Artigo: A deseducação com o fim do SOME no Pará

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Por Carlos Bordalo
Com a colaboração dos professores Arleia Jeorgia e Vinicio Nascimento (*)

O Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME,
faz parte do Sistema Educacional do Pará desde 1980 e hoje, através da lei
estadual 7806/14 (LEI DO SOME), funciona como Política Pública Educacional do
Estado. Para se ter uma ideia de seu crescimento, em 2013 o SOME já atendia a
98 municípios, 413 comunidades, 38.134 estudantes e possuía em seu quadro
docente 1.123 professores.

Atualmente, temos em nossa
conjuntura estadual do SOME grandes deficiências devido ao não comprimento da
lei 7806/14 por parte da SEDUC, comprometendo assim as estruturas pedagógicas,
as condições de trabalho docente, incluindo a falta de segurança nas escolas.

O governo, apesar de ter aprovado
a Lei Específica do SOME, não investe em melhoria, quando não promove concurso
público para suprir as demandas docentes ao longo do Estado, provocando assim uma
falsa reposição de aulas de diversas disciplinas, deixando o ensino de nossos
alunos do campo, das águas, florestas e aldeias indígenas, com uma deficiência
perniciosa.

Além disso, o governo não
constrói escolas no Estado ou deixa de recuperar as existentes, o que faz com
que as escolas municipais fiquem superlotadas e sem espaço para que os alunos
do Ensino Médio Modular tenham um espaço digno para bem aproveitar as aulas que
ali são ofertadas.

Alunos e professores ficam à
mercê da violência e de salas de aula superlotadas nas escolas e muitas vezes
espaços sem as mínimas condições da prática educacional.

Não satisfeito com esse
cenário de caos na educação paraense, e especificamente no SOME, o governo
atual do Pará ainda quer reduzir pela metade o número de comunidades que o
sistema modular atende neste estado, segundo o coordenador do SOME/SEDUC, André
Malato, na última reunião com um grupo de professores no dia 17 de fevereiro de
2016.

O governo pretende inserir
novos projetos, como MUNDIAR E SEI (Sistema de Ensino Interativo), que são do
setor privado e tem como objetivos substituir paulatinamente esta modalidade de
ensino público para alunos do campo, da floresta, da água, povos tradicionais,
assentados e indígenas.

O projeto piloto do SEI
iniciaria pelas regiões do Baixo Tocantins, das Ilhas e região Bragantina. Pelo
projeto, ao invés dos alunos terem aulas presenciais com professores de
TODAS as disciplinas que compõem a
grade curricular da base comum, como é o real direito dos alunos desse Estado,
o governo Jatene quer impor ao nosso alunado assistir “aulas” com a presença de
um professor Unidocente (Multidisciplinar) para orientar as vídeo-aulas, que
serão repassadas através de uma televisão ao longo do período de 4h diárias.


Se com um corpo docente
decente o Ensino no SOME já tem suas dificuldades, e nosso alunado já é
prejudicado por esses fatores, imaginem com apenas um docente e uma televisão o
que acontecerá com o futuro do Ensino Médio no campo, o que acontecerá com o
aprendizado dos mais de 38 mil alunos existentes no SOME?

(*)Professora Arleia Jeorgea e professor Vinicio Nascimento compõem a Coordenação Estadual do SINTEPP

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  1. Isto e uma vergonha sem precendentes.contra essa fsccao facists;vitoria na guerra.

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  2. É um absurdo que projetos como esses não possam ganhar amplitude, em um país com uma enorme carência educacional. Sou professora, trabalhei anos em escolas privadas e agora, quero dedicar-me a projetos para alunos carentes. Caso estejam precisando, contem com minha ajuda! Ednelva Coelho 981157697

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