Advgado desmente Mário Couto: o que havia naquele uísque?

O advogado Paulo Hermógenes desmentiu o senador Mário Couto: disse que nunca foi procurado pelo juiz Elder Lisboa Ferreira e que não manteve com o mesmo qualquer contato para pedir propina de R$ 400 mil ao senador.

Ora, como indaguei em meu twitter: diante do desmentido do advogado, o que será que o Mário Couto põe no uísque que serve aos convidados? O que continha esse estranho uísque bebido pelo senador antes dos comícios em que se enrolava na bandeira, mostrava imagens de santo…

Confira a reportagem no diarionline:

O advogado Paulo Hermógenes Guimarães negou ontem, enfaticamente, durante depoimento prestado ao promotor de Justiça Nelson Medrado, que tenha sido procurado pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Belém, Elder Lisboa Ferreira, ou com ele mantido qualquer contato, para pedir propina de R$ 400 mil ao senador Mário Couto (PSDB) em troca de suposta exclusão do político tucano do processo que apura fraudes superiores a R$ 120 milhões envolvendo diretores e servidores da Assembleia Legislativa (AL). 
Em entrevista a um jornal local, o senador disse ter gravado a conversa com o advogado e que, baseado nas declarações dele, iria pedir o afastamento do juiz do processo da Assembleia, o que até agora não fez. 
Ao desmentir o senador, Hermógenes afirmou também que nunca tentou extorquir Couto “em seu nome ou a mando de terceiros nem tampouco obter vantagem ilícita ou de qualquer espécie”. Durante todo o depoimento no Ministério Público, ele estava acompanhado de seu advogado, Alex Andrey Lourenço Soares. Relatou que conhece Couto há muitos anos, desde os anos 90 e com ele mantém relações políticas a ponto de sua família, que é de Muaná, já ter recebido apoio e também apoiar o senador. Couto visitava seus familiares que retribuíam, apoiando-o nas eleições no Marajó. Na eleição para o Senado, o apoio também não faltou.
Sobre os encontros que ambos mantiveram nos últimos cinco meses, lembrou que o primeiro foi na residência do senador, a convite do próprio Couto, em Cuiarana, no município de Salinópolis, em junho. O tema era a eleição para prefeito e vereador. Nesse encontro, que teria durado horas, segundo relata, ele consumiu “várias doses de uísque“ servidas pelo senador. Na ocasião, depois de falarem sobre política em geral, o advogado pediu o apoio de Couto para a campanha de seu irmão em Muaná, tendo o senador autorizado informalmente o uso de seu nome e sua imagem na campanha do irmão do advogado, candidato a prefeito. 
A certa altura, Couto teria confidenciado que seria candidato a reeleição ao Senado em 2014 e que estava enfrentando alguns problemas judiciais em decorrência de investigações de sua gestão como presidente da AL, tendo dito ainda que sua gestão foi igual à muitas outras havidas naquela casa legislativa, e que se sentia perseguido porque tinham investigado a sua gestão. Mas que iria resolver todos os problemas e estaria apto a concorrer novamente ao senado. 
A partir daí, Couto começou a falar do seu processo, mas Hermógenes diz não lembrar, “devido ao tempo decorrido e ao uísque ingerido, se chegou a tecer algum comentário sobre esse assunto”.
Já o segundo encontro, segundo o advogado, ocorreu duas semanas após o primeiro, mas desta vez o convite do senador foi para que Hermógenes fosse a sua casa, no conjunto Água Cristal, em Belém. O encontro começou logo após o almoço e se estendeu até o final da tarde.

ENCONTRO

Hermógenes disse que tomou várias doses de uísque antes e durante a conversa. Mais uma vez, trataram de eleições municipais, além de futebol, e o apoio do senador à campanha de seu irmão à prefeitura de Muaná, assim como as pretensões políticas futuras de Couto e sobre a política em geral no Marajó. O advogado recorda que também trataram de valores financeiros para ajuda política, financiamento de campanha, emendas e projetos parlamentares. No final, Couto voltou a tratar de seus processos na Justiça. 
Hermógenes diz que a esta altura da conversa, talvez influenciado pelo clima ameno do encontro, as boas perspectivas políticas que lhe acenava o senador, além da bebida e o tom informal que a conversa tomou, “inclusive com algumas bravatas”, talvez tenha “exagerado em suas colocações”.
Ele diz, entretanto, que não passou disso pois “jamais se comprometeu com Mário Couto a qualquer ato de interferência em seus processos ou de intermediação na compra de decisão ou sentença favorável ao senador, tanto que mesmo depois de cinco meses passados daquela conversa, não teve mais qualquer outro contato com Mário Couto, seus assessores, nem tampouco recebeu qualquer quantia em dinheiro para si ou qualquer outra pessoa”. Garantiu que não conhece pessoalmente o juiz ou qualquer assessor dele. 
(Diário do Pará)
Clique na imagem para ler a transcrição da conversa entre Mário Couto e o advogado.

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