PL institui criação de programa estadual para redução de sífilis durante a gravidez

Foto: EBC

Em resposta à crescente
epidemia de sífilis congênita verificada nos últimos anos no Pará o Deputado
Estadual Carlos Bordalo (PT-PA) apresentou, durante sessão ordinária na
Assembleia Legislativa nesta terça-feira (26), Projeto de Lei (PL) que cria o
Programa Estadual de Resposta Rápida à Sífilis Congênita. 

De acordo com a pesquisa
Tendência da Sífilis Congênita no Estado do Pará até 2025 apresentado no Programa de Pós-graduação em Doenças Tropicais
da UFPA, de 2006 a 2013 houve um aumento gradativo na incidência de casos de
sífilis congênita, que é a transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez. A
pesquisa estima que nas mesorregiões com maiores tendências de crescimento da
doença até 2025 são Tapajós, Carajás e Rio Capim. 
Ainda segundo a dissertação
o diagnóstico precoce e tratamento da gestante
são medidas
relativamente simples e bastante eficazes na prevenção desse tipo de doença, o
que evidência que a ocorrência indica falhas dos serviços de saúde,
principalmente na atenção ao pré-natal.
Nesse sentido o PL,
ainda sem número, propõe reorientar as intervenções sanitárias que são feitas
no estado e município, em especial no Baixo Amazonas, Carajás, Metropolitana I,
Metropolitana II, Rio Caetés e Tocantins. 
O programa visa promover a mobilização social e institucional para enfrentamento
deste desafio em saúde pública; assegurar adequação para sensibilidade na
captação de casos de sífilis congênita e diminuir a subnotificação de casos em
gestantes; estimular a participação dos profissionais e gestores de saúde nas
atividades; reduzir as taxas de incidência de sífilis congênita e dar maior
visibilidade à doença. 
Doença
A Sífilis é uma infecção
contagiosa causada pela bactéria Treponema pallidum (T. pallidum) e ainda hoje
o combate e a prevenção é um dos maiores desafios à saúde pública. A
Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que cerca de 937 mil pessoas são
infectadas, sendo que 10 a 15% destes indivíduos seriam gestantes, apresentando
70% de chances de transmitir o parasita aos seus conceptos, por falta de
tratamento adequado.
A doença pode ser
transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada. No caso
da Sífilis congênita o contagio para a criança se dá durante a gestação ou
parto nos casos em que não houve tratamento.
Para ter acesso ao PL Programa Estadual de Resposta Rápida à Sífilis
Congênita: clique aqui

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