o Deputado Bordalo, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Pará-Alepa, protocolou moção nº 1/2021 solicitando à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social – SEGUP e aos demais Órgãos de Segurança do Estado celeridade nas investigações do assassinato de uma testemunha elementar do processo criminal de Pau D’arco.

Leia Mais: NOTA PRESIDENTE DA CDHeDC-ALEPA – CASO PAU D’ARCO

Fernando dos Santos Araújo foi assassinado a tiros, aos 39 anos, na noite de 26 de janeiro deste ano no lote em que morava. Era militante da Comissão Pastoral da Terra(CPT), Trabalhador rural, sem-terra e homossexual. Estava no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas, tendo saído da região por algum tempo. Optou por retornar à sua localidade, na esperança de conseguir um lote de reforma agrária com a criação do assentamento para as dezenas de famílias do Acampamento Jane Júlia.

VIOLÊNCIA NO CAMPO

A ‘Chacina de Pau D’arco’, como ficou conhecida, ocorreu em 24 de maio de 2017, onde dez trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados, na fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’arco no sul do Pará.Vinte e nove policiais civis e militares foram até a propriedade rural para cumprir ação judicial de mandados de prisão preventiva dos acampados que estavam nas dependências da fazenda.

Na versão dos policiais eles teriam sido recebidos a balas pelos suspeitos e revidaram, mas somente após a troca de tiros eles verificaram a morte de 10 trabalhadores na área. Embora o depoimento relate a agressão, nenhum policial ficou ferido e uma grande quantidade de armas teria sido apreendida no local.

Em contrapartida, os sobreviventes do massacre relataram como se deram as execuções praticadas pela polícia, nos depoimentos há uma riqueza de detalhes de xingamentos, risadas por parte da polícia, agressões físicas, entre outras violências. Os sobreviventes ainda relataram que não houve qualquer reação por parte dos trabalhadores rurais.

O massacre de Pau D’arco se configura como um dos mais violentos da Amazônia e é a segunda maior chacina em 20 anos desde Eldorado dos Carajás.


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