Bancos ignoram a lei e o consumidor

Sem categoria
Demora nas filas de atendimento, falta
de banheiros e a indisponibilidade de água para os clientes são as
principais reclamações de quem é obrigado a frequentar as agências
bancárias da capital paraense.



Evandro Mesquita trabalha no setor de
finanças de uma grande empresa. Ele precisa estar constantemente em
agências bancárias para fazer procedimentos como pagamentos, depósitos e
regularização de contas de funcionários, mas reclama dos serviços. “Eu
estou praticamente toda semana nos bancos. E o atendimento vai de mal a
pior. As filas de espera não respeitam os consumidores. Não se acha
cadeira pra todos e no final e início de mês piora”, lamenta.



Em alguns dias durante o mês de maio, a
reportagem do DIÁRIO percorreu algumas agências bancárias da cidade e
constatou que os requisitos exigidos pela Lei não são atendidos pelas
instituições financeiras.



Na agência do Banco do Brasil,
localizada na avenida Presidente Vargas, bairro do comércio, a fila de
espera ultrapassa o tempo exigido pela Lei Municipal n° 9.005 de 2013, a
qual prevê o prazo de 20 minutos para o atendimento de serviços
bancários.



A professora aposentada Maria
Corintiana Sobral, 72 , disse que sempre vai à agência acompanhada de
alguns dos seus filhos para receber, como medida de segurança.



Ela já frequenta o banco há mais de 10
anos, e disse que se recorda de muitas filas que enfrentou para entrar
no banco. “Sempre chego cedo, mas não evita de eu pegar longas filas.
Agora o atendimento está melhor. Mas, me lembro de quando não tinha
nenhuma cadeira para sentar. Hoje, apesar de eles disponibilizarem, a
maior parte dos clientes fica em pé nas filas”, conta a aposentada.



A auxiliar administrativa, Rita Perez,
também procurou a agência na manhã do dia 21. Ela teve que recorrer ao
banco, pois foi assaltada e estava sem cartão de saque. “Estou de folga
hoje, e por isso vim sacar o resto do dinheiro que está na minha
conta. Não tem como passar pouco tempo em um banco nos dias de hoje.
Eles fazem de tudo para dificultar a vida das pessoas. Eu era
correntista da agência de São Brás, mas era um tormento. Perdia muito
tempo para resolver problemas. Aqui encontramos cadeiras, mas são
poucas em relação ao número de pessoas. Sempre fico em pé na fila, até
porque, há muitos idosos que não devem ficar em filas” descreve Rita.



MUITA BUROCRACIA



Ainda na agência do Banco do Brasil,
foi constatada muita burocracia que obriga os cidadãos a ter que pegar
longas fila. A vendedora de uma loja de departamento, Isabella Borges,
estava na frente da instituição revoltada com o atendimento. “Eu só vim
aqui rápido para pedir uma informação às atendentes. Queria saber
quais são os documentos necessários para abrir uma conta no banco.
Falei com o guarda e, disse a ele, que não ia fazer procedimentos e sim
pegar uma informação. Mas, ele falou que eu teria que entrar na fila
de senhas, apenas para ir ao lado da atendente e fazer uma pergunta”,
esclarece.



É UM MARTÍRIO…



Na agência bancária do Itaú, localizada
na avenida José Bonifácio, bairro de São Brás, a situação das filas de
espera e a falta de cadeiras também é a mesma.



Edinalva Dantas reclamava da demora do
atendimento e da falta de boa vontade dos funcionários para atender.
“Estou há algum tempo na fila de espera. Cheguei aqui e só havia dois
atendentes. Fui reclamar e veio um gerente que ainda ficou com raiva.
Minha mãe tem 82 anos, e paralelamente, ela está na fila de prioridade,
mas também está esperando o mesmo tempo que eu estou aqui”,
argumentou.



Edinalva é cliente da instituição há
oito anos e diz que sempre o banco tratou seus clientes da mesma forma.
“Minha mãe vem receber aqui. Não tem cadeira para todos os idosos e
muitos têm que ficar em pé”, disse.



