Zé Cláudio; audiência e julgamento em Marabá. É preciso responsabilizar judicialmente os gestores do estado!

Na terça-feira, dia 2, participei em Marabá da Audiência Pública  dos movimentos sociais, CUT, Fetagri, Anistia Internacional, dentre outros. Participei como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Alepa – Assembleia Legislativa do Pará. O que mais ouvi  nas falas dos companheiros e companheiras que vivenciam a criminalidade no campo é “IMPUNIDADE”.Apenas 6 acusados condenados pelos crimes no campo estão cumprindo pena. A impunidade alimenta a violência. Sugeri que se comece a responsabilizar judicialmente os gestores do estado.


Na audiência, presentes a Comissão Pastoral da Terra – CPT, Mov Humanos Direitos (representado pelo ator Osmar Prado), Anistia Internacional, CUT.Pa, através da minha companheira e jornalista Vera Paoloni, familiares da Maria e Zé Cláudio, Fetagri, MST, dentre outros.

Já na quarta-feira, dia 3, participei da parte inicial do julgamento dos três assassinos do casal de extrativistas e ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva. 


Foram ouvidas as 16 testemunhas e os três réus.A sentença deve sair hoje.

A Secretaria de Direitos Humanos, comandada pela ministra Maria do Rosário, disse esperar que “os jurados tenham a sensibilidade e a firmeza em defender os direitos humanos e tornar esse caso um exemplo na consolidação da Justiça e um marco na proteção dos defensores de direitos humanos”.
Ainda de acordo com o texto, a secretaria diz que se manterá atenta no combate à violação dos direitos humanos de pessoas “que lutam por causas justas”.“Que os assassinos sejam punidos com rigor, evitando a perpetuação da impunidade no país”, diz a nota.
“Mais do que isso, cuidaremos para que o debate em torno da reforma agrária no país seja construído dentro dos limites de civilidade, em busca de um país mais paritário para todos os brasileiros e brasileiras”, diz a nota.
Crime
José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram mortos no dia 24 de maio de 2011. Eles estavam em uma moto na zona rural de Nova Ipixuna quando foram abordados pelos assassinos, que atingiram o casal com disparos de uma cartucheira após eles passarem por uma ponte. José Cláudio teve uma das orelhas cortadas quando ainda estava vivo.
Os peritos localizaram uma máscara de mergulho na cena do crime, que teria sido usada pelos assassinos, sendo que na casa do acusado José Rodrigues foi encontrado equipamento de mergulho.
Segundo o juiz Murilo Lemos Simão, a investigação descartou a participação de fazendeiros e madeireiros no crime. As vítimas teriam recebido ameaças de José Rodrigues por conta da ocupação da área. O pronunciamento do juiz, publicado em 5 de março de 2013, aponta que o José Rodrigues teria comprado dois lotes em Nova Ipixuna, sendo que um deles era ocupado por pessoas apoiadas pelas vítimas – isto teria motivado o acusado a planejar o assassinato do casal.
Participei da audiência Pública dos movimentos sociais em Marabá

Fórum de Marabá, no 1º dia do julgamento

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Notícias sobre a atuação parlamentar do Deputado Estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará.

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