Na agência, também não foram
encontradas cadeiras para os clientes que estão esperando pelos caixas
de depósito, saque, pagamentos e outros serviços como desbloqueio de
cartão de saque e crédito, em casos de perda ou roubo.



Demora nas filas de atendimento, falta
de banheiros e a indisponibilidade de água para os clientes são as
principais reclamações de quem é obrigado a frequentar as agências
bancárias da capital paraense.



Evandro Mesquita trabalha no setor de
finanças de uma grande empresa. Ele precisa estar constantemente em
agências bancárias para fazer procedimentos como pagamentos, depósitos e
regularização de contas de funcionários, mas reclama dos serviços. “Eu
estou praticamente toda semana nos bancos. E o atendimento vai de mal a
pior. As filas de espera não respeitam os consumidores. Não se acha
cadeira pra todos e no final e início de mês piora”, lamenta.



Em alguns dias durante o mês de maio, a
reportagem do DIÁRIO percorreu algumas agências bancárias da cidade e
constatou que os requisitos exigidos pela Lei não são atendidos pelas
instituições financeiras.



Na agência do Banco do Brasil,
localizada na avenida Presidente Vargas, bairro do comércio, a fila de
espera ultrapassa o tempo exigido pela Lei Municipal n° 9.005 de 2013, a
qual prevê o prazo de 20 minutos para o atendimento de serviços
bancários.



A professora aposentada Maria Corintiana
Sobral, 72 , disse que sempre vai à agência acompanhada de alguns dos
seus filhos para receber, como medida de segurança.



Ela já frequenta o banco há mais de 10
anos, e disse que se recorda de muitas filas que enfrentou para entrar
no banco. “Sempre chego cedo, mas não evita de eu pegar longas filas.
Agora o atendimento está melhor. Mas, me lembro de quando não tinha
nenhuma cadeira para sentar. Hoje, apesar de eles disponibilizarem, a
maior parte dos clientes fica em pé nas filas”, conta a aposentada.



A auxiliar administrativa, Rita Perez,
também procurou a agência na manhã do dia 21. Ela teve que recorrer ao
banco, pois foi assaltada e estava sem cartão de saque. “Estou de folga
hoje, e por isso vim sacar o resto do dinheiro que está na minha conta.
Não tem como passar pouco tempo em um banco nos dias de hoje. Eles
fazem de tudo para dificultar a vida das pessoas. Eu era correntista da
agência de São Brás, mas era um tormento. Perdia muito tempo para
resolver problemas. Aqui encontramos cadeiras, mas são poucas em relação
ao número de pessoas. Sempre fico em pé na fila, até porque, há muitos
idosos que não devem ficar em filas” descreve Rita.
RESPOSTAS
Em resposta, a assessoria do banco Itaú
Unibanco disse que “o bem-estar de colaboradores e clientes é uma
preocupação constante. Por isso, trabalhamos para que as agências
estejam sempre em perfeitas condições de atendimento. O banco estuda a
adequação à legislação municipal”.



Já a assessoria do Banco Bradesco, se limitou a dizer, que “o banco vai apurar o fato para tomar as providências necessárias”.



A reportagem entrou em contato com a assessoria do Banco do Brasil, mas até o fechamento da edição, não obtivemos resposta.



ONDE RECLAMAR



As pessoas que quiserem fazer alguma
denúncia devem procurar o site do Procon, ou ligar para 151 e ir até a
instituição. Vale ressaltar que nem a prefeitura, através da Secon, e
nem o Procon oficializam as denúncias sem a pessoa ir até o órgão e
abrir um processo para procedimentos.



(Diário do Pará)

Curtiu? Compartilhe com os amigos!

Posts Relacionados

Deixe uma resposta

Notícias sobre a atuação parlamentar do Deputado Estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará.

Email: dep.bordalo@alepa.gov.pa
Contato comunicação: bordalo13@gmail.com
Whatsapp: (91) 99319 8959

Gabinete: Assembleia Legislativa do Estado do Pará – Rua do Aveiro,130 – Praça Dom Pedro II, Cidade Velha – 66020-070 3° andar
Fone: 55 91 3182 8419 (ramal: 4368)

Copyright © 2019 Deputado Bordalo. Todos os Direitos Reservados.